<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645</id><updated>2012-01-26T18:32:11.107-02:00</updated><category term='Documentários'/><category term='Nacional'/><category term='Animação'/><category term='Crítica'/><category term='Top 10'/><category term='Comédia'/><category term='Filmes'/><category term='Ensaio'/><category term='Curta-Metragem'/><category term='Blockbuster'/><category term='latino-americano'/><category term='Livro'/><category term='Curso'/><category term='europeu'/><category term='Entrevista'/><category term='Cannes'/><category term='3D'/><category term='Estreia'/><category term='Imax'/><category term='Musical'/><category term='Asiatico'/><category term='Oscar'/><category term='Bilheteria'/><category term='Clássico'/><category term='Africano'/><category term='Mostra'/><category term='Perfil'/><category term='Estréia'/><category term='Festival'/><title type='text'>Cinema com Recheio</title><subtitle type='html'>Cinema com Recheio nasceu como veículo de expressão da segunda turma do curso de pós-graduação de "Crítica de Cinema", da FAAP. E continua com aqueles que quiseram fazer da crítica de cinema uma atividade constante. Aqui você poderá encontrar muito conteúdo e com uma forma gostosa de ser lida!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Cinema com Recheio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15065368674463439334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='14' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kd5JXZhLTzc/SPUX09sju2I/AAAAAAAAAFU/GpTR0FvzTqQ/S220/01cinema.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>296</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-5801511095632154083</id><published>2012-01-26T18:32:00.000-02:00</published><updated>2012-01-26T18:32:11.112-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festival'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='europeu'/><title type='text'>PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GgW2djv6F88/TyG3ddxx_PI/AAAAAAAAAhU/gryww1dmh_s/s1600/kevin2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-GgW2djv6F88/TyG3ddxx_PI/AAAAAAAAAhU/gryww1dmh_s/s1600/kevin2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN (&lt;em&gt;We need to talk about Kevin&lt;/em&gt;). Reino Unido, 2011. Direção: Lynne Ramsay. Com Tilda Swinton, Ezra Miller, John C. Reilly. 112 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fatos e situações que os espectadores de “Precisamos falar sobre o Kevin” vão acompanhar serão mostrados pela ótica de Eva (Tilda Swinton, brilhante), a protagonista do filme. Inicialmente, a veremos na guerra do tomate, encharcada de vermelho, depois, veremos que sua casa está pichada com tinta vermelha. E percebemos que algo muito intenso está por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eva é xingada e maltratada por pessoas da rua ou da vizinhança; ela se vê tensa e séria. Vai ficando claro que algo muito grave deve ter acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As imagens vão se sucedendo, sem que nada fique muito explicado. Mas uma vida familiar é mostrada: um marido, dois filhos – um jovem e uma menina. Esse jovem é o Kevin, que se verá em muitas etapas de sua evolução, sem necessariamente seguir a ordem cronológica. Como um bebê que berra, um menino soturno e turrão,um adolescente esquisito ,enfim, visto por sua mãe como um peso, um poço de maldade. De que se trata, afinal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mise-en-scène do diretor escocês Lynne Ramsay explora, em frequentes primeiros planos de detalhe, restos de comida, algumas vezes jogados ou amassados, emporcalhando a casa. É evidente que algo de estranho acontece nessa casa e com essa família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6vUmm5r_AQU/TyG303uti6I/AAAAAAAAAhc/K0MqODqyXSU/s1600/kevin3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-6vUmm5r_AQU/TyG303uti6I/AAAAAAAAAhc/K0MqODqyXSU/s1600/kevin3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O clima de permanente tensão e dúvida toma conta do filme. Sabemos que as coisas não vão bem. Eva está acuada pelo próprio filho, que ela aparentemente ama, teme e detesta. E que não foi uma escolha sua tê-lo. A maternidade é fortemente posta em questão. Que efeito terá tido isso na criança? Explica os comportamentos hostis de Kevin, que ela vê, contrastando com um jeito mais cordial em relação ao pai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme tem um clima envolvente e estranho, que seduz o espectador. Definitivamente, não estamos diante de uma situação comum e trivial. Se há algo a compreender na história, isso nunca ficará absolutamente claro. Até porque só temos a percepção de Eva e quem nos garante que o que ela percebe ocorre mesmo desse jeito? Ou melhor, inevitavelmente tudo seria visto de forma diferente pelos demais personagens envolvidos nos fatos. Pode ser pura paranoia de Eva. Nisso ficamos, até que fatos concretos, observáveis, se imporão. Ainda assim, como eles se construíram, o que significam e que papel nosso personagem principal jogou em tudo isso é algo a ser explorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme se baseia num romance best seller de Lionel Shriver, foi escolhido como melhor filme no Festival de Cinema de Londres de 2011, exibido com êxito no Festival do Rio deste ano, e agora começa sua carreira comercial nos cinemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-cGwB47XprcM/TyG4DdznohI/AAAAAAAAAhk/zbMssA6mGQ4/s1600/kevin1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-cGwB47XprcM/TyG4DdznohI/AAAAAAAAAhk/zbMssA6mGQ4/s1600/kevin1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;É um filme intrigante, provocador, com imagens impactantes. Mas, ao contrário de muitos outros da atualidade, não se alimenta do explícito,do violento ou do meramente chocante. O impacto se dá muito mais pelo estranhamento, pelo inusitado e, apesar da aparência “suja”, nada chega a ser tão nojento como poderia ser se o diretor não escolhesse um caminho mais sutil de expor uma história que envolve grande violência, forte agressividade, hostilidades e maldades. E também rejeição, medo, ansiedade, conflitos abertos ou mantidos à sombra. Por sinal, os conflitos que ficam subentendidos ou sugeridos, são os que sustentam a narrativa e fazem dela uma interessante trama de suspense e terror psicológico, que não perde o pé da realidade dos fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de mera fantasia ou de eventos extraordinários descolados do mundo em que vivemos. Não há vampiros, lobisomens ou seres extraterrestres, apelos que já ultrapassaram qualquer limite no cinema comercial contemporâneo. É algo bem mais consistente do que isso. E que não se presta ao mero entretenimento. Deve agradar quem goste de cinema benfeito e tope enfrentar um clima de tensão e estranhamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-5801511095632154083?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/5801511095632154083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=5801511095632154083' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/5801511095632154083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/5801511095632154083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2012/01/precisamos-falar-sobre-o-kevin.html' title='PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-GgW2djv6F88/TyG3ddxx_PI/AAAAAAAAAhU/gryww1dmh_s/s72-c/kevin2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-6889391023884392338</id><published>2012-01-25T11:18:00.001-02:00</published><updated>2012-01-24T19:19:18.921-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='3D'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imax'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Animação'/><title type='text'>As Aventuras de Tintim</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GbqFskb_MdM/Tx8d_e0E-vI/AAAAAAAAEhk/cizvroBY5XM/s1600/tintim-abre.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="180" src="http://3.bp.blogspot.com/-GbqFskb_MdM/Tx8d_e0E-vI/AAAAAAAAEhk/cizvroBY5XM/s320/tintim-abre.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Tatiana Babadobulos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Aventuras de Tintim (The Adventures of Tintim, The Secret of the Unicorn). Estados Unidos e Nova Zelândia, 2011. Direção: Steven Spielberg. Roteiro: Steven Moffat e  Edgar Wright. Com vozes de: Jamie  Bell, Daniel Craig, Andy Serkis, Simon Pegg e Nick Frost. 107 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estreia no Brasil de “As Aventuras de Tintim” (“The Adventures of Tintin, The Secret of the Unicorn”) já vem com um “carimbo” a mais. Isso porque o longa-metragem ganhou, no domingo, 15, o Globo de Ouro na categoria Animação, deixando para traz filmes como “Operação Presente”, “Rango”, “Carros 2” e “Gato de Botas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fita é baseada em três volumes do graphic novel escrito pelo belga Hergé, sobre um jovem repórter chamado Tintim e seu cachorro terrier, Milu: “O Caranguejo das Tenazes de Ouro” (“The Crab With the Golden Claws”), “O Segredo do Licorne” (“The Secret of the Unicorn”) e O Tesouro de Rackham o Terrível (“Red Rackham’s Treasure”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora longas de animação feitos por computador atualmente não sejam novidade nenhuma no cinema, o diretor Steven Spielberg e o produtor Peter Jackson (da trilogia “O Senhor dos Anéis”) recorreram à técnica de captura dos movimentos, campo, aliás, no qual Jackson conhece muito bem. Isso porque a mesma técnica fora usada nos três filmes dele, bem como no seu “King Kong”, além de produções de outros diretores, como “Avatar”, de James Cameron.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A técnica funciona com ajuda do ator: ao interpretar seus movimentos, sensores no seu corpo registram cada músculo e, então, transmitem ao computador de modo que, aí sim, aquele “esqueleto” possa ser vestido com a “pele” pretendida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aventura começa quando o repórter, com a ajuda de seu cachorro, percebe que um antigo navio contém um segredo. É aí que Tintim (Jamie Bell, de “Billy Elliot”) se vê na mira de Ivanovitch Sakharin (com voz de Daniel Craig, na versão original), porque acredita que o jornalista roubou um tesouro ligado a um velho pirata cruel chamado Rackham, o terrível. Além de Milu, Tintim segue na aventura ao lado do capitão Haddock (Andy Serkis, de “Planeta dos Macacos – A Origem”), um verdadeiro beberrão movido a álcool, e dos atrapalhados detetives Dupond &amp;amp; Dupont (Simon Pegg e Nick Frost, impagáveis!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com abuso da tecnologia, o longa é ilustrado por um lindo visual e cenas engraçadas, como a que envolve o simpático terrier e o feroz rottweiler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As sequências de ação são bem construídas, e se misturam às canções de John Williams, cuja parceria com Spielberg já é de longa data. Os dois trabalharam juntos, por exemplo, em filmes como o recente “Cavalo de Guerra”, “A Lista de Schindler”, “O Resgate do Soldado Ryan” e por aí afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-WCqUTwlKYP4/Tx8gBUnX2PI/AAAAAAAAEhs/tEbdcriXDX4/s1600/tintin_foto03.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="179" src="http://3.bp.blogspot.com/-WCqUTwlKYP4/Tx8gBUnX2PI/AAAAAAAAEhs/tEbdcriXDX4/s320/tintin_foto03.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Os agentes da polícia fazem as vezes cômicas da fita, principalmente porque são pra lá de atrapalhados. Ao final, pistas para uma nova aventura. Com a chancela do Globo de Ouro, e com a probabilidade enorme de ser indicado ao Oscar (a lista completa dos concorrentes será divulgada pela Academia de Artes e Ciência Cinematográfica de Hollywood no dia 24), é bastante provável que uma continuação já esteja sendo colocada no papel. Ou melhor, tirada do papel!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As Aventuras de Tintim” é um filme para toda família, ainda que os adultos irão se divertir ainda mais com as piadas. Mesmo quem não leu as tirinhas pode aproveitar, pois esta é uma forma encontrada por Spielberg e Jackson, grandes fãs dos livros, para que as pessoas se familiarizarem com uma grande obra que mistura mistério, comédia e amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso conheça os livros, é possível que o espectador reclame que as três histórias tenham sido condensadas demais na película, o que é normal em adaptações. De qualquer maneira, o ritmo tem o ponto certo: o mistério permanece durante muito tempo e não há minutos perdidos com o “lenga-lenga”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolha uma poltrona confortável no cinema e aproveite a experiência, que pode se tornar ainda mais incrível caso a sala seja, por exemplo, uma gigante em três dimensões.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-6889391023884392338?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/6889391023884392338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=6889391023884392338' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/6889391023884392338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/6889391023884392338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2012/01/as-aventuras-de-tintim.html' title='As Aventuras de Tintim'/><author><name>Tatiana Babadobulos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14643813334262599775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_qvZU9MOK7CE/TFye2FknHlI/AAAAAAAAEAc/-CHXa7qndC8/S220/01.jpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-GbqFskb_MdM/Tx8d_e0E-vI/AAAAAAAAEhk/cizvroBY5XM/s72-c/tintim-abre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-6322740817428568102</id><published>2012-01-24T19:04:00.001-02:00</published><updated>2012-01-24T19:06:06.143-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oscar'/><title type='text'>Oscar 2012 - Indicados</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-uefeapBLdNQ/Tx8cphf_TII/AAAAAAAAEhc/dn0DwD8E_vw/s1600/Oscar-Divulga%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="170" src="http://4.bp.blogspot.com/-uefeapBLdNQ/Tx8cphf_TII/AAAAAAAAEhc/dn0DwD8E_vw/s320/Oscar-Divulga%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tatiana Babadobulos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã desta terça-feira, 24, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou os filmes que concorrerão ao Oscar, prêmio que será entregue no dia 26 de fevereiro. Houve, é claro, a lembrança dos favoritos, que foram premiados há duas semanas pelo Globo de Ouro, considerado o termômetro para o Oscar, como “Os Descendentes”, “O Artista”. Mas deixou muitos outros de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira categoria que me chamou atenção foi a de Animação, que, pela primeira vez, depois de muitos anos, deixou a Pixar/Disney de fora. Ok que “Carros 2” foi um fracasso, mas a categoria não lembrou nem de “As Aventuras de Tintim” nem de “Rio“, essa, sim, a grande injustiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Árvore da Vida”, premiado pela Abraccine (Associação Brasileira dos Críticos de Cinema) este ano, foi lembrado na categoria de Melhor Filme, embora tenha sido colocado de lado no Globo de Ouro. O mesmo filme recebeu a indicação de Melhor Diretor, para Terrence Malick.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tudo Pelo Poder“, que poderia receber indicação por direção (George Clooney) e ator (Ryan Gosling), só ficou com roteiro (escrito por ele mesmo, que ficou com indicação de ator por “Os Descendentes”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Woody Allen, premiado com o Roteiro de “Meia Noite em Paris“, ficou com as indicações de Melhor Filme, Roteiro e Direção. Há muito, aliás, Allen não vinha sendo indicado pela Academia e seus filmes, ao menos no Brasil, não ganhavam destaque na bilheteria. Se ganhar, a Academia sabe que ele não irá receber o prêmio. Dizem que ele se recusa a perder um jogo de basquete e a faltar à sua apresentação de jazz em Nova York, que faz toda segunda-feira… Cada um com sua prioridade, é claro. Sendo assim, dificilmente deve levar, mas seria merecido, sem dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para completar, “J.Edgar”, de Clint Eastwood, não foi lembrado, tampouco Leonardo DiCaprio, com sua transformação, já que faz o papel de um importante homem do FBI e conta a sua história por mais de 50 anos na entidade. Tilda Swinton, que está brilhante em “Precisamos Falar Sobre Kevin”, não foi citada pela Academia. Se bem que, neste quesito, o páreo não seria fácil, já que a concorrente é Merryl Streep, por “A Dama de Ferro”. O filme será lançado em fevereiro no Brasil, mas ela já ganhou o Globo de Ouro e está sendo elogiada inclusive no Reino Unido, já que ela interpreta Margaret Thatcher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O iraniano “A Separação” levou não apenas a indicação de Língua Estrangeira, como também de Roteiro Original! Os outros indicados pouco importam, já que o longa vem faturando todos os prêmios que concorre. E não será surpresa se ganhar nas duas categorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira as indicações das principais categorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Melhor Filme&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O Artista&lt;br /&gt;Os Descendentes&lt;br /&gt;Histórias Cruzadas&lt;br /&gt;A Invenção de Hugo Cabret&lt;br /&gt;Meia Noite em Paris&lt;br /&gt;O Homem que Mudou o Jogo&lt;br /&gt;A Árvore da Vida&lt;br /&gt;Cavalo de Guerra&lt;br /&gt;Tão Longe, Tão Perto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ator&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Demián Bichir, A Better Life&lt;br /&gt;George Clooney, Os Descendentes&lt;br /&gt;Jean Dujardin, O Artista&lt;br /&gt;Gary Oldman, O Espião que Sabia Demais&lt;br /&gt;Brad Pitt, O Homem que Mudou o Jogo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Atriz&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Glenn Close, Albert Nobbs&lt;br /&gt;Viola Davis, Histórias Cruzadas&lt;br /&gt;Rooney Mara, Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres&lt;br /&gt;Meryl Streep, A Dama de Ferro&lt;br /&gt;Michelle Williams, Sete Dias com Marilyn&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ator coadjuvante&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Kenneth Branagh, Sete Dias com Marilyn&lt;br /&gt;Jonah Hill, O Homem que Mudou o Jogo&lt;br /&gt;Nick Nolte, Guerreiro&lt;br /&gt;Christopher Plummer, Toda Forma de Amor&lt;br /&gt;Max von Sydow, Extremely Loud &amp;amp; Incredibly Close&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Atriz coadjuvante&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Bérénice Bejo, O Artista&lt;br /&gt;Jessica Chastain, Histórias Cruzadas&lt;br /&gt;Melissa McCarthy, Missão Madrinha de Casamento&lt;br /&gt;Janet McTeer, Albert Nobbs&lt;br /&gt;Octavia Spencer, Histórias Cruzadas&lt;br /&gt;Kenneth Branagh, Sete Dias com Marilyn&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fotografia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O Artista, Guillaume Schiffman&lt;br /&gt;Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres, Jeff Cronenweth&lt;br /&gt;A Invenção de Hugo Cabret, Robert Richardson&lt;br /&gt;A Árvore da Vida, Emmanuel Lubezki&lt;br /&gt;Cavalo de Guerra, Janusz Kaminski&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Diretor&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O Artista, Michel Hazanavicius&lt;br /&gt;Os Descendentes, Alexander Payne&lt;br /&gt;A Invenção de Hugo Cabret, Martin Scorsese&lt;br /&gt;Meia Noite em Paris, Woody Allen&lt;br /&gt;A Árvore da Vida, Terrence Malick&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Filme em Língua Estrangeira&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Bélgica, Bullhead&lt;br /&gt;Canadá, Monsieur Lazhar&lt;br /&gt;Irã, A Separação&lt;br /&gt;Israel, Footnote&lt;br /&gt;Polônia, In Darkness&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Roteiro adaptado&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Os Descendentes&lt;br /&gt;A Invenção de Hugo Cabret&lt;br /&gt;Tudo Pelo Poder&lt;br /&gt;O Homem que Mudou o Jogo&lt;br /&gt;O Espião que Sabia Demais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Roteiro Original&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O Artista&lt;br /&gt;Missão Madrinha de Casamento&lt;br /&gt;Margin Call&lt;br /&gt;Meia Noite em Paris&lt;br /&gt;A Separação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Animação&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Um Gato em Paris&lt;br /&gt;Gato de Botas&lt;br /&gt;Rango&lt;br /&gt;Chico &amp;amp; Rita&lt;br /&gt;Kung Fu Panda 2&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-6322740817428568102?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/6322740817428568102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=6322740817428568102' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/6322740817428568102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/6322740817428568102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2012/01/oscar-2012-indicados.html' title='Oscar 2012 - Indicados'/><author><name>Tatiana Babadobulos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14643813334262599775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_qvZU9MOK7CE/TFye2FknHlI/AAAAAAAAEAc/-CHXa7qndC8/S220/01.jpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-uefeapBLdNQ/Tx8cphf_TII/AAAAAAAAEhc/dn0DwD8E_vw/s72-c/Oscar-Divulga%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-3068014737209582044</id><published>2012-01-23T20:47:00.001-02:00</published><updated>2012-01-23T20:54:50.795-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perfil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festival'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='europeu'/><title type='text'>A FONTE DAS MULHERES E RADU MIHAILEANU</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-zei8SKdg_JM/Tx3iCv7zLaI/AAAAAAAAAhE/rCbBPl6xWWk/s1600/fontemulheres+003.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" nfa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-zei8SKdg_JM/Tx3iCv7zLaI/AAAAAAAAAhE/rCbBPl6xWWk/s320/fontemulheres+003.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A FONTE DAS MULHERES (&lt;em&gt;La Source des femmes&lt;/em&gt;). França, Bélgica, Itália, 2011. Direção: Radu Mihaileanu. Com Leila Bekhti, Hafsa Biyouna, Sabrina Ouajani, Saleh Bakri, Hiam Abbass, Mohamed Majd. 135 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o diretor romeno Radu Mihaileanu, nascido em Bucareste, em 1958, apareceu com seu trabalho nos nossos cinemas, em 1999, com o “Trem da Vida”, entusiasmou. O filme já tinha conseguido um prêmio do público, no Festival de Sundance, e um da crítica, no Festival de Veneza. Bom sinal: agradar ao público e à crítica, ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Trem da Vida” era um filme original, uma comédia contada em tom de fábula, passada em 1941, num vilarejo hipotético da Europa, aonde os nazistas estão chegando, com vistas a deportar os judeus. Isso dá ensejo a que os próprios habitantes forjem um trem nazista, interpretando tanto os alemães, como os deportáveis, e até os comunistas. O trem passa sem deixar suspeitas, e se refaz. É bom dizer que é o bobo da aldeia quem tem a ideia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fábula inverossímil tinha graça e passava um tom de festa e alegria que acabou por contagiar as pessoas, na Mostra Internacional de Cinema, em São Paulo, daquele ano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou, então, uma expectativa para os trabalhos vindouros. Em 2009, veio “O Concerto”. Claro que houve quem gostasse, e muito, até, mas a sensação de repetir a fórmula do impossível que vira festa já não conseguia ter graça. Prometia, e até oferecia, no final, a imponência de uma boa orquestra, tocando com beleza e vigor. Mas a fábula não se sustentava. Um maestro competente e com largos serviços prestados à música de seu país, a Rússia, acaba virando faxineiro da própria instituição, rebaixado por suas supostas convicções políticas contra o comunismo do regime então vigente. E é na condição de faxineiro que ele recria sua orquestra, com todos os demais perseguidos (e eram muitos), em apenas duas semanas, sem condições e ainda na clandestinidade. Uma trama tão inverossímil e sem propósito, que não conseguia sustentar os clichês anticomunistas, aplicados aos soviéticos. Uma queda um tanto forte, para quem prometia tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Fonte das Mulheres” seria uma espécie de tira-teima. O que teria acontecido? Só uma derrapada ou a confirmação do esgotamento da fórmula? Infelizmente, a segunda hipótese é a que prevalece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-apYmQNFqtpQ/Tx3jGip7tlI/AAAAAAAAAhM/aLhtT2asr7U/s1600/fontemulheres+002.