sexta-feira, 29 de julho de 2011

Capitão América: O Primeiro Vingador


Tatiana Babadobulos

Capitão América: O Primeiro Vingador (Captain America: The First Avenger). Direção: Joe Johnston. Roteiro: Christopher Markus e Ste­phen McFeel. Com: Chris Evans, Stanley Tucci, Sebastian Stan, Hayley Atwell, Tommy Lee Jones. Estados Unidos, 2011. 124 minutos.

Apresentado pela primeira vez em forma de história em quadrinhos, em 1941, ou seja, durante a Segunda Guerra Mundial, como propaganda política e para mostrar ao mundo que os norte-americanos não tinham medo de Adolf Hitler, Capitão América agora é protagonista do longa-metragem “Capitão América: O Primeiro Vingador” (“Captain America: The First Avenger”). O filme, dirigido por Joe Johnston (“O Lobisomem”) e com roteiro de Christopher Markus e Ste­phen McFeel (ambos de “Crônicas de Nárnia”), chega nesta sexta-feira, 29 de julho, aos ci­nemas.

E é justamente durante a Guerra que se passa a fita, ou seja, quando o país recrutava jovens para o exército, principalmente com a foto de Tio Sam – personificação do governo americano e do exército – apontando jovens e apelando para o patriotismo, com os dizeres: “I Want You” (“Eu Quero Você”).

O magricela Steve Rogers (Chris Evans, o Tocha Humana de “Quarteto Fantástico”) tem apenas 40 quilos, é baixinho, tem vários problemas de saúde, é indefeso e apanha nos becos da cidade onde vive (Nova York), mas não abre mão de ser mais uma opção ao governo norte-americano na luta contra a Alemanha e os seguidores de Hitler durante a Segunda Guerra. Depois de convencer Dr. Erskine (Stanley Tucci, de “Julie & Julia”), que mais tarde veio a ser o criador da fórmula do “supersoldado”, consegue entrar para o exército. O cientista, porém, o recrutou porque estava mais preocupado com o coração e com a sabedoria de Steve do que sua forma física.



 Além de ter um coração bom, era a amizade com outro soldado, Bucky Barnes (Sebastian Stan, de “Cisne Negro”). Afinal de contas, Bucky é quem Steve sempre quis ser. Embora ele tenha o apoio do cientista e, mais tarde, da bela Peggy Carter (Hayley Atwell, de “A Duquesa”), ele terá de driblar as desconfianças do coronel Chester Phillips (Tommy Lee Jones, de “On­de os Fracos Não Têm Vez”).

Juntos, e com ajuda de Howard Stark (Dominic Cooper, de “Educação”), futuro pai do Homem de Ferro, que vai desenvolver a parafernália ne­cessária para dar vida ao Ca­pitão América, terão de enfren­tar o Caveira Vermelha, também conhecido como Johann Schmidt (Hugo Weaving, de “Transformers: O Lado Oculto da Lua”).

Em “Capitão América”, o protagonista passa por uma grande transformação. Primeiro, detonam o garoto, mas como tem coração bom, foi escolhido para servir o exército. Ele sofre decepções e ainda assim opta por não ficar amargurado ou cansado disso. Mas o longa-metragem faz isso de propósito para mostrar a grande virada. E a música reforça quando ele cumpre sua primeira missão, mesmo que não tenha sido designado para salvar os colegas. O toque de humor é leve e o romance que começa a aparecer contrasta com o clima de rivalidade e guerra da história.



Como se trata de um filme sobre super-heróis, os efeitos especiais estão ali para servir (os retoques digitais são feitos para deixar o garoto magricela, por exemplo), assim como as cenas espetaculares fora da realidade, mas que são divertidas de se ver. E a jornada do herói está toda lá mostrando a superação e a conquista que não é em causa própria, mas do país, da nação.

Outro ponto positivo são as câmeras bem posicionadas, que oferece ao público nitidez sobre quem está batendo e quem está apanhando. E, mais uma vez, a música não cessa nem quando os tiros correm soltos durante as batalhas.

Capitão América foi o primeiro do grupo a ser recrutado para o “clube” que mais tarde ficou conhecido como “Os Vingadores” e que reúne super-heróis como Thor, Hulk, Homem de Ferro, Viúva Negra, Gavião Arqueiro, e foi feito em resposta à Liga da Justiça, da DC Comics, cujo “cabeça” é Super-Homem. O longa-metragem sobre esse grupo, aliás, está marcado para estrear em 2012.

“Capitão América” é um longa divertido, com um roteiro bem escrito e que pode ser visto para quem costuma ler os quadrinhos ou até mesmo para quem não sabe da história. É o filme-pipoca com cópias em versões 2D e 3D. Por falar no de três dimensões, esqueça: é totalmente dispensável.

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