Antonio Carlos Egypto
DITTO: CONEXÕES DO AMOR (Donggam). Coreia do Sul, 2022. Direção: Seo Eun-young. Elenco: Yeo Jin-goo, Cho Yi-hun, Kim
Hye-yoon, Na In-woo, Bae In-hyuk. 114
min.
Ditto, ou Donggam em coreano, refere-se ao mesmo sentimento ou “o mesmo
vale para mim”. E, no filme, trata-se
dessa possibilidade separada no tempo por vinte anos de distância. Seria factível uma identificação dessas, ou
mesmo empatia, vivida em tempos tão distintos, com muitas diferenças
tecnológicas impactando a realidade, de estudantes universitários, no caso?
O estudante Kim Young (Yeo Jin-goo) vive em 1995 numa universidade,
cursando engenharia mecânica. Conecta-se
por meio de um radioamador com Mu Nee (Cho Yi-hun) que vive em 2022, na mesma
universidade. Essa surpreendente conexão
vai revelando um monte de coisas que unirão o rapaz e a moça, tornando-os
grandes amigos, que nunca poderão se encontrar.
A menos que ela pudesse encontrá-lo vinte anos mais velho.
Kim Young vive uma grande paixão por Seo Han-sol e compartilha suas
preocupações, sentimentos e dúvidas, com Mu Nee. Ela, por seu turno, também faz suas
confidências. As diferenças tecnológicas
criam apenas ruídos de comunicação, já que o mundo dos celulares e aplicativos
ainda não existia. E as expressões eram
outras ou ganharam novos significados.
O filme é marcado por nostalgia e delicadeza. A diretora e roteirista Seo Eun-young investe
na valorização do amor e da amizade, mas ao mesmo tempo conduz uma narrativa
inovadora na abordagem da questão amorosa e das questões familiares que
permeiam a história. Uma chuva que
acontece cá, mas não lá, delimita territórios, mas um eclipse lunar ata os
espaços diversos.
A atual produção coreana, que é de 2022, é uma refilmagem da mesma
história que alcançou grande sucesso por lá, em 2000. Mas, ao que consta, de uma forma mais grave e
tensa. Aqui, a direção ao público jovem é
clara, pela trama, pelas cores vivas e alegres e, ainda, pelo apelo
sentimental. Embora aqui se dê de uma
forma complexa e indireta e chegue a conclusões surpreendentes e inesperadas.
As referências cinematográficas amplamente conhecidas se dão em relação à
série de filmes “De Volta Para o Futuro” (Back
to the Future), dirigida por Robert Zemeckis, em 1985, 1989 e 1990. Outro filme que inspirou todos eles, de algum
modo, é “Em Algum Lugar do Passado” (Somewhere
in time), de 1980, dirigido por Jeannot Szwarc. Esses filmes foram marcantes pelos elencos e
por trilhas musicais espetaculares, que sobreviveram ao tempo, como os
personagens que eles retrataram. A
trilha sonora de “Ditto” também é bonita.
NOTRE DAME DE PARIS
Realidade virtual também é cinema.
Um cinema imersivo, em que você vive num mundo paralelo e totalmente
ilusório. Na exposição “Notre Dame de
Paris – Eterna e Sagrada” é possível viajar no tempo e na história da famosa
catedral, de sua construção à reconstrução que se processou após o incêndio.
É possível subir ao topo da igreja, com as gárgulas a seu lado, ver toda
a sua estrutura e o panorama que se descortina.
Além de detalhes de sua base em madeira, as grandes obras, esculturas,
vitrais e tudo o mais. Subindo andaimes
sem sair do chão. Mas é fácil acreditar
que você está lá em cima.
A exposição é, sem dúvida, muito interessante e informativa, porém, a
brincadeira e o desviar de pessoas e de muros aparentes ou o medo da altura
acabam pesando mais do que as informações históricas ou a análise das obras
artísticas.
Essa exposição, ao lado de outras similares, como a dos Impressionistas
ou de Quéops, acontece no Espaço Cultural de Realidade Virtual, no 2º. subsolo
do Shopping Cidade de São Paulo, na avenida Paulista, diariamente, das 10:00 h
às 21:20 h.