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" nfa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-apYmQNFqtpQ/Tx3jGip7tlI/AAAAAAAAAhM/aLhtT2asr7U/s320/fontemulheres+002.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Aqui trata-se de uma pequena vila muçulmana, situada hipoteticamente no norte da África, em que as mulheres, como sempre mandou a tradição, penam para buscar água da fonte, com latas na cabeça ou baldes nas mãos, caindo e se machucando. Os homens não as ajudam, nem lutam para obter a canalização da água junto aos políticos locais. Será que não amam suas mulheres o suficiente, para lhes oferecer uma vida melhor? Ou precisam apegar-se à tradição, para nunca virem a ser questionados em seu poder? Verdade que uns poucos homens procuram ser compreensivos e ajudá-las, mas são só uma pequena minoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas resolvem se rebelar e fazer uma greve de amor e sexo, para lutar contra eles e mudar a situação. Um manifesto feminista, em pleno Islã. Talvez para mostrar que nem só de fundamentalismo vive o Islã. Muito bem. Só que o filme não decola, traz ideias antigas e repetidas e, ainda por cima, com um didatismo irritante. A alegria e a festa, marcas do diretor, estão lá, tornando tudo mais palatável. Mas, também, mais superficial. Em que pesem os enquadramentos bem cuidados e os belos ângulos e movimentos de câmera, a estética se esvazia. Não há nada de importante a dizer, que já não seja arquiconhecido. O artificialismo de tal fábula fica evidente e o que acontece não convence hora nenhuma. Uma pena, já que o tema seria bom. Precisaria de outro tratamento. Virou, apenas, mais uma das brincadeiras do diretor, sem qualquer originalidade. Lamentável, para quem começou tão bem em sua primeira investida conhecida nos longas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu primeiro filme, “Trem da Vida”, que deve ter inspirado Roberto Benigni em “A Vida é Bela”, já que é anterior a este, criava uma trama de humor que ousava brincar com um assunto muito sério, de forma respeitosa e divertida. Já sua “A Fonte das Mulheres” requenta a batida história da greve do sexo, na guerra entre os gêneros. Acaba produzindo uma fábula simplista, onde poderia ter havido uma reflexão muito mais séria. O filme participou da seleção oficial de Cannes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que a comédia ligeira, com base em histórias imaginárias e sem preocupação com a verossimilhança, se tornou a marca registrada de Radu Mihaileanu. Alegria, festa e brincadeira, emoldurando um drama. Só que, a essa altura, está faltando inovação e criatividade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-3068014737209582044?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/3068014737209582044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=3068014737209582044' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/3068014737209582044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/3068014737209582044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2012/01/fonte-das-mulheres-e-radu-mihaileanu.html' title='A FONTE DAS MULHERES E RADU MIHAILEANU'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-zei8SKdg_JM/Tx3iCv7zLaI/AAAAAAAAAhE/rCbBPl6xWWk/s72-c/fontemulheres+003.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-5501818295380109195</id><published>2012-01-19T20:44:00.004-02:00</published><updated>2012-01-19T20:54:01.249-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentários'/><title type='text'>A MÚSICA SEGUNDO TOM JOBIM</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A MÚSICA SEGUNDO TOM JOBIM, Brasil, 2011.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Direção: Nelson Pereira dos Santos e Dora Jobim. Documentário.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;88 min.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-iq0w0qOsTbw/Txibt8YBapI/AAAAAAAAAgk/BRW22oSnQKs/s1600/tom8.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="147" nfa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-iq0w0qOsTbw/Txibt8YBapI/AAAAAAAAAgk/BRW22oSnQKs/s200/tom8.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A música popular brasileira é muito rica e variada, sempre foi.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Tem uma grande diversidade de expressões, enorme criatividade, e já gerou muitos movimentos ao longo de sua história.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Entre esses movimentos, a bossa nova foi o que provocou as mudanças mais profundas e duradouras.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Eternizou o violão e o canto de João Gilberto.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Trouxe o poeta e diplomata Vinícius de Moraes para escrever maravilhosos poemas musicais.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Gerou toda uma geração de músicos, compositores e intérpretes, que continuam ativos e brilhantes, e não serão esquecidos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O ponto mais alto do legado desse movimento foi a vasta obra musical do compositor Antonio Carlos Jobim, o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;maestro soberano&lt;/i&gt;, como o chamou seu também parceiro Chico Buarque.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Uma obra tão impressionante que extrapola não só a bossa nova, mas a própria música brasileira, popular ou mesmo erudita, e, em que pese sua grande brasilidade, se tornou universal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-B3Kc44jC1f8/TxicBRjPdgI/AAAAAAAAAgs/LKx9pGTixn8/s1600/tom7.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-B3Kc44jC1f8/TxicBRjPdgI/AAAAAAAAAgs/LKx9pGTixn8/s1600/tom7.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Como dar conta de um legado tão precioso em sua vastidão, num único filme?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O que será preciso dizer, explicar, sobre essa trajetória fantástica?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O que ainda falta mostrar?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O que é preciso: dividir em fases, temáticas, catalogar?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Entrevistar quem?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Alinhavar as entrevistas do próprio Tom, para que ele fale por si mesmo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Se há algo que define Tom Jobim é sua música.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E ela se basta.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não precisa de nada mais para ser entendida, emocionar.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Foi isso que o nosso grande cineasta Nelson Pereira dos Santos captou, e acabou por produzir um filme notável, em que a música é tudo, diz tudo, explica tudo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;São quase 90 minutos de música sem nenhuma fala, nenhuma teorização ou depoimento, mesmo do próprio Tom.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Nada quebra o encanto da música.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E que música!&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É de tirar o fôlego.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;De dar orgulho de ser brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-sdcEVplRLs0/TxicNLqhZSI/AAAAAAAAAg0/vOPPzId8R6g/s1600/tom5.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-sdcEVplRLs0/TxicNLqhZSI/AAAAAAAAAg0/vOPPzId8R6g/s1600/tom5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Os intérpretes, que se sucedem um após o outro, sem identificação escrita ou legenda até o final, compõem um painel impressionante, onde a expressão musical reina absoluta.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Lá estão resgatadas imagens e sons de Gal Costa, Elizeth Cardoso, Jean Sablon, Agostinho dos Santos, Pierre Barouh, Alaíde Costa, Henri Salvador, Gary Burton, Sílvia Telles, Gerry Mulligan, Ella Fitzgerald, Sammy Davis Jr., Judy Garland, Vinícius de Moraes, Errol Garner, Pat Hervey, Márcia, Lio, Mina, Elis Regina, Adriana Calcanhoto, Nara Leão, Maysa, Fernanda Takai, Nana Caimmy, Diana Krall, Oscar Peterson, Sarah Vaughan, Cybele e Cynara, Carlinhos Brown, Frank Sinatra, Jane Monheit, Stacey Kent, Birgite Brüel, Milton Nascimento, Lisa Ono, Paulo Jobim, Miúcha, Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil e Paulinho da Viola.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Ainda faltou muita gente.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Basta dizer que João Gilberto só aparece como capa do LP “Chega de Saudade”, de 1959, e ao violão, acompanhando discretamente Elizeth Cardoso naqueles primórdios que deram origem à bossa nova e ao histórico disco dela “Canção de Amor Demais”.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Problemas de cessão de direitos e projetos cinematográficos concorrentes.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O crédito está lá, em todo caso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Edu Lobo, tão próximo de Tom, e que com ele dividiu um disco espetacular, não apareceu.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Nem Roberto Carlos ou seu show com Caetano, em 2008, em homenagem ao nosso grande maestro e compositor.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Paciência.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O que está lá vale muito a pena.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;As gravações, todas de acervo, já existentes, garimpadas ou até descobertas ao acaso, são entremeadas por muitas fotos que jamais interrompem a música, só a complementam.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E contam muito bem a história do Tom.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Senti falta de músicas importantes de Tom Jobim, como “Passarim”, “Tereza da Praia”, “Lígia”, “Gabriela”, mas não se pode ter tudo em 90 minutos e, às vezes, a imagem não existe ou tem algum tipo de comprometimento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Fe1NqdBq9K8/TxiccG9V0lI/AAAAAAAAAg8/UCEJ_6vPdAQ/s1600/tomj.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-Fe1NqdBq9K8/TxiccG9V0lI/AAAAAAAAAg8/UCEJ_6vPdAQ/s1600/tomj.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O importante é que há informação nova até para quem conhece muito bem a obra do compositor.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quem já havia visto Judy Garland cantando “Insensatez”?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Sammy Davis Jr. improvisando Tom?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ella Fitzgerald, cheia de suingue, num “Desafinado”?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Diana Krall, cantando bem, embora com muito sotaque, em bom português?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E que bom poder recuperar imagens de Sílvia Telles, Agostinho dos Santos, Maysa, Nara Leão, cantando lindas canções do Tom, e a famosa dupla que Elis Regina fez com ele em “Águas de março”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O documentário de Nelson Pereira dos Santos e Dora Jobim, neta de Tom, ao centrar toda sua força na música, concentrou uma energia muito grande no essencial e, com isso, arrebata o público.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Impossível ficar indiferente a uma obra tão grandiosa, insuperável.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E esse efeito certamente será sentido em qualquer parte do mundo, fale o idioma que for.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É um filme que pode dispensar legendagem: Nelson Pereira dos Santos aventou essa idéia.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Acho que ele está certo, pode mesmo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Até as letras em português, inglês, francês ou alemão, ganham universalidade com a música de Tom Jobim, do modo como ela é mostrada no filme.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-5501818295380109195?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/5501818295380109195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=5501818295380109195' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/5501818295380109195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/5501818295380109195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2012/01/musica-segundo-tom-jobim.html' title='A MÚSICA SEGUNDO TOM JOBIM'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-iq0w0qOsTbw/Txibt8YBapI/AAAAAAAAAgk/BRW22oSnQKs/s72-c/tom8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-2949615051840596836</id><published>2012-01-17T18:20:00.001-02:00</published><updated>2012-01-17T18:28:16.907-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festival'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Asiatico'/><title type='text'>A SEPARAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FD8ZJNsQtS8/TxXWuM0HeOI/AAAAAAAAAgM/IkTgPcpYakw/s1600/separa%25C3%25A7ao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kba="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-FD8ZJNsQtS8/TxXWuM0HeOI/AAAAAAAAAgM/IkTgPcpYakw/s1600/separa%25C3%25A7ao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A SEPARAÇÃO (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Jodaeiye Nader Az Simin)&lt;/i&gt;.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Irã, 2010.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Roteiro e direção: Asgar Farhadi.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Com Leila Hatami, Peyman Moadi, Sarina Farhadi.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;123 min.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;“A Separação”, como indica o título brasileiro, é um filme iraniano que trata da separação de um casal: Nader (Peyman Moadi) e Simin (Leila Hatami) e das consequências que isso traz para a vida, não só dos dois, da filha de 11 anos e do pai dele, idoso, com mal de Alzheimer, como também para a empregada diarista, que Nader contrata, seu marido e a filha pequena.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;As duas famílias acabarão num julgamento, que envolverá aspectos culturais, morais e religiosos.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E incluirá ainda outras pessoas que se relacionaram, de algum modo, com as duas famílias.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Um belo imbróglio, cheio de novidades e reviravoltas, de que um roteiro muito bem construído dá conta com talento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A primeira cena já surpreende: diante de um juiz, o casal tenta explicar por que quer se divorciar.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ela quer ir ao exterior, ele, não.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Alega que tem de cuidar do pai e não entende a importância dessa viagem, de apenas uma ou duas semanas.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Nem nós, nem o juiz, que alega motivo fútil para o pedido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Considerando-se, porém, que o Irã atual é um regime fechado e que é difícil obter autorização para sair do país, mesmo por um prazo máximo limitado a duas semanas, cujo efeito tem prazo de validade, entende-se a ansiedade de Simin.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Em quarenta dias, suas chances de viajar se evaporam.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas será que ela quer, mesmo, fazer uma curta viagem de turismo, visita a familiares ou algo do gênero (não é explicado isso na cena) ou ela pretende evadir-se, abandonar o país e, talvez, a própria família?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Isso é só o começo da trama, que tratará de inúmeras questões-problema do país e do regime, como quem não quer nada.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Aparentemente, está apenas contando um melodrama familiar, sem conotações políticas.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Nem poderia ser diferente, não passaria na censura e, muito menos, seria o indicado oficial do Irã ao Oscar de filme estrangeiro, como é o caso.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O roteiro, porém, é brilhante, ao contrário dos censores oficiais que, pelo jeito, ficaram na superfície do assunto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Um homem que se separa, trabalha, e tem um pai incapacitado aos seus cuidados, precisa de uma mulher para ajudá-lo, além de sua filha, pré-adolescente.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas uma mulher casada, com filha, pode trabalhar na casa de um homem descasado, sem comprometer sua honra? E pode limpar um velho incapacitado sem cometer pecado?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-SWzG1RJXs_g/TxXW9tSEfII/AAAAAAAAAgU/AX8leyFirgA/s1600/separa%25C3%25A7ao3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kba="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-SWzG1RJXs_g/TxXW9tSEfII/AAAAAAAAAgU/AX8leyFirgA/s1600/separa%25C3%25A7ao3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Uma mulher pode deixar seu marido e filha e viver sua vida sem a reprovação social e religiosa?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Um homem pode permitir que sua mulher grávida trabalhe na casa de outro homem sem o seu consentimento, mesmo necessitando muito do dinheiro que ela pode obter com esse trabalho, sem reagir?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Terá razão se agredir o patrão que, supostamente, empurrou sua mulher para que saísse da casa?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Pode-se tocar numa mulher grávida?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas pode-se saber se ela está grávida ou não, se o corpo está todo encoberto e, com isso, uma gravidez pode ser disfarçada por um bom tempo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Questões triviais?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Absolutamente.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Questões que mostram a relatividade dos valores morais, o sofrimento que uma leitura inflexível de princípios produz e a fragilidade das noções de mentira e de verdade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Diante do Corão, só se pode jurar em nome da verdade. Mas qual é a verdade?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Algo que se sabe pode ser esquecido num momento de raiva e descontrole.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Como assim?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A pessoa sabia ou não?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O que acontece é que as decisões morais são tomadas em circunstâncias concretas, que envolvem interesses, pessoas e situações sobre as quais não se tem muito controle.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E a dúvida pode pairar soberana.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Em alguns casos, nunca se poderá saber o que é verdadeiro ou não.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Essas reflexões são extremamente importantes e válidas, enquanto considerações éticas, universalmente.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Aplicadas a um regime político como o do Irã, revelam que, sob o tacão autoritário e religioso, vive uma sociedade que pulsa sua contemporaneidade.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Sufocada, mas pronta para vir à tona.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quem sabe, veremos em breve uma primavera persa?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Asgar Farhadi, que já dirigiu o muito competente “Procurando Elly”, em 2009, mostra que está à altura dos grandes cineastas iranianos, que se mudaram do país ou estão impedidos de trabalhar.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Consegue criar uma obra instigante e profunda que, no entanto, exige uma leitura subliminar.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não se revela à primeira vista.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mexe no vespeiro, sem despertar suspeitas.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Excelente.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Faz lembrar a arte brasileira, especialmente a música, durante a nossa ditadura militar.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Que criatividade impressionante era preciso ter para driblar a censura e o regime e, ademais, fustigá-lo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É o que faz Asgar Farhadi, nos dias de hoje no Irã, conquistando merecidos prêmios internacionais, além da indicação ao Oscar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-SvnYbyE1zQo/TxXXKGQ-T5I/AAAAAAAAAgc/x_zR7C7FvOI/s1600/sepa%25C3%25A7a02.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kba="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-SvnYbyE1zQo/TxXXKGQ-T5I/AAAAAAAAAgc/x_zR7C7FvOI/s1600/sepa%25C3%25A7a02.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;“A Separação” levou três Ursos no Festival de Berlim de 2011: dois de prata, para melhores ator e atriz, e o de ouro, de melhor filme, além do prêmio do júri ecumênico.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Recebeu, ainda, o prêmio de melhor roteiro do American Film Institute (AFI), junto aos críticos de Los Angeles e Boston. Venceu o Globo de Ouro de melhor filme em língua estrangeira, além de outros 17 prêmios em festivais de cinema pelo mundo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Merece tudo isso, sem sombra de dúvida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-2949615051840596836?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/2949615051840596836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=2949615051840596836' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/2949615051840596836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/2949615051840596836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2012/01/separacao.html' title='A SEPARAÇÃO'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-FD8ZJNsQtS8/TxXWuM0HeOI/AAAAAAAAAgM/IkTgPcpYakw/s72-c/separa%25C3%25A7ao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-2894669143771663303</id><published>2012-01-09T21:25:00.005-02:00</published><updated>2012-01-10T10:40:24.342-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Top 10'/><title type='text'>MELHORES FILMES DE 2011</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Instado pela &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Confraria Lumière&lt;/i&gt; e pelo site &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Pipoca Moderna&lt;/i&gt; a fazer a minha lista de melhores filmes do ano de 2011, considerando os lançamentos comerciais nos cinemas, excluídos os filmes exibidos exclusivamente em mostras e sessões especiais, cheguei ao seguinte resultado:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-8Zr8yVkIYNA/Twtz0ms5r_I/AAAAAAAAAf0/PtduXQb9FJ0/s1600/a+pele+que+habito.