segunda-feira, 25 de maio de 2026

PRIMAVERA E ERUPÇÃO

Antonio Carlos Egypto

 



SEIS DIAS NAQUELA PRIMAVERA (Six jours,ce printemps là), é uma coprodução de Luxemburgo, Bélgica e França, de 2025, dirigida por Joachim Lafosse.  Uma situação de drama familiar, envolvendo o direito dos netos a frequentar uma casa de praia do avô paterno, negada à mãe divorciada com quem eles vivem.  Essa família, ainda assim, vai ao local secretamente e levando o novo namorado dessa mãe.  Um detalhe, a família é negra e o namorado, branco.  O que supõe algum tipo de problema que, no entanto, é sugerido, mas não é explicitado.  Aliás, todo o clima do filme é soft.  Há uma tensão suave no ar e nada de mais intenso acontece.  Um bom filme, que não chega a empolgar. No elenco Eye Haidara, Jules Waringo, Emmanuelle Davos, Damien Bonnard.  92 min.

 



ERUPCJA, ou seja, Erupção, filme polonês de 2025, é uma curiosa história de amor e amizade, que envolve duas mulheres que se encontram de forma   bissexta, mas, quando acontece, uma espécie de magia se estabelece.  Ambas se sentem atraídas uma pela outra de forma muito intensa, mesmo que cada uma delas esteja em novos contatos amorosos.  No caso, Bethany (Charli XCX) com o namorado Rob (Will Madden), que planeja pedir sua mão em casamento em Varsóvia, e Nel (Lena Göra) com sua parceira Ula (Agata Trzebuchowska). A marca dos encontros entre Bethany e Nel é única: sempre que se reveem há um vulcão em erupção.  A metáfora é óbvia, a relação delas demora a acontecer, mas se manifesta de forma eruptiva, vulcânica.  Como as relações vigentes se modificarão nesse contexto?  Será uma erupção passageira, como acontece com os vulcões?  A trama é interessante, o elenco é bom. O destaque é a vencedora de três Grammy musicais Charli XCX, uma estrela pop de quem nunca tinha ouvido falar, mas que se mostra bem como atriz.  Na verdade, o que mais me interessou no filme foi a forma como o diretor Pete Ohs mostra Varsóvia, com muitas tomadas altas, revelando uma bela cidade urbana contemporânea.  E a curta duração (71 minutos), suficiente para explorar a situação, sem tomar tanto tempo do espectador, como tem sido comum nos últimos tempos.




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