sexta-feira, 4 de março de 2011

ESPOSA DE MENTIRINHA

Antonio Carlos Egypto


ESPOSA DE MENTIRINHA (Just go with it). Estados Unidos, 2010. Direção: Dennis Dugan. Com Adam Sandler, Jennifer Aniston, Nicole Kidman, Bailee Madison. 98 min.

Comédia romântica é um dos gêneros mais previsíveis do cinema. Ela só corresponde às expectativas se tiver final feliz, após peripécias e dificuldades que se interpõem no caminho dos amantes e levar à idealização do amor romântico. Tudo isso, preferencialmente, contado de forma leve, bem humorada, para divertir. Rir, por exemplo, do mau jeito que geralmente envolve as tentativas de aproximação e conquista, dos percalços a que estão sujeitas as manifestações voluntárias ou involuntárias dos desejos. As surpresas podem aparecer no manejo das situações, em cenas determinadas, mas tudo dentro de um todo previsível. Para ir além disso, só mesmo extrapolando ou implodindo o gênero cinematográfico. Isso vale não só para comédia romântica, mas para todos os outros gêneros.

“Esposa de mentirinha” é um típico exemplar do gênero. Quem for assistir, já sabe o que pode esperar. Não vai se surpreender, mas pode se divertir com o filme, desde que não espere mais do que uma comédia romântica pode oferecer. Também não vai se decepcionar. É um bom produto desse gênero, com escassas grossuras ou vulgaridades. E situações que produzem sorrisos ou risadas moderadas. Portanto, o filme cumpre seu papel no cinema de entretenimento a que está vinculado.

Danny (Adam Sandler) é um cirurgião plástico que se interessa por uma linda mulher, bem mais jovem do que ele: Maggie (Bailee Madison). Ele se encanta de tal forma, que quer mais do que um envolvimento ocasional. Ela é desconfiada e tem certeza de que um homem como ele é casado. Ele não é, mas resolve fingir ser e estar se divorciando. Essa farsa, acredita ele, o levará a conquistá-la.

Para viabilizar a encenação, ele conta com sua leal assistente, Katherine (Jennifer Aniston), para fazer o papel de sua mulher. Circunstâncias inesperadas acabam envolvendo também o casal de filhos dela e tudo acaba num fim de semana em que todos os personagens citados vão para o Havaí. O filho mais novo está fixado em nadar com golfinhos, no Havaí, e, esperto e chantagista, consegue o intento. Sua irmã mais velha terá toda a oportunidade de praticar seu sonho, que é ser atriz.

É lá que muita coisa vai acontecer, inclusive, Katherine reencontrar uma antiga colega de faculdade, insuportável: Devlin, um papel ingrato, que Nicole Kidman encarou de forma pouco convincente. O mais ridículo da história sobrou para ela. Ao final, tudo muda, na vida desses personagens, inclusive o comportamento de Devlin. Todo mundo se ajeita, cresce ou amadurece. E a idealização romântica triunfará mais uma vez. Não é para isso mesmo que existe esse tipo de filme?

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