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-8Zr8yVkIYNA/Twtz0ms5r_I/AAAAAAAAAf0/PtduXQb9FJ0/s200/a+pele+que+habito.jpg" width="151" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Os filmes de que mais gostei de ver no cinema em 2011&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;1)&amp;nbsp;&lt;a href="http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/10/pele-que-habito.html" target="_blank"&gt;A PELE QUE HABITO&lt;/a&gt; - Pedro Almodóvar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;2) &lt;a href="http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/02/poesia.html" target="_blank"&gt;POESIA &lt;/a&gt;- Lee Chang-Dong.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;3) &lt;a href="http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/10/o-garoto-da-bicicleta.html" target="_blank"&gt;O GAROTO DA BICICLETA&lt;/a&gt; - Jean-Pierre e Luc Dardenne.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;4) &lt;a href="http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/06/meia-noite-em-paris.html" target="_blank"&gt;MEIA-NOITE EM PARIS&lt;/a&gt; - Woody Allen.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;5)&amp;nbsp;&lt;a href="http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/05/singularidades-de-uma-rapariga-loura.html" target="_blank"&gt;SINGULARIDADES DE UMA RAPARIGA LOURA&amp;nbsp; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Manoel de Oliveira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;6) &lt;a href="http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/01/tio-boonmee-que-pode-recordar-suas.html" target="_blank"&gt;TIO BOONME QUE PODE RECORDAR SUAS VIDAS PASSADAS&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Apichatpong&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Weerasethakul.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;7) &lt;a href="http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/06/potiche-esposa-trofeu.html" target="_blank"&gt;POTICHE: ESPOSA TROFÉU&lt;/a&gt; - François Ozon.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;8) &lt;a href="http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/07/lola.html" target="_blank"&gt;LOLA &lt;/a&gt;- Brillante Mendoza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;9) &lt;a href="http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/03/copia-fiel.html" target="_blank"&gt;CÓPIA FIEL&lt;/a&gt; - Abbas Kiarostami.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;10) &lt;a href="http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/09/um-conto-chines_28.html" target="_blank"&gt;UM CONTO CHINÊS&lt;/a&gt; -Sebastian Borenszteim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-G-aiV7xZqEg/Twt05HqyP2I/AAAAAAAAAgE/ho95RgKnVYM/s1600/poesia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-G-aiV7xZqEg/Twt05HqyP2I/AAAAAAAAAgE/ho95RgKnVYM/s200/poesia.jpg" width="140" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;b&gt;Os documentários que mais gostei de ver no cinema em 2011&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;1)&amp;nbsp;&lt;a href="http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/11/eu-eu-eu-jose-lewgoy.html" target="_blank"&gt;EU, EU, EU, JOSÉ LEWGOY&lt;/a&gt; – Cláudio Kahns&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;2)&amp;nbsp;&lt;a href="http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/11/isto-nao-e-um-filme.html" target="_blank"&gt;ISTO NÃO É UM FILME&lt;/a&gt; – Jafar Panahi e Mojtaba Mirtahmasb&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;3) &lt;a href="http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/12/as-cancoes.html" target="_blank"&gt;AS CANÇÕES&lt;/a&gt; – Eduardo Coutinho&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;4)&amp;nbsp;&lt;a href="http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/04/tancredo-travessia.html" target="_blank"&gt;TANCREDO – A TRAVESSIA&lt;/a&gt; – Sílvio Tendler&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;5)&amp;nbsp;&lt;a href="http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/03/restrepo.html" target="_blank"&gt;RESTREPO &lt;/a&gt;- Tim Hetherington e Sebastian Junger&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-2894669143771663303?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/2894669143771663303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=2894669143771663303' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/2894669143771663303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/2894669143771663303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2012/01/melhores-filmes-de-2011.html' title='MELHORES FILMES DE 2011'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-8Zr8yVkIYNA/Twtz0ms5r_I/AAAAAAAAAf0/PtduXQb9FJ0/s72-c/a+pele+que+habito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-9127388679181812002</id><published>2012-01-08T11:29:00.002-02:00</published><updated>2012-01-15T16:21:32.143-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><title type='text'>Cavalo de Guerra</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-1q4ozQFxGw8/TwmZJRKelrI/AAAAAAAAEhI/uSo1vfpoCiE/s1600/DM-AC-00034.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-1q4ozQFxGw8/TwmZJRKelrI/AAAAAAAAEhI/uSo1vfpoCiE/s320/DM-AC-00034.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tatiana Babadobulos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cavalo de Guerra (War Horse). Estados Unidos, 2011. Direção: Steven Spielberg. Roteiro: Lee Hall e Richard Curtis. Com: Jeremy Irvine, Emily Watson e David Thewlis. 146 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Steven Spielberg, cineasta responsável por filmes como “ET – O Extraterrestre”, “Tubarão”, “Indiana Jones”, entre muitos outros, deixou um pouco de lado as produções executivas de blockbusters (ele é produtor, por exemplo, de “Transformers”, “Shrek”, entre outros) e resolveu falar de amor. Amor, mas em nada remete às comédias românticas produzidas em grande escala por Hollywood.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso porque em “Cavalo de Guerra” (“War Horse”), longa-metragem que estreia nesta sexta-feira, 6, ele fala do amor entre um camponês (Jeremy Irvine, em sua estreia no cinema) e um cavalo que viu nascer na fazenda vizinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para sua surpresa, seu pai (Peter Mullan) arrematou o cavalo durante o leilão por uma fortuna, mesmo que a contragosto da mãe (Emily Watson) e de várias outras pessoas da vila onde vivem. O pai, aliás, não dá conta de pagar o próprio aluguel, pois só vive bebendo, e pouco se sabe sobre o seu passado, ainda que a mãe tenha a desculpa de que vivera momentos tristes tempos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o intuito de provar que o cavalo pode dar conta de arar a terra, o garoto Albert o batiza de Joey e os dois passam a ser companheiros inseparáveis. Então, promete aos pais que domará o animal. É quando a chuva traz o milagre e a bonança. Estava indo tudo bem, até que Joey vai parar na guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, o diretor Spielberg, que também é produtor do filme, começa a mexer na seara que conhece muito bem, já que é dele, por exemplo, o filme “O Resgate do Soldado Ryan”, que se passa durante a Segunda Guerra Mundial. Mas também é possível identificar na produção um quê de outro cineasta, John Ford, como o longa “Nos Tempos das Diligências”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NBNb-1kjxZs/TwmaAH5r5AI/AAAAAAAAEhQ/s3Zvou_Hr7s/s1600/DM-AC-17891R.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://3.bp.blogspot.com/-NBNb-1kjxZs/TwmaAH5r5AI/AAAAAAAAEhQ/s3Zvou_Hr7s/s320/DM-AC-17891R.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Só lá pelas tantas o espectador fica sabendo que esta história se passa durante a Primeira Grande Guerra, na Inglaterra, já que, no início, só há alguns indícios (sotaque, direção do carro à direita). Mas aí é anunciada a guerra contra a Alemanha e o letreiro avisa que é em 1914.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas “Cavalo de Guerra”, adaptação do romance de mesmo nome de Michael Morpurgo, que também deu origem a uma peça no teatro, é uma história épica e possui direção de arte que condiz com a época situada, bem como o figurino, que fora costurado à mão para dar mais autenticidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Spielberg conta a história, inicialmente escrita sob o ponto de vista do cavalo, de maneira ampla, ou seja, não apenas sobre a jornada do animal, mas também do garoto, que quer reencontrá-lo. E, pela primeira vez, o diretor faz histórias paralelas se entrelaçarem. E o faz muito bem, já que fornece conteúdo suficiente para que o espectador torça pelo melhor final dos dois lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a trajetória, Joey vai passando de mão em mão, em sua maioria mãos jovens, que têm mais paciência…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos filmes “Indiana Jones”, Spielberg focou a história no homem e não em seu fiel corcel. “Mas no desenrolar da produção de ‘Cavalo de Guerra’ me surpreendi com o quanto os cavalos são capazes de demonstrar enorme emoção”, disse o diretor no material divulgado para a imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o longa, ainda de acordo com o material, foram utilizados 14 cavalos para interpretar Joey em sua progressão de recém-nascido a adulto. Embora quase todas as cenas sejam filmadas com cavalos de verdade, Spielberg mandou fazer um cavalo animatronic para partes da sequência na qual Joey está preso no arame farpado, seguida pela cena na qual protagoniza uma trégua para a paz entre as nações envolvidas no episódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trama, aliás, é o tempo inteiro pontuada pela música de John Williams (autor de outras trilhas ao lado de Spielberg, incluindo “As Aventuras de Tintim”, que estreia ainda este mês no Brasil), e praticamente não cessa durante toda a projeção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Cavalo de Guerra” fala de amizade, lealdade, coragem e, sobretudo, esperança. Esperança de o cavalo deixar ser montado, de arar a terra, de ir para a guerra e de encontrar seu companheiro de novo na volta. Esperança por um mundo de paz, sem a estupidez da guerra, e, por que não?, esperança de concorrer ao Oscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com trama emocionante, Spielberg ainda consegue manipular o espectador e dizer-lhe a hora certa para que rolem as lágrimas que já estavam ali prontas. Sorte do espectador que ainda tem tempo, já que as luzes só se acendem após os créditos finais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-9127388679181812002?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/9127388679181812002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=9127388679181812002' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/9127388679181812002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/9127388679181812002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2012/01/cavalo-de-guerra.html' title='Cavalo de Guerra'/><author><name>Tatiana Babadobulos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14643813334262599775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_qvZU9MOK7CE/TFye2FknHlI/AAAAAAAAEAc/-CHXa7qndC8/S220/01.jpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-1q4ozQFxGw8/TwmZJRKelrI/AAAAAAAAEhI/uSo1vfpoCiE/s72-c/DM-AC-00034.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-6893677130590503270</id><published>2011-12-24T07:36:00.000-02:00</published><updated>2011-12-24T07:36:00.180-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><title type='text'>Missão: Impossível - Protocolo Fantasma</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-iR54kXDS7-U/TvSufnY3AfI/AAAAAAAAEgQ/E7wUdnAUnXE/s1600/MI4-abre.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-iR54kXDS7-U/TvSufnY3AfI/AAAAAAAAEgQ/E7wUdnAUnXE/s320/MI4-abre.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Tatiana Babadobulos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Missão: Impossível - Protocolo Fantasma (Mission: Impossible – Ghost Protocol). Estados Unidos, 2011. Direção: Brad Bird. Roteiro: Josh Appelbaum e  André Nemec. Com: Tom Cruise, Paula Patton, Jeremy Renner, Simon Pegg. 133 minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Um9q7nJLAeU/TvSvVDfdKJI/AAAAAAAAEgc/gNAF4WgFxz8/s1600/MI4-abine.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Um9q7nJLAeU/TvSvVDfdKJI/AAAAAAAAEgc/gNAF4WgFxz8/s1600/MI4-abine.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Faz pouco mais de cinco anos que “Missão: Impossível III” estreou nos cinemas. Com lançamento mundial apontado para quarta-feira, 21 de dezembro, Tom Cruise novamente protagoniza o agente secreto Ethan Hunt no thriller “Missão: Impossível – Protocolo Fantasma” (“Mission: Impossible – Ghost Protocol”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ser acusado (e preso) pelo bombardeio ao Kremlin, Hunt precisa encontrar uma maneira de finalizar a sua missão, mesmo sem apoio da agência. É por isso que o presidente nomeia a missão de “Protocolo Fantasma”, pois diz, no primeiro discurso, que aquela conversa entre eles nunca aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-B4ruA2-OWXs/TvSwGyiB12I/AAAAAAAAEgo/Cy6DG-KhOqI/s1600/MI4-abine.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/-B4ruA2-OWXs/TvSwGyiB12I/AAAAAAAAEgo/Cy6DG-KhOqI/s320/MI4-abine.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Para a missão, porém, Hunt vai ter apenas agentes inexperientes para prevenir um outro ataque, como a sedutora Jane Carter (Paula Patton, de “Déjà Vu”), que é durona e realiza golpes como ninguém; o técnico Benji (Simon Pegg, o inglês de “Um Louco Apaixonado”), que já estava no filme anterior e aqui foi promovido a técnico de campo e o responsável pela tecnologia da missão. Já Brandt (Jeremy Renner, de “Guerra ao Terror”) é um analista, mas cujo passado é desconhecido. Juntos, os quatro vão ter de encontrar uma maneira de tirar do caminho a assassina Sabine Moreau (Léa Seydoux, a francesa que está também em “Meia Noite em Paris”). Ela, aliás, é uma reencarnação da femme fatale: loira, fria e calculista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-g3TZCftwhcs/TvSwNsgIejI/AAAAAAAAEg0/qSoIXl_dkRs/s1600/brad-bird.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-g3TZCftwhcs/TvSwNsgIejI/AAAAAAAAEg0/qSoIXl_dkRs/s320/brad-bird.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A franquia, que já foi dirigida por Brian de Palma, John Woo e J.J.Abrams (que agora é produtor, ao lado de Tom Cruise), respectivamente, agora está sob a batuta de Brad Bird, em seu primeiro de desafio na direção de um longa-metragem “live”. Isso porque o diretor é vencedor de Oscars, mas especialista em cinema de animação, já que dirigiu “Os Incríveis” e “Ratatouille”, ambos lançados pela Pixar. Bird dirige boas cenas de ação e faz de Cruise o super-herói da vez, responsável por liquidar com o inimigo (a velha briga entre o bem e o mal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o filme anterior tinha como pano de fundo cidades como Xangai, Berlim e Roma, além de a dificuldade de entrar no Vaticano, aqui os agentes da IMF (Impossible Mission Force) vão passear por Budapeste, Moscou, Dubai e Bombaim, sendo que uma das missões será entrar no Kremlin (!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez, a fita é apresentada no formato Imax e, logo nas primeiras cenas, o espectador é colocado dentro do filme, em um travelling no qual a câmera faz para começar a contar a história, antes mesmo da abertura com o tema musical que fica martelando na cabeça do espectador durante toda a projeção. A partir de então, já se sabe o que vem pela frente: show de imagens em altíssima qualidade digital, muita ação e com diálogos engraçados, além de som emocionante que faz com que até o chão da sala trema!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a tanta tecnologia, a trama se utiliza de equipamentos de última geração desenvolvidos exclusivamente para o filme, mas sem abrir mão do merchandising da Apple, por exemplo, quando mostra em close os aparelhos iPhone, iPad e até um iMac. Em uma das cenas, aliás, quando estão dentro do Kremlin, os agentes usam um disfarce que lembra a capa de invisibilidade utilizada pelos bruxinhos de “Harry Potter”. Trata-se de uma sequência bastante engraçada, assim como quando Hunt sai do local, tira o disfarce e faz uma homenagem ao cantor Bruce Springsteen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-RHuEPbr_cn4/TvSwVSp_3tI/AAAAAAAAEhA/aoijXY-Phz8/s1600/MIGP.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://3.bp.blogspot.com/-RHuEPbr_cn4/TvSwVSp_3tI/AAAAAAAAEhA/aoijXY-Phz8/s320/MIGP.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Além de terem de enfrentar o inimigo com golpes e, claro, muita imaginação para criar os planos certos para darem certo, eles vão ter de escalar prédios gigantes em Dubai, enfrentar tempestades de areia no deserto, correr pelas ruas de Moscou, desfilar em carrões em Bombaim. Repleto de cenas de ação e muito movimento, “Missão: Impossível – Protocolo Fantasma” também conta com a clássica cena na qual Tom Cruise está no teto do carro em movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cena, aliás, na qual o ator é especialista, já que a protagonizou não apenas em filmes desta franquia, mas em outros de ação. Para um quase cinquentão, Tom Cruise esbanja boa forma quando estrela as sequências de ação, ainda que, muitas vezes, ficamos em dúvida se ele realmente ganhou uma cicatriz sequer ao final da filmagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diálogos bem humorados traduzem algumas coisas do que o espectador pode se perguntar entre um mérito e outro dos agentes, como a cena quando dois deles caem no rio e são baleados pelos russos. Hunt, então, explica ao colega que não pensou muito no que fazer, apenas teve a intuição certa quando conseguiu despistar os atiradores, e que eles também não têm boa mira, vão apenas atirando… Sem contar a tradução de algumas cenas faladas em russo e, quando surge um palavrão, daqueles que devem ser pra lá de cabeludos, a legenda traz algo inesperado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa é certa: não dá para assistir ao “Missão: Impossível – Protocolo Fantasma” (a segunda, se não a melhor da série) esperando ver algo como uma produção de Woody Allen, Pedro Almodóvar, François Truffaut, ou um filme de autor qualquer, ou seja, algo a mais que não seja diversão. Isso porque o filme entrega aquilo o que promete: ação, bom humor e muito movimento com alto e bom som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se fala em entretenimento, aí sim o espectador sai satisfeito do cinema. Principalmente se o formato escolhido for a tela gigante do Imax.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-6893677130590503270?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/6893677130590503270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=6893677130590503270' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/6893677130590503270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/6893677130590503270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/12/missao-impossivel-protocolo-fantasma.html' title='Missão: Impossível - Protocolo Fantasma'/><author><name>Tatiana Babadobulos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14643813334262599775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_qvZU9MOK7CE/TFye2FknHlI/AAAAAAAAEAc/-CHXa7qndC8/S220/01.jpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-iR54kXDS7-U/TvSufnY3AfI/AAAAAAAAEgQ/E7wUdnAUnXE/s72-c/MI4-abre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-7503029103617102100</id><published>2011-12-23T10:06:00.002-02:00</published><updated>2011-12-23T10:17:31.742-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='europeu'/><title type='text'>ROMÂNTICOS ANÔNIMOS</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;ntonio Carlos Egypto&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-UrkqZimZi1g/TvRuMBtjw7I/AAAAAAAAAfU/j9N_XdPN1-k/s1600/romanticos+an%25C3%25B4nimos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-UrkqZimZi1g/TvRuMBtjw7I/AAAAAAAAAfU/j9N_XdPN1-k/s1600/romanticos+an%25C3%25B4nimos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;ROMÂNTICOS ANÔNIMOS (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Les Emotifs Anonymes). &lt;/i&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;França/Bélgica, 2010.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Direção: Jean-Pierre Améris.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Com Benoît Poelvoorde, Isabelle Carré, Lorella Cravotta, Lise Lamétrie.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;80 min.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O filme “Românticos Anônimos”, ou emotivos anônimos, é uma comédia que trata de timidez crônica.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O diretor, Jean-Pierre Améris, diz que se inspirou em sua própria experiência pessoal, inclusive frequentando grupos de autoajuda, como o mostrado na película.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Segundo ele, que é também roteirista do filme: “As pessoas que frequentam esses grupos são pessoas que vivem sob uma tensão permanente, elas têm uma grande vontade de se apaixonar, de trabalhar, de existir, mas alguma coisa muito forte as bloqueia internamente.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;São cheias de energia, não estão deprimidas e nem são depressivas.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas essa tensão que as agita internamente as leva muitas vezes a viver situações inacreditáveis, por isso, o tom de comédia que rege todo o filme.”&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Um bom mote para uma comédia romântica: as dificuldades que o excesso de timidez produz nas pessoas, gerando situações tão constrangedoras que se tornam hilárias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;É assim com Angélique (Isabelle Carré), uma talentosa chocolateira que fez a fama de uma marca de chocolates belga, mantendo-se anônima, atribuindo a fórmula do doce a um ermitão.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quando o dono da fábrica morre, e ninguém conhece o tal ermitão, ela fica sem emprego.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Vai em busca de outra fábrica de chocolate e conhece o dono, Jean-René (Benoît Poelvoorde), tão ou mais tímido do que ela própria, incapaz de se relacionar com as mulheres sem se ensopar inteiro de suor.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Isso, num mero jantar num restaurante.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Dizer o quê?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Se comportar como?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Dar foras todo o tempo, correr das dificuldades: disso se alimenta uma trama tão leve quanto ingênua, candidata a uma tarde despreocupada no cinema, entre uma compra e outra do período de festas natalinas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Os quiproquós da história remetem aos problemas que os muitos tímidos têm: expressar ideias com clareza, enfrentar situações que podem incomodar, ainda que pequenas, correr riscos mínimos e, sobretudo, entregar-se ao outro numa relação afetiva que poderá tornar-se um compromisso amoroso.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A cerimônia de um possível casamento em que os noivos têm de estar em primeiro plano, então, é um sofrimento atroz, a ser evitado a qualquer custo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O assunto pode ser engraçado, mas é sério.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É de sofrimento humano que se trata.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A pegada leve da direção, apesar das declarações citadas, não faz jus à importância do tema.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os exageros das reações mostradas servem para acentuar o problema, mas não ajudam a entendê-lo melhor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-q2o3aofM1EA/TvRuqPMXOFI/AAAAAAAAAfg/cXMwObW1kZ8/s1600/romanticos+an%25C3%25B4nimos2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-q2o3aofM1EA/TvRuqPMXOFI/AAAAAAAAAfg/cXMwObW1kZ8/s1600/romanticos+an%25C3%25B4nimos2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Os atores são bons, embora Benoît Poelvoorde precisasse ser (ou parecer) um pouco mais jovem, para que o papel passasse mais credibilidade. Afinal, alguém tão despreparado para o contato humano não conseguiria tocar uma pequena fábrica, ainda que sem sucesso.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O comportamento do personagem é infantilizado demais para ser crível.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A psicoterapia do tipo &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;behaviorista&lt;/i&gt; a que ele se submete também é uma farsa, que não convence ninguém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Já o papel de Isabelle Carré como Angélique tem mais consistência e credibilidade.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A atriz convence com sua beleza e juventude, expressando sentimentos e comportamentos bem mais verossímeis.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-o0LBcJc5Klo/TvRxQnu9zfI/AAAAAAAAAfs/un3V5ZF5V9g/s1600/romanticos+an%25C3%25B4nimos3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-o0LBcJc5Klo/TvRxQnu9zfI/AAAAAAAAAfs/un3V5ZF5V9g/s1600/romanticos+an%25C3%25B4nimos3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;É&amp;nbsp;um filme que se vê com prazer, já que não exige nada do espectador e ainda lhe oferece o humor, a expectativa do amor a se realizar e degustações e conversas sobre o chocolate, seu sabor inigualável, tentador, e que pode ser constantemente melhorado, a ponto de alcançar níveis divinos.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;As &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;bombonières&lt;/i&gt; do cinema devem ter bons lucros durante o período de exibição de “Românticos Anônimos”.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os tímidos poderão se espelhar em situações vividas pelos personagens e os românticos não terão do que se queixar, desde que busquem entretenimento puro e simples.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-7503029103617102100?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/7503029103617102100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=7503029103617102100' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/7503029103617102100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/7503029103617102100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/12/romanticos-anonimos.html' title='ROMÂNTICOS ANÔNIMOS'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-UrkqZimZi1g/TvRuMBtjw7I/AAAAAAAAAfU/j9N_XdPN1-k/s72-c/romanticos+an%25C3%25B4nimos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-2597435927526089588</id><published>2011-12-22T23:15:00.000-02:00</published><updated>2011-12-22T23:15:12.224-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><title type='text'>Tudo Pelo Poder</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vzHho84dcyw/TvPViWTmSeI/AAAAAAAAEfs/kx-H1XMRoM8/s1600/DF-06000.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-vzHho84dcyw/TvPViWTmSeI/AAAAAAAAEfs/kx-H1XMRoM8/s320/DF-06000.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Tatiana Babadobulos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo Pelo Poder (The Ides of March). Estados Unidos, 2011. Direção: George Clooney. Roteiro:George Clooney e Grant Heslov. Com: George Clooney, Paul Giamatti,&amp;nbsp;Philip Seymour Hoffman, Ryan Gosling, Marisa Tomei. 101 minutos.&lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0381416/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;George Clooney é um dos queridinhos dos cinéfilos e não apenas por conta de seu charme como poucos atores têm. Clooney mostrou também que é ótimo profissional do lado de lá das câmeras. Em 2002, dirigiu “Confissões de uma Mente Perigosa” e, três anos depois, mostrou ao mundo “Boa Noite, Boa Sorte”, longa-metragem que foi indicado ao Oscar em seis categorias, incluindo Melhor Diretor. Depois ainda dirigiu a comédia “O Amor Não Tem Regra”, em 2008. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez, “Tudo Pelo Poder” (“The Ides of March”), seu novo filme, e que tem estreia no Brasil apontada para o dia 23 de dezembro, já recebeu quatro indicações ao Globo de Ouro 2012 nas categorias Melhor Filme Drama, Roteiro, Direção e Ator, para Ryan Goslyn.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fita é baseada na peça de Beau Willimon, “Farragut North”, e foi inspirada na experiência de Willimon como colaborador durante a mal sucedida campanha presidencial de 2004 do político do partido democrata Howard Dean.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-bv1AXiJHzKM/TvPV6zIN50I/AAAAAAAAEf4/68n5yowRELk/s1600/DF-04553_r.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-bv1AXiJHzKM/TvPV6zIN50I/AAAAAAAAEf4/68n5yowRELk/s320/DF-04553_r.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Clooney, que adaptou o roteiro com Grant Heslov, faz o papel do governador Mike Morris, que luta por um lugar na Casa Branca. Apesar de sua campanha sofrer impacto com a descoberta de corrupção em Washington, é em torno de seu assessor de imprensa, Stephen Meyers (Ryan Gosling, de “A Garota Ideal”), que gira a história e serão os seus passos que o espectador terá de seguir para saber o que está acontecendo na campanha do governador, que é coordenada por Paul Zara (o brilhante Philip Seymour Hoffman, de “Dúvida”). E, como confiança e lealdade são motes na política, é sempre a mesma história, tal como na vida real: ajoelhou, tem que rezar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado da disputa está o candidato cuja coordenação é feita por Tom Duffy (Paul Giamatti, de “A Luta Pela Esperança”), que busca a vertente mais cômica de sua personagem, além de ser hipócrita e maquiavélico. Para completar o elenco de ótimos atores, Marisa Tomei (“O Poder e a Lei”) é a repórter do New York Times responsável por levar as informações à população. Há ainda a estagiária do candidato, Molly (Evan Rachel Wood, de “O Lutador”), que apesar dos seus 20 anos, mostra superioridade ao chefe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, mais uma vez, Clooney vai mexer no vespeiro. O longa mostra, de maneira elegante, os bastidores da política. As personagens, sejam elas da situação ou da oposição, são passionais, vivem a política com todo o entusiasmo e os atores conseguem demonstrar isso ao espectador, a começar por Hoffman, como um dos responsáveis pela carreira política do presidente. Com diálogos longos e bem construídos, a fita é bem sucedida também nas imagens, com direção limpa, mas que brinca com os reflexos dos atores nos vidros, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-taXyt1JJfVw/TvPWBixTtyI/AAAAAAAAEgE/TUrYtSisOFg/s1600/DF-05317_rv2_.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-taXyt1JJfVw/TvPWBixTtyI/AAAAAAAAEgE/TUrYtSisOFg/s320/DF-05317_rv2_.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No jogo de sedução, mais uma vez o espectador assiste ao envolvimento de “gente de alto escalão” com estagiários, além dos escândalos comuns na política. Sem contar a chantagem da busca pelo poder, as manipulações, as manobras políticas para se dar bem (e para derrubar o adversário, afinal, vale tudo) e as brigas internas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, a política serve como pano de fundo para contar uma história que trata também de sexo, ambição, lealdade, traição e vingança, sem se esquecer dos elementos shakespearianos que pontuam as cenas. &lt;br /&gt;Às vésperas das eleições municipais, “Tudo Pelo Poder” é um filme obrigatório para o cidadão, mas também para o cinéfilo que faz questão de assistir a uma obra-prima, como poucas têm sido feitas ultimamente, até porque, a cada produção, George Clo­o­ney mostra que não é apenas um rostinho bonito e o último solteirão de Hollywood. É um ator e um diretor que merece respeito por aquilo que faz bem. Aliás, muito bem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-2597435927526089588?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/2597435927526089588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=2597435927526089588' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/2597435927526089588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/2597435927526089588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/12/tudo-pelo-poder.html' title='Tudo Pelo Poder'/><author><name>Tatiana Babadobulos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14643813334262599775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_qvZU9MOK7CE/TFye2FknHlI/AAAAAAAAEAc/-CHXa7qndC8/S220/01.jpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-vzHho84dcyw/TvPViWTmSeI/AAAAAAAAEfs/kx-H1XMRoM8/s72-c/DF-06000.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-4081795894180387435</id><published>2011-12-14T12:06:00.000-02:00</published><updated>2011-12-14T12:06:39.107-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='europeu'/><title type='text'>OS NOMES DO AMOR</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-YzH-9FcD4po/TuitCkEvN2I/AAAAAAAAAec/n--uSlM6BRI/s1600/nomesdoamor.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-YzH-9FcD4po/TuitCkEvN2I/AAAAAAAAAec/n--uSlM6BRI/s1600/nomesdoamor.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;OS NOMES DO AMOR &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;(Le nom des gens)&lt;/i&gt;.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;França, 2010.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Direção: Michel Leclerc.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Com Sara Forestier, Jacques Gamblin, Zinedine Soualem, Carole Franck.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;100 min.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;“Os nomes do amor” é uma comédia francesa que, sem nenhuma grande pretensão que não seja o mero entretenimento, consegue inovar algo na história que conta.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Em tempos em que o sexo está desvencilhado dos problemas morais, ele naturalmente pode assumir um caráter pragmático, ou experimental, com facilidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Que tal uma militante de esquerda que esteja convencida de que a melhor maneira de convencer direitistas a mudarem de visão, ou de lado, é tê-los na cama?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E que não tenha escrúpulos em usar seu corpo para tais experiências políticas? Todos que não pensam como ela tendem a ser vistos como fascistas a serem regenerados pela via do prazer sexual.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ela assume o lema “faça o amor, não faça a guerra”, que notabilizou os hippies nos anos 1960.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não importa muito que sua história de vida, sua infância, possa ser invocada para explicar um comportamento ousado desse tipo, por parte dessa mulher.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O mais interessante é o uso que ela fará disso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Bem, e quando ela encontra homens mais transigentes, mais abertos, ou mais simpáticos às causas de esquerda ou de centro-esquerda?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Fica só na amizade ou pode evoluir para o amor verdadeiro?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas como conciliar isso com os experimentos político-ideológicos?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;É divertido e dá margem a algumas brincadeiras com as figuras políticas francesas e suas representações ideológicas, com direito até a participação no filme de Leonel Jospin como ele mesmo. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Desse modo, se permite gozar das verdades engessadas que estão em conceitos tão esquemáticos quanto excludentes.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É evidente que o mundo político é mais complexo do que o maniqueísmo direita versus esquerda, ou a turma do mal contra a turma do bem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;E será que sexo pragmático dá certo?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quando algo mais sutil aparece, essas conceituações rasas tendem a cair por terra.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ou se tornarem uma armadilha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O mérito do filme é mesclar amor e política de um jeito leve e simpático, sem se levar muito a sério, nem pregar verdades em nenhuma dessas duas direções.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Amor e preferências políticas não comportam certezas, moral da história, destino inevitável, essas coisas.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Tudo pode acontecer e nada será assim tão grave ou importante.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;As circunstâncias e o acaso acabam tendo um papel maior do que normalmente se avaliam que eles têm.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-r2nv9s7Mv_A/TuitR4_je2I/AAAAAAAAAek/YaCHxLBijzE/s1600/nomesdoamor4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-r2nv9s7Mv_A/TuitR4_je2I/AAAAAAAAAek/YaCHxLBijzE/s1600/nomesdoamor4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;“Os nomes do amor” produz sorrisos, tem leveza, diverte e brinca com as verdades da vida no amor e na política, embora se restrinja aos personagens políticos franceses contemporâneos e a fatos históricos, como a relação colonial da França com a Argélia, coisas que acentuam o sabor local da película.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Sara Forestier, no papel de Bahia, a que não tem pudores, tem nome argelino, que é frequentemente confundido com a nacionalidade brasileira, é uma atriz capaz de levar esse comportamento improvável à credibilidade do espectador.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E Jacques Gamblin, no papel de Arthur, encarna a leveza de espírito do filme à perfeição. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Arthur é um judeu nada religioso, com pais moralistas, que fizeram do holocausto judaico um tabu tão grande que qualquer coisa que se diga à mesa do jantar remeterá àquela experiência que se quer apagar.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O tabu gera um constrangimento tal que vira piada, como todos os tabus, aliás.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O filme brinca respeitosamente com isso, assim como com as demais questões políticas já citadas, produzindo uma boa diversão, um passatempo de boa qualidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-4081795894180387435?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/4081795894180387435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=4081795894180387435' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/4081795894180387435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/4081795894180387435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/12/os-nomes-do-amor.html' title='OS NOMES DO AMOR'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-YzH-9FcD4po/TuitCkEvN2I/AAAAAAAAAec/n--uSlM6BRI/s72-c/nomesdoamor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-5106411311289745720</id><published>2011-12-10T09:46:00.000-02:00</published><updated>2011-12-10T09:46:42.864-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estreia'/><title type='text'>Noite de Ano Novo</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-cjRUn95DROQ/TuNFo33ik1I/AAAAAAAAEek/0Y2Ee_ZFZE0/s1600/NYE-07769r.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://1.bp.blogspot.com/-cjRUn95DROQ/TuNFo33ik1I/AAAAAAAAEek/0Y2Ee_ZFZE0/s320/NYE-07769r.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tatiana Babadobulos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite de Ano Novo (New Year's Eve). Estados Unidos, 2011. Direção: Garry Marshall. Roteiro: Ka­therine Fugate. Com: Sarah Jessica Parker, Lea Michelle, Ashton Kutcher, Robert de Niro, Jessica Biel. 118 minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes comemorativos lançados no final do ano geralmente são sobre o Natal. E, neste gênero, chovem os piegas, as comédias do tipo “pastelão”, roteiros sem graça, mas que continuam sendo lançados para tentar convencer o espectador de que Natal é época de renovação, de união em família, confraternização etc. Este mês, aliás, um já estreou: “Presente de Natal”, que traz também versão em 3D.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quebrar a rotina, desta vez é sobre o ano que está chegando que trata-se o longa-metragem “Noite de Ano Novo” (“New Year’s Eve”). A fita, dirigida e produzida por Garry Marshall, de “Idas e Vindas do Amor” (o que explica a citação deste filme no final), conta, cheia de rodeios, histórias de diversos personagens sobre os imprevistos e as expectativas que antecedem a meia-noite. Porém, é clichê demais quando escolhe como cenário a cidade de Nova York, cuja festa principal acontece na Times Square. De acordo com uma personagem, a tradição de ver a bola descer e a contagem regressiva 10 segundos antes existe desde 1907. E não, ninguém está vestido de branco, tal como se faz no Brasil, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas das pequenas histórias escritas pela roteirista Ka­therine Fugate (também de “Idas e Vindas do Amor”) são entrelaçadas e a maioria delas bobas, sem sentido ou que não combinam com o ator escolhido para protagonizar a sequência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robert de Niro, que dispensa apresentações, é um paciente moribundo que está internado em um hospital, escolhido a dedo por ele, já que tem o terraço voltado para a praça, e que quer passar a noite de ano novo vendo a tal bola iluminada, como faz todos os anos. Ao seu lado está a enfermeira vivida por Halle Berry (de “A Última Ceia”), que também vai mostrar como quer passar a meia-noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-BaTgkhFQoJU/TuNGbwBnklI/AAAAAAAAEes/CmsCeIMQIZM/s1600/NYE-01013.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://2.bp.blogspot.com/-BaTgkhFQoJU/TuNGbwBnklI/AAAAAAAAEes/CmsCeIMQIZM/s320/NYE-01013.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Katherine Heigl (de “A Verdade Nua e Crua”) aqui é Laura, uma prestigiada chef de cozinhaconvidada para preparar o bufê de uma concorrida e tradicional festa, que terá apresentação de um astro da música, Jensen (Jon Bon Jovi). Este, aliás, não é o primeiro trabalho do cantor, como ator, já que ele trabalhou em filmes como “O Jogo da Verdade”, “Cry Wolf – O Jogo da Mentira”, entre outros, além de ter feito participações especiais em séries de TV, como “Sex and the City”, “30 Rock”, “Las Vegas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também estão no elenco, a adolescente Hailey, vivida por Abigail Breslin (de “Pequena Miss Sunshine”), que quer passar a meia-noite na Times Square para beijar o garoto que está apaixonada. A estrela de “Sex and the City”, Sarah Jessica Parker, aqui é Kim, mãe da garota. Sua personagem, porém, não tem qualquer impacto no longa e não se sabe exatamente o que ela faz, o que quer etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No elevador, o imprevisto prega uma peça no destino do ilustrador Randy (Ashton Kutcher, de “Sexo Sem Compromisso”, a princípio, irreconhecível, com barba) e a cantora Elise (Lea Michele, de “Glee”), que sonha em fazer uma turnê ao lado do astro da música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda Michelle Pfeiffer, que desde a Mulher Gato não faz um filme empolgante. Aqui é uma secretária que se demite e quer cumprir todas as suas resoluções de ano novo em algumas horas, e Hilary Swank (de “Menina de Ouro”), como uma das responsáveis pela organização da festa em Nova York. É dela, aliás, o discurso sobre o que devemos fazer e pensar na esperada noite. Fala sobre amor, esperança, perdão, reinício e chance de poder começar tudo de novo, em um ano novinho em folha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Noite de Ano Novo” reúne diversas estrelas, mas acaba sendo um verdadeiro desastre, com histórias bobas (como a disputa pelo nascimento do primeiro bebê do ano), até o encontro à meia-noite marcado um ano antes. Outro detalhe é a previsibilidade quando o cantor da festa escolhido para o papel é… um cantor, assim como a backing vocal. O tema até teria potencial para ser explorado, mas o roteiro fraco e o excesso de personagens faz com que as histórias não se aprofundem e se percam em meio a uma direção atrapalhada e em diálogos bobos. No limite, “Noite de Ano Novo” faz o espectador refletir e começar a pensar o que lhe espera no dia 31 de dezembro que, aliás, está logo aí!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-5106411311289745720?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/5106411311289745720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=5106411311289745720' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/5106411311289745720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/5106411311289745720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/12/noite-de-ano-novo.html' title='Noite de Ano Novo'/><author><name>Tatiana Babadobulos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14643813334262599775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_qvZU9MOK7CE/TFye2FknHlI/AAAAAAAAEAc/-CHXa7qndC8/S220/01.jpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-cjRUn95DROQ/TuNFo33ik1I/AAAAAAAAEek/0Y2Ee_ZFZE0/s72-c/NYE-07769r.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-2239461959402654608</id><published>2011-12-07T15:51:00.000-02:00</published><updated>2011-12-07T15:51:16.730-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festival'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentários'/><title type='text'>AS CANÇÕES</title><content type='html'>&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-3ZG2oHrTVRE/Tt-mXnegDEI/AAAAAAAAAeE/yvANFYXYYAo/s1600/ascan%25C3%25A7%25C3%25B5es3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="238" mda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-3ZG2oHrTVRE/Tt-mXnegDEI/AAAAAAAAAeE/yvANFYXYYAo/s320/ascan%25C3%25A7%25C3%25B5es3.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;AS CANÇÕES. Brasil, 2011. Direção: Eduardo Coutinho.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Documentário.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;90 min.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Canções podem estar associadas a momentos marcantes da vida das pessoas.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Às vezes, uma determinada canção evocará uma lembrança de grande amor, de grande tristeza ou dor, que jamais será esquecida ou posta de lado.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Algumas serão ouvidas e cantadas ao longo de toda a existência de um indivíduo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Outras podem trazer tanto incômodo, que serão objeto de repulsa ou até poderão produzir sensações de medo, quando ouvidas ou entoadas.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Enfim, a associação entre canções e emoções intensas produz um material psicológico tão rico e variado que, para um documentarista do porte de Eduardo Coutinho, só poderia trazer grande interesse.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;No painel humano que ele mostrou em “Edifício Master”, de 2002, um dos moradores cantou e contou sua história pessoal por meio da canção &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;My Way&lt;/i&gt;, sucesso de Frank Sinatra.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Aquela revelação foi não planejada, ou inesperada, tornando o depoimento daquele personagem bastante atraente.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Desta vez, Eduardo Coutinho planejou o filme “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;As&lt;/i&gt; Canções”, para obter resultado semelhante, com uma gama de experiências música/história de vida mais ampla.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Divulgou por diferentes espaços da cidade do Rio de Janeiro um chamamento: “Alguma música já marcou sua vida?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Cante e conte sua história”.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Colheu a oferta espontânea dos que se interessaram pela proposta e durante dois meses foi selecionando as melhores histórias.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;De 237 pessoas, 42 foram filmadas e 18 estão no filme, com idades que variam de 22 a 82 anos.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Suponho que ele tenha escolhido, também, os que poderiam cantar melhor, porque é surpreendente a boa performance do canto &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a capela&lt;/i&gt; dos que são mostrados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Cq0cT-inMBo/Tt-m0E5MlrI/AAAAAAAAAeM/mykuwkt-ms4/s1600/ascan%25C3%25A7%25C3%25B5es4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" mda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-Cq0cT-inMBo/Tt-m0E5MlrI/AAAAAAAAAeM/mykuwkt-ms4/s320/ascan%25C3%25A7%25C3%25B5es4.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Conhecemos, então, as mais diversas histórias de amor, traição, submissão, angústia, arrependimento, perda e solidão, só para citar alguns dos elementos constitutivos da farta colheita que Coutinho obteve com sua estratégia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Histórias que a memória reteve, transformou, reinventou, de grande significado para cada um dos depoentes, pessoas do povo que toparam expor não só seus sentimentos, mas seu canto, em geral intenso e emocionado.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Um filme que flui gostosamente.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Por um lado, há muita espontaneidade.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Por outro, muita graça na teatralidade ou no exagero de alguns.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;As músicas, além de serem conhecidas e apreciadas do nosso cancioneiro popular, são interpretadas com uma exuberância afetiva que as torna especialmente atraentes. Os homens e mulheres que se apresentam em “As Canções” não são cantores, mas cantam bem, com alma, Roberto Carlos, Tom Jobim, Vinicius, Chico Buarque e outros mais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-0PrBfOrxhvU/Tt-nA560zuI/AAAAAAAAAeU/t6xThx_gj0I/s1600/ascan%25C3%25A7%25C3%25B5es2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" mda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-0PrBfOrxhvU/Tt-nA560zuI/AAAAAAAAAeU/t6xThx_gj0I/s200/ascan%25C3%25A7%25C3%25B5es2.jpg" width="149" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Eduardo Coutinho, um dos nossos maiores documentaristas, que já nos deu o extraordinário “Cabra Marcado para Morrer” (1964-1984), um clássico absoluto do cinema nacional, e “Jogo de Cena”, de 2007, que embaralhou de vez a história da “verdade” documental, num filme provocador e divertido, nos traz agora um produto mais singelo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Pelo menos, aparentemente.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Afinal, a “verdade” registrada na memória e rememorada por meio de canções é tão produzida, consciente ou inconscientemente pelo sujeito, quanto aquela que a câmera pode planejar e registrar.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Está posta em xeque, uma vez mais, a questão de como poderia ser concebida uma “verdade” documental, seja ela objetiva ou subjetiva.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;“As Canções” foi premiado como melhor documentário pelo júri oficial e também pelo público, no Festival do Rio 2011.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-2239461959402654608?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/2239461959402654608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=2239461959402654608' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/2239461959402654608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/2239461959402654608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/12/as-cancoes.html' title='AS CANÇÕES'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-3ZG2oHrTVRE/Tt-mXnegDEI/AAAAAAAAAeE/yvANFYXYYAo/s72-c/ascan%25C3%25A7%25C3%25B5es3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-7076708029175318904</id><published>2011-11-29T11:02:00.001-02:00</published><updated>2011-11-29T11:03:15.802-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festival'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Asiatico'/><title type='text'>ISTO NÃO É UM FILME</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;ISTO NÃO É UM FILME (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;In film nist)&lt;/i&gt;.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Irã, 2010.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Direção: Jafar Panahi e Mojtaba Mirtahmasb.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Documentário.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;75 min.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--XyoZQlzu0E/TtTXjNxjrNI/AAAAAAAAAd8/TpRuRGhWcpU/s1600/isto+n%25C3%25A3o+%25C3%25A9+um+filme.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" dda="true" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/--XyoZQlzu0E/TtTXjNxjrNI/AAAAAAAAAd8/TpRuRGhWcpU/s320/isto+n%25C3%25A3o+%25C3%25A9+um+filme.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O cinema iraniano, nas décadas de 1980 e 1990, se destacou fortemente na cena internacional, principalmente em função da participação em festivais.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Retomando uma abordagem neorrealista, apesar da censura do regime, centrava suas histórias em pequenas questões do cotidiano, personagens infantis, questões sociais camufladas ou disfarçadas.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Diversos cineastas se projetaram, como Moshen Makmalbaf, Abbas Kiarostami e Jafar Panahi. Deveriam estar consagrados no seu país.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;No entanto, a cegueira do regime autoritário islâmico dos aiatolás levou Makmalbaf e Kiarostami a viver no exterior e Panahi, à cadeia e à proibição de exercer sua profissão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;“Isto não é um filme” é um documentário doméstico, em que o cineasta Jafar Panahi tenta retratar um dia de sua vida em prisão domiciliar, em Teerã, às vésperas do Ano Novo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O diretor iraniano recebeu a pena de seis anos de prisão, está proibido de dirigir filmes por vinte anos, além de proibido de falar com a mídia e viajar ao exterior.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Sua acusação: “Ser conivente com a intenção de cometer crimes contra a segurança nacional do país e fazer propaganda contra a República Islâmica”.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Se ele está impedido de dirigir filmes e escrever roteiros, não estaria impedido de ler roteiros, contar filmes e atuar.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Foi por aí que “Isto não é um filme” começou.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ele chamou seu amigo e cinegrafista Mojtaba Mirtahmasb para ajudá-lo a registrar a história que queria contar.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Define o espaço de cena, a partir de demarcações no tapete da sala de seu apartamento, define a entrada e a saída do suposto quarto, as escadas, o local de uma cama, estabelece o posicionamento da câmera,um plano inicial para a janela, os movimentos da atriz que faria o papel, e pergunta sobre a iluminação necessária.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Como cineasta, concebe a sua forma de contar o filme.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E se dá conta de que não é possível.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Nas suas palavras: “Se podemos contar um filme, então, por que fazer um filme?”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Enquanto aguarda pelo julgamento de um recurso num tribunal de apelação do regime, nos mostra o seu desespero, contido, mas desespero, de ter de se restringir ao espaço de seu apartamento/prisão, sem poder &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;filmar.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E sem grandes esperanças de reverter a sentença, ou reduzi-la, sem forte pressão internacional.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Segundo sua advogada, seria necessária uma pressão nacional, também.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O filme que não é um filme chegou ao Festival de Cannes 2011 dentro de um bolo, foi exibido no Festival de Toronto e teve os direitos de exibição comprados por uma distribuidora internacional para os Estados Unidos e Reino Unido.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Chega agora aos cinemas brasileiros, após ser exibido na 35ª. Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Só para lembrar: Jafar Panahi é o diretor do filme “O balão branco”, de 1995, que foi sucesso no Brasil.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Dirigiu também “O espelho”, de 1998, e “O Círculo”, de 2000.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Todos ótimos filmes, que ganharam prêmios internacionais.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ele conta com apoios, como os de Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, Steven Spielberg, Ang Lee, os irmãos Cohen, Sean Penn, Juliette Binoche, entre tantos outros.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Esperemos que apoios como esses possam reverter sua absurda situação no Irã.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Um possível êxito de “Isto não é um filme” também poderá ajudar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-7076708029175318904?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/7076708029175318904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=7076708029175318904' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/7076708029175318904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/7076708029175318904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/11/isto-nao-e-um-filme.html' title='ISTO NÃO É UM FILME'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/--XyoZQlzu0E/TtTXjNxjrNI/AAAAAAAAAd8/TpRuRGhWcpU/s72-c/isto+n%25C3%25A3o+%25C3%25A9+um+filme.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-7349055064843947413</id><published>2011-11-23T15:05:00.000-02:00</published><updated>2011-11-23T15:05:24.286-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='europeu'/><title type='text'>SE NÃO NÓS, QUEM?</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-sLYuBxAZVxY/Ts0mymDTU6I/AAAAAAAAAdU/n1G4F_k5Viw/s1600/se+n%25C3%25A3o+n%25C3%25B3s1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-sLYuBxAZVxY/Ts0mymDTU6I/AAAAAAAAAdU/n1G4F_k5Viw/s1600/se+n%25C3%25A3o+n%25C3%25B3s1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;SE NÃO NÓS, QUEM? &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;(Wer wenn nicht wir)&lt;/i&gt;.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Alemanha, 2011.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Direção: Andres Veiel.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Com August Diehl, Lena Lauzemis, Alexander Fehling, Thomas Thieme, Imogen Kogge, Michael Wittenborn.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;124 min.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;“Se não nós, quem?” trata de um relacionamento amoroso conturbado: o dos jovens Bernward Vesper (August Diehl) e Gudrun Ensslin (Lena Lauzemis), na Alemanha Ocidental, do final dos anos 1950 aos anos 1970.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Um período em que o país ainda tinha muito presente o fantasma do nazismo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Os dois jovens, entusiasmados pela literatura e o que a palavra pode fazer para melhorar o mundo, tentam publicar trabalhos e acabam por fundar uma editora.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A primeira publicação que fazem esbarra nesse fantasma: um trabalho do pai de Bernward, que foi simpático ao nazismo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A Alemanha vai mudando, chega o período das grandes contestações jovens na Europa, as referências intelectuais de esquerda, a questão nuclear, as grandes discussões sobre as estratégias para mudar o mundo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E as ações armadas que resultam no grupo terrorista Baader-Meinhof.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A radicalização do processo político toma novos rumos, que desestabilizam as relações pessoais, familiares, amorosas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-nLlcoYPKdXE/Ts0nBAyI-UI/AAAAAAAAAdc/tQ0OLCxKr_o/s1600/se+n%25C3%25A3o+n%25C3%25B3s.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-nLlcoYPKdXE/Ts0nBAyI-UI/AAAAAAAAAdc/tQ0OLCxKr_o/s1600/se+n%25C3%25A3o+n%25C3%25B3s.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Os jovens amantes passam por todas as etapas da mudança política no plano de suas relações, o que envolve o amor livre, o questionamento da fidelidade e do ciúme, as múltiplas relações sexuais, a inevitável separação resultante das crenças e escolhas políticas que cada um faz, a exposição à violência, prisão e gestos radicais tresloucados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O filme faz um bom painel das mudanças políticas, expostas a partir do relacionamento amoroso de um casal jovem, entremeado com cenas jornalísticas de época.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A correspondência entre os fatos – o coletivo e o pessoal – se dá num paralelismo tão grande, com a vida coletiva determinando fortemente a vida do casal, que acaba sendo um tanto mecânica essa relação.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas o artifício funciona, na medida em que mostra a inevitabilidade dessa influência e que tudo pode se transformar de modo absolutamente radical, de um momento a outro, quando as crises geram câmbios sociais intensos e rápidos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A manutenção do casal se relacionando, de alguma forma, durante o tempo histórico relatado favorece a compreensão do processo psicológico, que opera por meio das mudanças de valores e comportamentais, que se estabelecem sob influência direta do processo histórico.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Do penoso lidar com a herança do nazismo ao caminho da luta terrorista fica claro o quanto ser a democracia uma experiência duradoura, com todas as suas dificuldades, pode ser tão importante para o bem-estar e a felicidade das pessoas.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Radicalismos não costumam produzir equilíbrio nem oferecer paz à vida humana.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xGjYDjwL48k/Ts0nlxBowaI/AAAAAAAAAds/r5TWrJhlNzI/s1600/Se+n%25C3%25A3o+n%25C3%25B3s+3.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-xGjYDjwL48k/Ts0nlxBowaI/AAAAAAAAAds/r5TWrJhlNzI/s1600/Se+n%25C3%25A3o+n%25C3%25B3s+3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Gostaria, ainda, de ressaltar algo que me estranhou ao longo do filme: perceber que o protagonista Bernward fuma em praticamente todas as cenas.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Se houver três ou quatro cenas sem cigarro com ele é muito.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Sem nenhum questionamento ou crítica de nenhuma ordem.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não seria estranho que ele fumasse em algumas cenas e que não houvesse críticas, dada a época e a ação da indústria do tabaco para impedir que se divulgassem ou se confirmassem cientificamente seus malefícios e o poder de criar dependência que tem a nicotina.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas o exagero é tal que fica evidente que há outro interesse por trás dessas cenas.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não o de divulgar marcas de cigarro, que não aparecem, mas o de validar e até glamourizar seu uso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Se fosse só esse filme, eu nem diria nada, mas é cada vez mais intensa e frequente a presença do cigarro em filmes europeus, asiáticos e outros.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Na contramão da forma como as sociedades contemporâneas estão enxergando os males do hábito de fumar para a saúde e procurando bani-lo dos ambientes, enquanto as pessoas lutam para se livrar de uma dependência que lhes é tão destrutiva.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Será que a indústria do tabaco resolveu investir maciçamente no financiamento ao cinema mundial como um de seus últimos espaços de ocupação publicitária, já que outros vêm se fechando, sistematicamente?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Como amante de cinema, tenho muito a lamentar, se isso se confirmar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-7349055064843947413?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/7349055064843947413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=7349055064843947413' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/7349055064843947413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/7349055064843947413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/11/se-nao-nos-quem.html' title='SE NÃO NÓS, QUEM?'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-sLYuBxAZVxY/Ts0mymDTU6I/AAAAAAAAAdU/n1G4F_k5Viw/s72-c/se+n%25C3%25A3o+n%25C3%25B3s1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-1188032990025640204</id><published>2011-11-22T11:34:00.000-02:00</published><updated>2011-11-22T11:34:34.044-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentários'/><title type='text'>EU, EU, EU, JOSÉ LEWGOY</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;EU, EU, EU, JOSÉ LEWGOY.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Brasil, 2009.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Direção: Cláudio Kahns.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Documentário.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;85 min.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-0QHq_OydZi0/Tsujni606EI/AAAAAAAAAc8/xtmp1hTL97s/s1600/lewgoy.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-0QHq_OydZi0/Tsujni606EI/AAAAAAAAAc8/xtmp1hTL97s/s1600/lewgoy.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;José Lewgoy (1920-2003) foi um dos atores mais presentes e representativos da história do cinema nacional, desde os tempos de grande sucesso popular das chanchadas, em que&amp;nbsp; despontavam Oscarito e Grande Otelo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Lewgoy trabalhou muito com eles e se notabilizou pelo papel de vilão.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas ele foi ator importante do cinema novo: seu papel em “Terra em Transe”, de Glauber Rocha, de 1967, é destacado e inesquecível.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ele também esteve presente nas pornochanchadas que marcaram o cinema brasileiro no tempo da ditadura militar.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Esteve, na verdade, numa enormidade de filmes de todos os tipos e gêneros do nosso cinema, por décadas a fio. Foram cerca de cem filmes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Teve a oportunidade de viver e atuar no cinema no exterior, na França, nos Estados Unidos, e deixou outro grande desempenho registrado no filme “Fitzcarraldo”, do diretor alemão Werner Herzog, de 1982. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Além de tudo isso, fez muito sucesso em novelas e minisséries da TV Globo, deixando sua marca registrada, inclusive em bordões de sucesso marcante, como: “E eu não sei?”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-MMSOKE63a1E/Tsuj3t_EIBI/AAAAAAAAAdE/drAgfLXN_Vo/s1600/lewgoy.3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-MMSOKE63a1E/Tsuj3t_EIBI/AAAAAAAAAdE/drAgfLXN_Vo/s1600/lewgoy.3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O documentário “Eu, Eu, Eu, José Lewgoy” traz a trajetória profissional desse grande ator, realizando ampla pesquisa e apresentando registros de atuações que cobrem todas as épocas e a grande extensão do trabalho de Lewgoy.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Estão lá imagens raras de atuações em filmes de menor peso no exterior, cenas de chanchadas antigas, assim como as suas performances marcantes do cinema e também da TV.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Quem não sabe muito da sua carreira profissional ficará bem informado e poderá avaliar a importância do trabalho desse ator notável que ele foi .&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Esse é o centro e a razão de ser do documentário de Cláudio Kahns.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Outros aspectos da vida de José Lewgoy aparecem para explicar ou esclarecer algo que tenha relevo para o trabalho que ele desenvolveu.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A vida pessoal só entra naquilo que se relaciona diretamente com a profissão.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Uma escolha perfeita, a meu ver.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O que interessa é resgatar a importância do ator para a cultura brasileira e suas relações com a época em que viveu, do nosso Brasil recente.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Com destaque para o legado cinematográfico que ele deixou em seus desempenhos brilhantes como ator que, apesar de marcado pelo eterno papel do vilão, foi muito além disso no drama, na comédia ou na aventura.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Aparecem também o seu propalado mau-humor, seu acidente e as sequelas que deixou, e o narcisismo de sempre se referir a si mesmo, empregando abusivamente a primeira pessoa do singular.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Esse último aspecto acabou servindo de título ao filme.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas tudo isso entra porque tem relação direta com sua vida profissional.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O depoimento de Guilherme de Almeida Prado a respeito do filme “A Hora Mágica”, de 1998, que ele dirigiu e em que Lewgoy faz três papéis e se vale até de morfina para dar conta do que havia se proposto a fazer, é um dos momentos tocantes, e ao mesmo tempo divertidos, da personalidade e da tenacidade de José Lewgoy, o ator. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-zZc9GY4A7O0/TsukC6SFcZI/AAAAAAAAAdM/R9aKybFIIiE/s1600/lewgoy4.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-zZc9GY4A7O0/TsukC6SFcZI/AAAAAAAAAdM/R9aKybFIIiE/s1600/lewgoy4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Muitos outros depoimentos ajudam a revelar quem foi, o que fez e como fez Lewgoy o seu trabalho: Tônia Carrero, Millôr Fernandes, Anselmo Duarte, Luís Fernando Veríssimo, Chico Caruso, Sérgio Augusto, Gilberto Braga e Glória Pires são alguns deles. É emocionante o relato de Werner Herzog sobre sua relação com Lewgoy e a atuação dele no filme “Fitzcarraldo”.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Há, ainda, outros depoimentos colhidos no exterior, como o do crítico de cinema do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Village Voice&lt;/i&gt;, Elliot Stein, amigo de Lewgoy.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Um conjunto de imagens reveladoras do talento de Lewgoy, complementadas por esses depoimentos todos, dá a dimensão desse ator mítico do cinema e da TV brasileiros, que partiu de uma pequena cidade do interior do Rio Grande do Sul (Veranópolis) e se tornou um ator de projeção internacional.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Maior do que ele mesmo se julgava ou percebia, apesar do narcisismo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Deixa saudades.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Já não se fazem vilões como antigamente, nem é fácil encontrar atores com tamanho talento e cultura como ele tinha.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;José Lewgoy foi único.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-1188032990025640204?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/1188032990025640204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=1188032990025640204' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/1188032990025640204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/1188032990025640204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/11/eu-eu-eu-jose-lewgoy.html' title='EU, EU, EU, JOSÉ LEWGOY'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-0QHq_OydZi0/Tsujni606EI/AAAAAAAAAc8/xtmp1hTL97s/s72-c/lewgoy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-192258630231911503</id><published>2011-11-15T13:34:00.002-02:00</published><updated>2011-11-15T22:44:23.789-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='3D'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festival'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentários'/><title type='text'>CAVERNA DOS SONHOS ESQUECIDOS</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-w551tlWaAnE/TsKEJGrnoPI/AAAAAAAAAcM/wrrPJAk4eCI/s1600/caverna.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-w551tlWaAnE/TsKEJGrnoPI/AAAAAAAAAcM/wrrPJAk4eCI/s1600/caverna.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;CAVERNA DOS SONHOS ESQUECIDOS (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Cave of Forgotten Dreams).&lt;/i&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Estados Unidos, França, Alemanha, 2010.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Direção: Werner Herzog.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Documentário.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;90 min.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A caverna Chauvet, na região sul da França, abriga os mais antigos desenhos rupestres de que se tem notícia.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Descoberta em 1994, a coleção de representações artísticas que suas paredes conservam remonta a 32 mil anos de idade.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A caverna foi fechada por causa de um terremoto e esteve protegida de interferências exteriores, o que garantiu a preservação de sua estrutura e a conservação de suas paredes, solo, permitindo que os maravilhosos desenhos que ela contém ficassem intocados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-R5AzJHZUiW0/TsKE84KvJ2I/AAAAAAAAAcs/xnvFfkoJGHk/s1600/caverna3.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" nda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-R5AzJHZUiW0/TsKE84KvJ2I/AAAAAAAAAcs/xnvFfkoJGHk/s200/caverna3.jpg" width="163" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A gruta continuará sendo mantida fechada, sendo permitido somente o acesso por tempo limitado de uma pequena equipe de cientistas que estudam o local.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O conceituado cineasta alemão Werner Herzog conseguiu autorização do Ministério da Cultura da França para filmar na caverna em condições estritamente controladas de movimentação, tempo rigidamente estipulado e uma equipe mínima.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os equipamentos escolhidos foram câmeras 3D especiais, que filmaram à luz de tochas e lanternas, a uma distância estabelecida, caminhando sobre plataformas metálicas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Q94RvgYhyNs/TsKEe3wux8I/AAAAAAAAAcc/351sGd5UQ8k/s1600/caverna2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" nda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-Q94RvgYhyNs/TsKEe3wux8I/AAAAAAAAAcc/351sGd5UQ8k/s200/caverna2.jpg" width="179" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O resultado é espantoso.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Entra-se em contato com o nascimento da representação artística na humanidade, por meio de desenhos realistas de animais, como mamutes, bisões, cavalos, leões. Representações extraordinariamente belas e intrigantes, produzidas por indivíduos, a julgar pela continuidade dos traços.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;São criadores que detalham formas, as colorem e procuram representar os movimentos dos animais, numa espécie de busca ancestral da expressão cinematográfica.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Há apenas uma figura humana, meio mulher, meio animal, que não chega a ser vista completamente, apesar dos esforços que Herzog faz para alcançá-la com a câmera.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A arte da era paleolítica se revela deslumbrante, na caverna Chauvet.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O registro do documentário resgata a importância e a dimensão desse achado.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ele mostra o ambiente que circunda a caverna, também de grande beleza natural, mostra a proximidade de uma usina nuclear e o risco que essa maravilha pode estar correndo, além de ouvir os especialistas e especular sobre a origem do homem, de sua vida e sua arte, sem pretender concluir com base em nenhuma verdade que já esteja na cabeça das pessoas.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Levanta muitas dúvidas e questionamentos, emoldura o belo mistério e nos transporta a uma época e um mundo distantes que, no entanto, estão tão próximos e têm tamanha importância.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-3FX5J_euo8g/TsKFR1rMgbI/AAAAAAAAAc0/av-qHZ-GojE/s1600/caverna4.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="130" nda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-3FX5J_euo8g/TsKFR1rMgbI/AAAAAAAAAc0/av-qHZ-GojE/s200/caverna4.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Para isso, o equipamento 3D tem grande relevância.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ele enfatiza, destaca, acentua essa preciosidade, à qual ninguém terá acesso de outra forma, realizando um registro notável, favorecido pelas formas curvas e ondulantes da caverna.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-J0NNXqtqcoE/TsKEu8CH1rI/AAAAAAAAAck/1yDCSGr1z8U/s1600/caverna5.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-J0NNXqtqcoE/TsKEu8CH1rI/AAAAAAAAAck/1yDCSGr1z8U/s1600/caverna5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Herzog e sua pequena equipe participam ativamente do filme, mostrando-se em ação, como, quando e onde puderam filmar.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Segundo o diretor, sem poder esconder-se, pelo espaço exíguo da caverna e os locais delimitados para filmar.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas havia também a intenção de revelar o processo de realização.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;É um filme que se vê sendo construído e impactando a todos que entram em contato com aquela realidade.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Isso amplia a dimensão do trabalho cinematográfico e a transcendência do que pode significar um registro desse porte.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Convence a todos de que estamos diante de algo raro, especial, espetacular, que nos remete à nossa origem longínqua, mas reveladora da humanidade e do papel que a arte sempre representou para essa humanidade.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ainda que seus sonhos esquecidos sigam sendo algo insondáveis para nós.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;“Caverna dos sonhos esquecidos” foi um dos principais destaques da 35ª. Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Esperemos que seja logo exibido nas salas de cinema comercial, com a indispensável tecnologia 3D, neste caso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-192258630231911503?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/192258630231911503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=192258630231911503' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/192258630231911503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/192258630231911503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/11/caverna-dos-sonhos-esquecidos.html' title='CAVERNA DOS SONHOS ESQUECIDOS'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-w551tlWaAnE/TsKEJGrnoPI/AAAAAAAAAcM/wrrPJAk4eCI/s72-c/caverna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-6898188719922641418</id><published>2011-11-08T18:06:00.001-02:00</published><updated>2011-11-08T18:08:08.998-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festival'/><title type='text'>ECOS DA 35ª. MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Há mais de 30 anos, e a cada ano, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo exerce um atrativo poderoso para mim.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E tem sido um elemento formador do meu gosto cinematográfico.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Dos últimos anos para cá, tenho dito a mim mesmo que é hora de usufruir com moderação do banquete fílmico.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas tal qual chocólatra diante do desejado chocolate, acabo não conseguindo e hiberno por três semanas no cinema: 3 filmes por dia, às vezes até 4, o que é demais.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E desnecessário.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas que jeito, depois que a coisa engrena é difícil parar.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Até porque o banquete é farto.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Nem tudo é tão bom, mas vale conferir, sobretudo as filmografias mais distantes da nossa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;É verdade que agora muita coisa chega ao circuito comercial, e alguns filmes logo após a Mostra.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas muitos nunca chegam, ou demoram muito a chegar.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É comum filmes das Mostras de 2009 e de 2010 estarem sendo lançados agora ou estarem ainda à espera de oportunidade.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Sendo assim, o melhor é não perder tempo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Desculpa de cinéfilo incorrigível.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Pode ser.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas no ano que vem será diferente...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A 35ª. Mostra foi a última planejada e coordenada por Leon Cakoff, que morreu dias antes do início do evento e que, mesmo doente, deu o tom da maratona cinematográfica ,que desde o início teve a sua cara.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Renata de Almeida, que trabalhou com Cakoff na produção e administração da Mostra, nos últimos 20 anos, aproximadamente, tem todas as condições de tocar o barco para frente.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas como será a Mostra sem Leon Cakoff ainda é uma questão em aberto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Neste ano, a 35ª. Mostra adotou a decisão de só exibir filmes estrangeiros inéditos no país (exceto as retrospectivas, é claro).&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ou seja, o que foi exibido no Festival do Rio ficou de fora.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Isso não valia para os filmes brasileiros.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Tal decisão – polêmica – reduziu o número de filmes da Mostra de 400 para cerca de 250.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Nisso não houve perda: o número ainda é grande demais e a qualidade dos filmes exibidos continuou muito boa, como sempre.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Alguns filmes esperados não passaram, como “A pele que habito”, de Almodóvar, ou “Terraferma”, do Crialese, mas chegam ao circuito comercial ou a outras Mostras menores.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O essencial do que a Mostra sempre fez foi preservado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ldDt_Y2hM40/TrmLedcdCuI/AAAAAAAAAcE/8aKMAdjLyrc/s1600/cartaz-mostra-35.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" ida="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-ldDt_Y2hM40/TrmLedcdCuI/AAAAAAAAAcE/8aKMAdjLyrc/s320/cartaz-mostra-35.jpg" width="218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Muito mais estrago fizeram as cópias digitais de muitos filmes exibidos com problemas, como tela reduzida, alteração nas cores, travamento durante a projeção e outras coisas do gênero.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Alguns poucos filmes ficaram inassistíveis pela incompatibilidade entre o formato digital apresentado e o equipamento dos cinemas, que não dispunham da atualização tecnológica necessária.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não sei avaliar o tamanho da dificuldade ou do investimento exigido, mas, já que o futuro do cinema é mesmo o digital, está aí uma questão para ser resolvida com urgência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;As tradicionais cópias de 35 mm ainda garantem uma imagem mais bela e uniforme em todas as salas de cinema.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas não adianta ser saudosista, estão acabando.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os problemas aqui são outros.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;As latas de filme não chegam a tempo, param na alfândega ou, ainda, são enviadas assim: Sao Paulo, Argentina.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Arre!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Dos filmes que mais gostei de ver na Mostra, alguns devem chegar aos cinemas em exibição comercial.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;“O garoto da bicicleta”, de que já postei crítica no cinema com recheio, entra logo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Alguns outros títulos para lembrar são:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;“Era uma vez na Anatólia”, de Nuri Bilge Ceylan, da Turquia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;“Caverna dos sonhos esquecidos”, do diretor alemão Werner Herzog, em 3D, Estados Unidos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;“Las Acacias”, de Pablo Giorgelli, da Argentina&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;“Habemus Papam”, de Nanni Moretti, da Itália&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;“Se não nós, quem?”, de Andres Veiel, da Alemanha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Os brasileiros:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;“A alma roqueira de Noel Rosa”, de Alex Miranda&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;“A nave – uma viagem com a Jazz Sinfônica de SP”, de Luiz Otávio de Santi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;“As canções”, de Eduardo Coutinho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;“Teus olhos meus”, de Caio Sóh&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;“Marighela”, de Isa Grinspum Ferraz e&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;“Mundo invisível”, filme de episódios de vários diretores internacionais, concebido por Leon Cakoff.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Vamos esperar que belos filmes, como “Respirar”, de Karl Markovics, da Áustria, “Pater”, de Alain Cavalier, da França, ‘Elena”, de Andrey Zvyagintsev, da Rússia, “Desapego”, de Tony Kaye, dos Estados Unidos, “Sábado inocente”, de Alexander Mindadze, da Rússia, “Submarino”, de Richard Ayoade, da Inglaterra, “Veneza”, de Jan Jakub Kolski, da Polônia, “Vulcão”, de Runar Runarsson, da Dinamarca, “Loverboy”, de Catalin Mitulescu, da Romênia, “Halaw”, de Sheron Dayoc, das Filipinas, e o excelente documentário “A maleta mexicana”, de Trisha Ziff, do México, possam &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;vir a ser exibidos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;“Toast”, de S. J. Clarkson, da Inglaterra, e “Frango com ameixas”, de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud, da França, têm tudo para serem lançados comercialmente também.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não devem decepcionar quem for vê-los.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-6898188719922641418?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/6898188719922641418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=6898188719922641418' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/6898188719922641418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/6898188719922641418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/11/ecos-da-35-mostra-internacional-de.html' title='ECOS DA 35ª. MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ldDt_Y2hM40/TrmLedcdCuI/AAAAAAAAAcE/8aKMAdjLyrc/s72-c/cartaz-mostra-35.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-2344363078410871860</id><published>2011-10-31T11:40:00.001-02:00</published><updated>2011-11-08T18:31:42.445-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nacional'/><title type='text'>O Palhaço</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vkJA8d3FD4Y/Tq1UQycZ9MI/AAAAAAAAEd0/F01TohG04yw/s1600/palhacos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" src="http://2.bp.blogspot.com/-vkJA8d3FD4Y/Tq1UQycZ9MI/AAAAAAAAEd0/F01TohG04yw/s320/palhacos.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tatiana Babadobulos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Palhaço. Brasil, 2011. Direção: Selton Mello. Roteiro: Selton Mello e Marcelo Vindicato. Com: Selton Mello, Paulo José, Moacyr Franco, Giselle Motta. 90 minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo no início, a trilha sonora de &lt;strong&gt;“O Palhaço” &lt;/strong&gt;já remete ao “mundo encantado do circo”. É quando os artistas se preparam para cair na estrada e montar o Circo Esperança na cidade vizinha, sempre no interior, no meio do nada, onde vivem comunidade simples e pessoas que se interessam por piadas simples, mas que oferecem boas gargalhadas. Em uma das passagens, um dos palhaços explica que faz “o povo rir, mas é ele que vai me fazer rir”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caravana segue com muitos artistas, mas a principal atração é a dupla de palhaços Puro-Sangue e Pangaré, na verdade Valdemar (Paulo José) e Benjamim (Selton Mello), pai e filho que dividem o picadeiro e, claro, as piadas, sempre com grande cumplicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, embora esteja na profissão desde pequeno, Benjamim se questiona se é isso mesmo o que quer continuar fazendo para o resto da vida. E daí entra o diálogo repetido por seu pai: “A gente tem que fazer o que sabe: o gato bebe leite, o rato come queijo e eu sou palhaço. E você?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Benjamim está cansado, tem sono, calor (precisa de um ventilador, como aponta a musa Lola, vivida por Giselle Motta), não tem documento de identidade, apenas certidão de nascimento, e ainda conhece uma garota em Passos, que trabalha no Aldo Autopeças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Yl8dMhJ2Cvo/Tq1UQEV72PI/AAAAAAAAEds/JSdPvr8n-tk/s1600/palhaco-moacyr.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" src="http://3.bp.blogspot.com/-Yl8dMhJ2Cvo/Tq1UQEV72PI/AAAAAAAAEds/JSdPvr8n-tk/s320/palhaco-moacyr.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de se questionar mais uma vez sobre o que fazer, decide ir atrás de todas essas coisas que lhe faltam. Do lado de cá da plateia, o espectador vai acompanhar a saga do circo e a jornada individual do palhaço que está em busca de sua identidade. Algo bastante comum, aliás, capaz de fazer com que cada um, em algum momento, também comece a se fazer a mesma pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com participações especiais incontáveis, como Fabiana Karla, Jackson Antunes, Tonico Pereira, Ferrugem, Danton Mello, destaque para a participação impagável de Moacyr Franco, como o delegado, que começa um discurso falando de seu gato e de sua esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“O Palhaço”&lt;/strong&gt; remete a filmes de grandes diretores especializados em circo, como Charles Chaplin e Federico Fellini, mas usa a graça para discutir a identidade, mas também revela antigos problemas brasileiros, como a propina cobrada pelo fiscal da prefeitura que, em troca da licença, pede uma grana, além do delegado e do mecânico que não trabalha aos sábados…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempos nos quais o cinema brasileiro é focado principalmente em comédias e quase sempre com artistas que fazem sucesso na televisão,&lt;strong&gt; “O Palhaço” &lt;/strong&gt;resgata a sutileza da fantasia que remete à infância de muitos, incentiva a participação de artistas que não têm muito espaço e o melhor: é capaz de fazer rir e chorar em momentos encantadores.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-2344363078410871860?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/2344363078410871860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=2344363078410871860' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/2344363078410871860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/2344363078410871860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/10/o-palhaco.html' title='O Palhaço'/><author><name>Tatiana Babadobulos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14643813334262599775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_qvZU9MOK7CE/TFye2FknHlI/AAAAAAAAEAc/-CHXa7qndC8/S220/01.jpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-vkJA8d3FD4Y/Tq1UQycZ9MI/AAAAAAAAEd0/F01TohG04yw/s72-c/palhacos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-5414085181644743620</id><published>2011-10-30T11:39:00.001-02:00</published><updated>2011-10-30T11:40:05.285-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estreia'/><title type='text'>Entre Segredos e Mentiras</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-MVsGqD5g0oE/Tq1S6v5lOFI/AAAAAAAAEdc/5AdsJss9fn8/s1600/all-good-things.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-MVsGqD5g0oE/Tq1S6v5lOFI/AAAAAAAAEdc/5AdsJss9fn8/s320/all-good-things.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tatiana Babadobulos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre Segredos e Mentiras (All Good Things). Estados Unidos. 2010. Direção: Andrew Jarecki. Roteiro: Marcus Hinchey e Marc Smerling. Com: Ryan Gosling, Kirsten Dunst e Frank Langella. 101 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um tanto chocante a história na qual é baseada o longa-metragem &lt;b&gt;“Entre Segredos e Mentiras” (“All Good Things”)&lt;/b&gt;,  que estreia nesta sexta-feira, 21. A fita foi rodada em 2008 nos  Estados Unidos, mas levou dois anos para ser lançada naquele mercado. No  Brasil, estreia logo após passar pelo Festival do Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início, pouco se sabe sobre o longa-metragem dirigido por Andrew  Jarecki, em sua estreia na ficção. Isso porque o filme é contado de traz  para frente, durante um depoimento de uma das personagens, David (Ryan  Gosling, de “Amor à Toda Prova”), em um tribunal. Então, a fita começa a  narrar a história, e a contar o tempo, já que o início se dá nos anos  1970, em um arco que segue até 1982, auge do problema relatado, e, na  sequência, até os dias atuais, já que o caso não foi resolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6RyUjhwZihY/Tq1To3AO9hI/AAAAAAAAEdk/umpyFG-X_6k/s1600/all-good-things02.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" src="http://4.bp.blogspot.com/-6RyUjhwZihY/Tq1To3AO9hI/AAAAAAAAEdk/umpyFG-X_6k/s320/all-good-things02.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fita, David, que nasceu em uma família rica e atua no mercado  imobiliário norte-americano, se casa com Katie (Kristen Dunst, de “Maria Antonieta”), mesmo a contra gosto do pai, o todo-poderoso Sanford (Frank Langella, de “Frost/Nixon”).  A partir daí, os dois vão ter de lutar contra as exigências da família,  mas ao mesmo tempo ter de se virar para ganhar o dinheiro que precisam  para viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As personagens são bem construídas e o espectador consegue nutrir um  pouco de simpatia (ou antipatia) a cada uma delas, já que o que é  apresentado se torna suficiente. O jeito meigo de Kristen ao lado do  meio canastrão de Gosling, que depois pode adotar nuances um pouco  psicopatas, combinam e demonstram que estão em sintonia nas suas  interpretações. Já Langella, com seu jeito de superioridade de mostrar  ao filho o que é certo e o que não é, também leva muito a sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso é real. Portanto, por mais que se tente fazer suspense, não dá  muito certo – talvez um dos motivos de não ter feito sucesso no país de  origem. De qualquer modo, o espectador ainda pode se envolver com a  trama e tentar entender por que a personagem central está sentada no  banco dos réus logo no início da fita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o espectador brasileiro, desavisado com os acontecimentos dos  Estados Unidos, vai comprar a trama e se envolver. Talvez, internamente,  até cobrar justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome original do filme, “All Good Things”, é o nome que batiza a  loja que o casal abre no interior e comercializa produtos saudáveis. No  nome em português refere-se ao problema que vamos investigar durante  quase duas horas de projeção, que inclui assassinatos, traições e muito  mistério.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-5414085181644743620?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/5414085181644743620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=5414085181644743620' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/5414085181644743620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/5414085181644743620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/10/tatiana-babadobulos-entre-segredos-e.html' title='Entre Segredos e Mentiras'/><author><name>Tatiana Babadobulos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14643813334262599775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_qvZU9MOK7CE/TFye2FknHlI/AAAAAAAAEAc/-CHXa7qndC8/S220/01.jpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-MVsGqD5g0oE/Tq1S6v5lOFI/AAAAAAAAEdc/5AdsJss9fn8/s72-c/all-good-things.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-8446796086832420975</id><published>2011-10-27T11:22:00.002-02:00</published><updated>2011-10-27T11:26:22.578-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perfil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='europeu'/><title type='text'>A PELE QUE HABITO</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ghykTCnPTWA/TqlaB0gf7sI/AAAAAAAAAbY/r86sOpV79oQ/s1600/pele1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ida="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-ghykTCnPTWA/TqlaB0gf7sI/AAAAAAAAAbY/r86sOpV79oQ/s1600/pele1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A PELE QUE HABITO (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;La Piel que Habito)&lt;/i&gt;.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Espanha, 2011.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Direção: Pedro Almodóvar.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Roteiro de Pedro e Agustín Almodóvar.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Com Antonio Banderas, Elena Anaya, Jan Cornet, Marisa Paredes, Roberto Álamo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;120 min.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Sexualidade tem a ver com origem, identidade e desejo, além da reprodução.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Pode estar relacionada a poder, abuso, violência, e envolver vingança.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Em “A pele que habito”, Almodóvar criou uma trama extraordinariamente bem urdida e surpreendente, que envolve todos os aspectos da sexualidade que acabei de apontar. Se ele sempre pautou suas histórias e personagens pelos mais variados aspectos da sexualidade, em especial da diversidade sexual, não é diferente aqui.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas ele amplia seu leque.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O roteiro dele e de seu irmão Agustín, também produtor do filme, foi baseado em “Mygale”, de Thierry Jonquet.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas, como sempre acontece quando ele faz adaptações de outros textos que não os seus, o material fica de tal modo almodovariano que as origens quase se perdem.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Assistindo ao filme, isso ficará mais do que claro, tenho certeza.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mesmo a gente desconhecendo o texto de origem, como é o meu caso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A trama incrível de que se compõe o filme, de que é bom se falar muito pouco, para não estragar o prazer de ninguém, parte de uma premissa de ficção científica. Dr. Robert Ledgard (Antonio Banderas), pesquisador médico e cirurgião plástico, faz experimentos com uma nova pele para o ser humano, sensível ao toque, mas protegida contra queimaduras e agressões, com base nas possibilidades da terapia celular.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É um profissional sem escrúpulos, que precisa de uma cúmplice e uma cobaia humana para seus experimentos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A partir daí, o filme envereda pelo suspense, pelo terror, pelo drama, pela comédia.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O cinema de Almodóvar consegue transitar por praticamente todos os gêneros cinematográficos, subvertendo-os, como de costume.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Trabalha com questões fundamentais, como a da identidade e a da vulnerabilidade, diante do avanço tecnológico.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E, também, da violabilidade da identidade, num mundo de câmeras em todos os cantos, e telões projetando tudo sobre tudo e todas as pessoas. Assim como em “Kika”, seu filme de 1993, um estupro é filmado e projetado, não mais precisando da mídia, da comunicação de massa, mas contando com os sofisticados equipamentos tecnológicos hoje disponíveis dentro de casa.O personagem do experimento tem sua vida toda controlada, durante todo o tempo, e observada por telões, mas algo sempre pode acontecer que acabe por romper esse controle todo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É inevitável.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-71Xug7mcpOU/TqlaYvddP7I/AAAAAAAAAbg/O4JDMaRNcjk/s1600/pele3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ida="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-71Xug7mcpOU/TqlaYvddP7I/AAAAAAAAAbg/O4JDMaRNcjk/s1600/pele3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Há a questão dos caminhos sem volta, dos processos irreversíveis.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E também a da liberdade individual de escolha, elemento inalienável de qualquer plataforma liberal, seja no plano dos costumes, seja no do direito ou no da política.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E, é claro, o problema de até onde se pode chegar.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Qual é o limite?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O filme dá margem a um grande número de discussões, é profundo, mas não é intelectualizado.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É um filme que flui e desperta interesse o tempo inteiro, numa narrativa deliciosamente envolvente.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É dos melhores trabalhos do diretor, cuja obra autoral já é bastante extensa, a esta altura: 18 longas metragens, com alguns grandes sucessos de público, como “Mulheres à beira de um ataque de nervos”, de 1988, ou “Tudo sobre minha mãe”, de 1999.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Almodóvar faz um cinema popular de alta qualidade, criou um formato muito eficiente, que consegue abordar os temas mais complexos e inusitados com humor, poesia e grande capacidade de comunicação com o público.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Em “A pele que habito” sua &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;mise-en-scène&lt;/i&gt; dispensa as cores fortes e quentes que costumam caracterizar o seu trabalho.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Prevalece o cinza no espaço do experimento, por exemplo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;As cores estão mais discretas em todo o filme.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Há também menos objetos em cena.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas não é por isso um filme soturno ou pesado, de modo algum.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O alto astral, os excessos, a diversão e a crítica corrosiva, às vezes exagerada, continuam lá.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E o humor, também.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Tudo que se espera do seu cinema está lá, e tem algo mais, que a maturidade lhe trouxe: um aprofundamento do enfoque.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Aqui envolvido em um estilo mais sóbrio, o que convém ao tema tratado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A volta de Antonio Banderas ao cinema de Almodóvar, que o descobriu, se dá em grande estilo, mas não sem dificuldades.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O ator teve de encarar o papel de um personagem contido, cínico e brutal, mas sem sentimentos, uma espécie de psicopata manso e, ao mesmo tempo, refinado.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Muito diferente dos mocinhos e galãs heróicos que Hollywood tem oferecido a ele.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É bom vê-lo de volta a papéis densos e importantes.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Como grande ator que é, ele dá conta magnificamente do personagem do Dr. Robert.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_x4MeSVIqcg/TqlakqoJS3I/AAAAAAAAAbo/vjUMibmRaIE/s1600/pele2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ida="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-_x4MeSVIqcg/TqlakqoJS3I/AAAAAAAAAbo/vjUMibmRaIE/s1600/pele2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Há Marisa Paredes, no papel da carcereira Marília.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Atriz habitual dos filmes de Almodóvar, o papel lhe cai como uma luva, mais uma vez.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Elena Anaya e Jan Cornet, muito bons, vivem papéis de destaque no filme.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Especialmente Elena, que atua intensamente e com uma entrega corporal muito grande.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Como sempre, podem-se apontar muitas referências cinematográficas a “A Pele que Habito”.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A mais óbvia é “Frankenstein”, filme de 1931, de James Whale, ou de muitos outros, como o “Frankenstein de Mary Shelley”, de Kenneth Branagh, de 1994.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Como a identidade é central, no filme de Almodóvar, é fatal lembrar “As três noites de Eva”, filme de Preston Sturges, de 1941, e de “Um corpo que cai”, do mestre Hitchcock, de 1958, com o duplo de Kim Novak.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas há muitas outras relações que podem ser encontradas.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É só ver o filme com atenção.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A história, no entanto, é original e inovadora.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Respira a século XXI.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O filme é uma preciosidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-8446796086832420975?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/8446796086832420975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=8446796086832420975' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/8446796086832420975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/8446796086832420975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/10/pele-que-habito.html' title='A PELE QUE HABITO'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ghykTCnPTWA/TqlaB0gf7sI/AAAAAAAAAbY/r86sOpV79oQ/s72-c/pele1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-8236858952783318168</id><published>2011-10-20T17:21:00.002-02:00</published><updated>2011-10-20T17:56:37.478-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perfil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festival'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='europeu'/><title type='text'>O GAROTO DA BICICLETA</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-FZL27yzDPq4/TqB0GG71ZSI/AAAAAAAAAbI/0Jim-lFjofA/s1600/garotobicicleta+001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" rda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-FZL27yzDPq4/TqB0GG71ZSI/AAAAAAAAAbI/0Jim-lFjofA/s320/garotobicicleta+001.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O GAROTO DA BICICLETA (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Le Gamin au Vélo).&lt;/i&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Bélgica, 2011.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Direção: Jean Pierre e Luc Dardenne.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Com Cécile de France, Thomas Doret, Jérémie Renier.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;87 min.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;“O Garoto da Bicicleta” começa nos mostrando uma criança arisca, que foge correndo, a pé ou de bicicleta, e evita o contato com os adultos.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ela está provisoriamente numa instituição educacional, uma espécie de orfanato.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas está obcecada por reencontrar o pai, que a deixou lá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O personagem é o menino Cyril (Thomas Doret), de 11 anos, já um pré-adolescente.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O pai, vivido por Jérémie Renier, não o quer de volta, mas o garoto reluta em ver isso.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Encontra uma mãe substituta, Samantha (Cécile de France), que o adota, inicialmente nos finais de semana, e tenta ajudar Cyril a superar a dor da rejeição.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ela tem carinho para dar, disposição e paciência para ajudar.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas o tamanho do rombo que a rejeição produz no garoto tornará essa tarefa especialmente difícil e complicada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Os apelos que o menino encontrará em seu entorno só agravarão a situação.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A bicicleta parece ser sua única companheira permanente, podendo ser objeto de furto, o que exige dele que brigue e até morda por ela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Estamos num filme dos irmãos Dardenne, diretores com muita sensibilidade para os dramas humanos, em especial, para os elementos que revelam o que o homem tem de mais mesquinho ou cruel.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não por maldade intrínseca, mas movido por circunstâncias para as quais não está preparado, ou se sente especialmente carente ou abandonado.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Saídas egoístas, cruéis, insensíveis, violentas, são respostas esperadas pelas pessoas que estão ou se colocam em crise.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Os Dardenne são extremamente talentosos para lidar com os dilemas morais que a realidade coloca na vida das pessoas.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O que interessa a eles não são os princípios, mas a resolução moral prática a que estão todos sujeitos em cada situação concreta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-i7VecHR5CtQ/TqB8ZdWSjpI/AAAAAAAAAbQ/U4d8FqaATpk/s1600/garoto+bicicleta.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-i7VecHR5CtQ/TqB8ZdWSjpI/AAAAAAAAAbQ/U4d8FqaATpk/s1600/garoto+bicicleta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Os diretores demolem qualquer idéia de heroísmo, altruísmo, entrega incondicional ao outro.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não há ingenuidade na abordagem de tramas e personagens.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ainda assim, não há descrença absoluta nas atitudes humanas.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Motivados por razões circunstanciais, os personagens podem agir com cautela, delicadeza ou solidariedade.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Desde que não estejam premidos por situações adversas, bem entendido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Os personagens não são julgados, são mostrados em suas ações, decisões e circunstâncias concretas.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mostrados muito de perto e sem disfarces, pelas câmeras que parecem invadir o interior de cada um.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Estão lá também o medo, o pavor, as hesitações, os passos dados em falso por pura incompetência para avaliar os fatos e suas consequências.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Numa &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;mise-en-scène&lt;/i&gt; seca, sem artifícios e sem dramaticidade, o espectador observa tudo, faz seu julgamento e pode torcer para que o melhor aconteça.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É óbvio que, geralmente, isso não é o que ocorre.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas um lance de sorte pode salvar um personagem aparentemente destruído.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não retira nenhum dos atributos negativos que estavam presentes nas atitudes humanas.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mesmo assim, a esperança pode vencer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;“O Garoto da Bicicleta” é um filme brilhante, em todos os sentidos.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;No meu modo de ver, superior a outros ótimos trabalhos da dupla de cineastas, como “O Filho”, de 2002, que tem muita coisa em comum com este “O Garoto da Bicicleta”, mas era mais amargo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Dilemas morais também aparecem com força em “A Criança”, de 2005.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Decisões que envolvem terríveis consequências estão no filme anterior deles, “O Silêncio de Lorna”, de 2008.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;No filme atual, no entanto, todo o trabalho aparece mais apurado, com mais luminosidade, e com um ritmo impecável, além do excelente desempenho do elenco.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Aliás, via de regra, os Dardenne obtêm sempre desempenhos notáveis de seus atores, mesmo que se utilizem de alguns pequenos truques para obter os sentimentos desejados na atuação deles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Jean Pierre e Luc Dardenne, os irmãos belgas, já fazem parte da galeria dos grandes diretores do cinema mundial.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;“O Garoto da Bicicleta”, filme de abertura e um dos principais destaques da 35ª. Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, é uma afirmação eloqüente disso.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O filme ganhou o Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os diretores já acumulam, a esta altura, várias premiações em Cannes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-8236858952783318168?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/8236858952783318168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=8236858952783318168' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/8236858952783318168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/8236858952783318168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/10/o-garoto-da-bicicleta.html' title='O GAROTO DA BICICLETA'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-FZL27yzDPq4/TqB0GG71ZSI/AAAAAAAAAbI/0Jim-lFjofA/s72-c/garotobicicleta+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-8785203203065308308</id><published>2011-10-16T20:50:00.000-02:00</published><updated>2011-10-16T20:50:54.125-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='europeu'/><title type='text'>A CRIANÇA DA MEIA-N0ITE</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A CRIANÇA DA MEIA-NOITE (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;La permission de minuit).&lt;/i&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;França, 2011.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Direção: Delphine Gleize.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Com Vincent Lindon, Quentin Challal, Emmanuelle Devos.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;110 min.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pBL9YiUXbQI/TptfEmABMnI/AAAAAAAAAa4/si7vLuO4Zps/s1600/crianca.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" oda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-pBL9YiUXbQI/TptfEmABMnI/AAAAAAAAAa4/si7vLuO4Zps/s1600/crianca.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O foco do filme ”A criança da meia-noite” é a relação que se estabelece entre o médico e seu paciente, em determinadas circunstâncias, sendo a principal delas a gravidade da doença.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A criança que, na verdade é um pré-adolescente, é o garoto Romain (Quentin Challal), que sofre de um mal genético raro, chamado no filme de XP (xerodermia pigmentosa).&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Romain não pode se expor aos raios UV, ou seja, não pode se expor ao sol e à iluminação noturna usual de alguns estádios esportivos.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Daí a menção à meia-noite.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É a hora em que ele pode praticar surfe, na praia, por exemplo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Durante o dia, usa máscara e roupa especial, para evitar o sol.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É uma doença incurável, até o momento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;David (Vincent Lindon) é seu dedicado médico, que acaba estabelecendo uma relação muito mais próxima e afetiva do que a que costuma existir profissionalmente.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O que se vê é uma espécie de relação pai-filho, por razões que remetem à condição de vida de ambos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Um novo desafio profissional para o médico pode pôr em risco essa relação e causar conflitos de difícil superação.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Até onde pode caminhar um vínculo médico-paciente, sem comprometer não só o tratamento, mas também a vida pessoal dos envolvidos? O que pode impedir que novos vínculos se estabeleçam?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E por que outros profissionais não poderiam dar seguimento ao caso, sem maiores traumas?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O que prende não só o paciente a seu médico, mas o médico a seu paciente?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;São questões muito pertinentes que o filme aborda, possibilitando a reflexão sobre esse tipo de vínculo profissional e de cuidados com a saúde, quando posta fortemente em risco.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Será preciso um distanciamento pessoal para que o tratamento funcione e possa ser acompanhado por um novo médico?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A maturidade pessoal do profissional conta tanto quanto o seu conhecimento técnico ou a sua dedicação à pesquisa?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Há a questão da demanda que se coloca tanto ao médico quanto ao paciente.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ambos estão vivendo em sociedade, têm expectativas pessoais e sociais e convivem com outras pessoas, cada um no seu mundo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É uma demanda que extrapola a relação e escapa aos controles.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Estabelece-se um dilema que não é fácil de resolver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Um tema rico para um filme que trata o assunto com honestidade e veracidade.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Provavelmente, será percebido como algo árido, para quem busca mais entretenimento do que reflexão sobre questões-problema.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quem se dispuser a acompanhar com atenção a película será tocado por ela e pelas questões que ela levanta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Não se trata de mais um filme sobre doença e superação, mas de um trabalho que, dentro de uma trama ficcional convincente, esmiúça as complexas relações médico-paciente.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Parte de uma situação limite, um caso muito doloroso e difícil, mas se presta a uma generalização muito mais ampla e se aplica a terapias prolongadas no atendimento à saúde física ou psíquica e aos relacionamentos que se estabelecem em projetos educacionais e de atendimento a carências sociais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-8785203203065308308?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/8785203203065308308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=8785203203065308308' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/8785203203065308308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/8785203203065308308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/10/crianca-da-meia-n0ite.html' title='A CRIANÇA DA MEIA-N0ITE'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-pBL9YiUXbQI/TptfEmABMnI/AAAAAAAAAa4/si7vLuO4Zps/s72-c/crianca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-6267739996956541009</id><published>2011-10-14T21:12:00.000-03:00</published><updated>2011-10-14T21:12:33.270-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perfil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festival'/><title type='text'>LEON CAKOFF</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-a4siWnvEHfE/TpjPhe-cgJI/AAAAAAAAAao/W_wJrqpztK0/s1600/cakoff.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="302" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-a4siWnvEHfE/TpjPhe-cgJI/AAAAAAAAAao/W_wJrqpztK0/s400/cakoff.bmp" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;É triste, muito triste, a notícia que tivemos hoje da morte de Leon Cakoff.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Homem de poucas palavras e badalações e de muita ação, realizou um trabalho cultural magnífico, ao longo dos 35 anos da Mostra Internacional de Cinema.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Todos nós, cinéfilos, especialmente os de São Paulo, somos devedores do seu tirocínio cinematográfico.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Em época de vacas magérrimas e censura ditatorial, ele trazia o respiro e o alargamento de horizontes em que bebíamos sedentos.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Se hoje isso parece até mesmo dispensável, é porque suas conquistas mudaram a história da exibição de cinema no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Ele tem o grande mérito de difundir, na prática, a diversidade cultural, o multiculturalismo, por meio do cinema como expressão artística, meio de comunicação e reflexão sobre todo o mundo e sobre nós mesmos.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os frutos do seu trabalho estão aí, palpáveis, evidentes.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Fará falta, é claro, mas cumpriu muitíssimo bem a sua missão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A 35ª. Mostra Internacional de Cinema de São Paulo começa agora, alguns dias após sua morte, em 22 de outubro próximo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Vamos a ela, que sempre nos enriquece, mas também em homenagem a seu idealizador – Leon Cakoff -- e à sua companheira, Renata de Almeida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-6267739996956541009?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/6267739996956541009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=6267739996956541009' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/6267739996956541009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/6267739996956541009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/10/leon-cakoff_14.html' title='LEON CAKOFF'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-a4siWnvEHfE/TpjPhe-cgJI/AAAAAAAAAao/W_wJrqpztK0/s72-c/cakoff.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-7179594953700369021</id><published>2011-10-14T19:42:00.001-03:00</published><updated>2011-11-08T18:26:08.742-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mostra'/><title type='text'>Leon Cakoff</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-SC1HkgEta5c/Tpi6qaDsCAI/AAAAAAAAEc8/OBrEh-ATkeE/s1600/cakoff.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="163" src="http://1.bp.blogspot.com/-SC1HkgEta5c/Tpi6qaDsCAI/AAAAAAAAEc8/OBrEh-ATkeE/s320/cakoff.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tatiana Babadobulos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundador da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Leon Cakoff faleu às 13h desta sexta-feira, dia 14 de outubro. Cakoff, que começou a carreira como jornalista e crítico de cinema, estava internado há duas semanas por conta do câncer no tecido epitelial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Associação Brasileira dos Críticos de Cinema (Abraccine) divulgou nota de pesar. "Pela importância da Mostra em nossas vidas, a Abraccine sente-se enlutada e envia sinceros votos de condolências à sua família, com a certeza de que sua memória permanecerá presente e forte nos que aprenderam a entender o cinema como arte muito mais diversa e mundial. Tudo faremos para contribuir com a continuidade do seu importante legado cultural."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a nota, "muitos dos críticos que hoje atuam nos jornais, revistas e espaços digitais optaram por este ofício e ampliaram seu amor pelo cinema assistindo aos filmes programados por Leon Cakoff. Cakoff lutou como poucos pelo que lutamos todos nós, críticos de cinema: para que a diversidade da cinematografia mundial tenha oportunidade de exibição e não seja engolfada pelo cinema mainstream, com seu poder econômico e vocação hegemônica".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, também lamentou a morte de Leon Cakoff. "Estou chocada, é uma perda irreparável. Em toda minha vida e formação, ele foi nome de referência. Acompanhei as suas mostras, ele orientava&amp;nbsp; para o que havia de mais importante no cinema do mundo todo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cakoff&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nascido na Síria, em 12 de junho de 1948, Leon Chadarevian veio com a família para o Brasil aos oito anos de idade e formou-se pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Por problemas com o regime militar, adotou o pseudônimo Cakoff, que nunca mais abandonou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de ter lutado contra a Ditadura Militar, foi sua atuação no cinema que mais marcou seus trabalhos, principalmente porque, a partir de 1974, dirigiu o Departamento de Cinema do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e iniciou a programação de mostras e ciclos no museu. Em 1977, para comemorar os 30 anos do Masp, criou a 1ª Mostra Internacional de Cinema, com 16 longas e 7 curtas brasileiros e internacionais. No dia 21 de outubro, começa a 35ª edição da Mostra, que, desde a 13ª edição, é dirigida ao lado Renata de Almeida, esposa de Leon. Os dois foram casados durante 22 anos e tiveram dois filhos, Jonas e Thiago. Leon também deixou dois filhos de seu primeiro casamento, Pedro e Laura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua colaboração com o cinema veio mais fortemente contra a censura imposta pelo regime militar, já que ele trazia filmes até por meio de malas diplomáticas de embaixadas e consulados. Foi assim que a Mostra exibiu filmes inéditos vindos da China, Cuba, União Soviética, França e dos mais distantes países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mostra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos 35 anos de Mostra, Leon introduziu no Brasil o cinema de grandes autores que de outra forma não teriam chegado ao público nacional, como Manoel de Oliveira, o cineasta mais velho do mundo em atividade, hoje com 102 anos, de quem a Mostra apresentou regularmente os filmes a partir de "Amor de Perdição" (1979, na 3ª Mostra); o iraniano Abbas Kiarostami, diretor de "Gosto de Cereja" e "Cópia Fiel"; e o israelense Amos Gitai, diretor de "Kadosh" e "Alila".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leon Cakoff também foi o produtor de importantes projetos que reuniram grandes diretores. Em 2004, organizou e lançou na 28ª Mostra o filme "Bem-Vindo a São Paulo", reunião de curtas sobre a cidade dirigidos por 12 cineastas, entre eles Caetano Veloso, Phillip Noyce, Maria de Medeiros, Daniela Thomas, Amos Gitai e Tsai Ming-Liang. Foi também o produtor de "O Mundo Invisível", filme inédito que reúne curtas de Manoel de Oliveira, Wim Wenders e Atom Egoyan, que terá exibição na 35ª Mostra. Leon dirigiu ainda os curtas "Volte Sempre Abbas" (1999) e "Natureza-Morta" (2004), ambos em parceria com Renata de Almeida, e "Esperando Abbas" (2004).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como escritor, é autor dos livros "Gabriel Figueroa – O Mestre do Olhar", "Ainda Temos Tempo" com crônicas de viagem ligadas a cinema; "Cinema Sem Fim", com a história dos 30 anos da Mostra; e "Manoel de Oliveira", uma grande entrevista sua com o cineasta português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de programador e produtor, Leon também atuou nas outras pontas do mercado cinematográfico. Em 2000, junto com Adhemar Oliveira, Patrícia Durães e Renata de Almeida, formou a distribuidora Mais Filmes, especializada em filmes de autor. Nos últimos anos, mantinha, com Renata de Almeida, a Filmes da Mostra, que lança filmes em cinema e coleções em DVD, em parceria com a Livraria Cultura. Com Adhemar, ele era sócio desde 2001 do Unibanco Arteplex, primeiro cinema do Brasil a usar o conceito de multiplex para incluir filmes de arte da programação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-7179594953700369021?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/7179594953700369021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=7179594953700369021' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/7179594953700369021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/7179594953700369021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/10/leon-cakoff.html' title='Leon Cakoff'/><author><name>Tatiana Babadobulos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14643813334262599775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_qvZU9MOK7CE/TFye2FknHlI/AAAAAAAAEAc/-CHXa7qndC8/S220/01.jpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-SC1HkgEta5c/Tpi6qaDsCAI/AAAAAAAAEc8/OBrEh-ATkeE/s72-c/cakoff.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-2256404686189349923</id><published>2011-10-12T10:57:00.000-03:00</published><updated>2011-10-12T10:57:07.365-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>Meu País - Entrevista</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2gmjSyrqd0U/TpWchzJe8yI/AAAAAAAAEc0/EnC4OlCRsFM/s1600/meu-pais-abre.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="220" src="http://2.bp.blogspot.com/-2gmjSyrqd0U/TpWchzJe8yI/AAAAAAAAEc0/EnC4OlCRsFM/s320/meu-pais-abre.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tatiana Babadobulos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com filmagens no Brasil e na Itália,&lt;strong&gt; “Meu País”,&lt;/strong&gt;  longa-metragem de ficção de estreia de André Ristum, conta a história de  uma família que, após a morte do patriarca (Paulo José), os dois  irmãos, Marcos (Rodrigo Santoro), que vive com a esposa (Anita Caprioli)  na Itália, e Tiago (Cauã Reymond), que vive em São Paulo para cuidar  dos negócios da família, precisam decidir os rumos das empresas. Os dois  precisam resolver também outra pendenga: o destino a meia-irmã, Manuela  (Debora Falabella), fruto de um caso extraconju­gal do pai, que tem  problemas mentais e está internada em uma clínica no interior do estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista coletiva à imprensa, Ristum explica que as filmagens  foram feitas na capital paulista, além dos arredores de Paulínia e  Indaiatuba, em um casarão, onde foram feitas as cenas internas. “As  filmagens na Itália, cenas do início do filme, foram rodadas por último,  em Roma.” Durante as filmagens, os dois atores conviviam como uma  família, como irmão mais velho e mais novo, de modo que quando a  meia-irmã chegou em cena, era como uma estranha, combinando justamente  com o tema da fita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de sucesso no Brasil e no exterior, interpretando personagens  que falam inglês e espanhol, Rodrigo Santoro afirma que falar italiano  foi mais um desafio de sua carreira, além de a personagem remetê-lo às  raízes de suas família. “Sou filho de italiano na vida real. Meu pai  veio cedo da Itália, não cresci falando italiano, mas sempre tive  vontade de falar. E a única referência que tinha era os meus avós  discutindo em italiano para a gente não entender (risos). Fiz aulas  intensivas com professores no Rio e em São Paulo, e tive ajuda do André,  que é 'mezzo' italiano, 'mezzo' brasileiro, além da atriz Anita, que é  italiana. Então, eu estava bem cercado.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra questão é que Rodrio Santoro não precisou aprender a falar  italiano, mas precisou trabalhar basicamente as falas do filme. “Foi um  mergulho maravilhoso em vários sentidos e em minhas próprias raízes”,  diz Rodrigo, lembrando que nunca é confortável interpretar em outra  língua. “Nem em português é confortável (risos). Acho um aspecto  positivo, pois quando a gente acha que o jogo está ganho, a gente perde.  Foi um trabalho constante, um desafio e sempre ficava muito atento”,  completa. “Mas é bom, agora eu assisto e tenho certeza que meu avô vai  chorar de rir! (risos)”, completa, cheio de humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Ristum conta que a história que escreveu (ao lado dos  roteiristas Marco Dutra e Octavio Scopelliti) foi inspirada em sua  própria vida, já que nasceu e cresceu na Itália. “É sobre o cidadão que  mora fora, distante de suas raízes, de seu país. É uma questão que  sempre foi muito presente pra mim. Até uma fase da minha vida, esta era  uma questão que eu me colocava. Para quem nasceu, cresceu e mora em um  único país, talvez seja difícil de entender, mas quem mora lá e cá e é  estrangeiro em qualquer um dos países, é uma sensação forte não saber de  onde você pertence. Fui nos últimos 15 anos evoluindo e hoje sou  completamente enraizado no Brasil. Essa é uma questão resolvida na minha  vida atualmente. A história do Marcos é diferente da minha, mas teve  esse ponto de partida para inspiração.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Santoro conta que, como o filme está sendo lançado, espera  que seja bastante visto, mas foi muito importante participar. “O convite  veio do Fabiano (Gullane, produtor), parceiro antigo, pois fizemos  'Bicho de Sete Cabeças' e 'Carandiru', que me ligou para mandar o  roteiro e eu falei que estava saindo de férias. Mesmo assim, ele falou  que mandaria para eu ler. Li à noite, porque é um termômetro ler antes  de dormir. E li de uma vez”, diz. Uma semana depois, continuava pensando  na história. “Passou uma semana e eu pensando nas férias, no surfe, mas  tudo ficava brigando com a história. Pensei bastante e algumas coisas  me pegaram (positivamente), como falar de família, de afeto, já que a  gente está cada vez mais voltado para si mesmo, difícil de se  relacionar, coisas fundamentais na vida do ser humano e adiei as férias  para fazer o filme. Experiência incrível de trabalhar com o elenco, o  italiano etc.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o diretor, tratava-se de um roteiro de personagens, atores, não  havia tiros, capotamentos. “Para mim, era fundamental contar com atores  talentosos que pudessem acrescentar no processo. A busca foi essa e não  de escolher atores globais, mas de trazer atores que eu visualiza e que  admirava o trabalho. E tive muita felicidade em ver que todas as minhas  primeiras escolhas deram certo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contracenar com a atriz italiana, Rodrigo diz que ela foi muito  parceira e paciente. “Eu pedi para ela me corrigir, porque eu me  confundia muito, já que estudei espanhol e, toda vez que tentava me  expressar em italiano, cometia algum tipo de erro. Sou muito cara de  pau, quando não sei, invento a palavra. Em inglês cansei de fazer isso,  colocava o “ation” no final. Eu jogo, se colar, colou! (risos)”,  completa Rodrigo Santoro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-2256404686189349923?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/2256404686189349923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=2256404686189349923' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/2256404686189349923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/2256404686189349923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/10/meu-pais-entrevista.html' title='Meu País - Entrevista'/><author><name>Tatiana Babadobulos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14643813334262599775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_qvZU9MOK7CE/TFye2FknHlI/AAAAAAAAEAc/-CHXa7qndC8/S220/01.jpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-2gmjSyrqd0U/TpWchzJe8yI/AAAAAAAAEc0/EnC4OlCRsFM/s72-c/meu-pais-abre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-5964455679799041313</id><published>2011-10-11T20:34:00.009-03:00</published><updated>2011-11-15T22:16:38.532-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='3D'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blockbuster'/><title type='text'>OS TRÊS MOSQUETEIROS</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;OS TRÊS MOSQUETEIROS (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;The Three Musketeers)&lt;/i&gt;.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Estados Unidos, 2011.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Direção de Paul W. S. Anderson.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Com Orlando Bloom, Christoph Waltz, Logan Lerman, Milla Jovovich.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;93 min.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-IyByR_mFxd0/TpTQ_JnMl_I/AAAAAAAAAaQ/zN0Y3uQOJCs/s1600/3mosqueteiros+002.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" kca="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-IyByR_mFxd0/TpTQ_JnMl_I/AAAAAAAAAaQ/zN0Y3uQOJCs/s320/3mosqueteiros+002.jpg" width="197" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Se você está interessado em mais esta versão cinematográfica de “Os Três Mosqueteiros”, em função da obra de Alexandre Dumas, de inegável valor literário, esqueça.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A obra de Dumas é apenas o pretexto para mais uma série de filmes de ação, recheados dos efeitos especiais mais atualizados e da tecnologia 3D mais avançada. É mais um mote para a indústria do entretenimento hollywoodiano encher suas burras de dinheiro.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O que não significa que o produto seja ruim.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Vai agradar à garotada, com certeza.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Os óculos para usar nas sessões em terceira dimensão ainda incomodam às &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;pessoas que usam óculos habitualmente.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Se usar um óculos já é chato, imagine dois, um em cima do outro.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas, pensando bem, isso não deve ser um grande problema, porque a maioria das pessoas que têm menos de 40 anos não precisa usar óculos e filmes como “Os Três Mosqueteiros” se dirigem a um público infanto-juvenil e que pode atingir também jovens adultos.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E para por aí, eu acho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Os elementos constitutivos da história estão lá: o rei, muito jovem, despreparado e abobalhado, os seus fiéis, mas já um tanto desmotivados, mosqueteiros (Athos&amp;nbsp;,Porthos e Aramis)&amp;nbsp;e um D’Artagnan adolescente heróico, sem qualquer controle ou medida no comportamento, milady traindo para todo lado, o “mau” Cardeal Richelieu, os confrontos com o duque de Buckinghan, etc.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mocinhos e bandidos bem marcados.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;São personagens sem nuances, sem medo ou dúvida, que, afinal, já conhecem o fim da história.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Assim como o público que vai ao cinema.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-d2bisOX-VvI/TpTVgpeS30I/AAAAAAAAAag/UtEdjo0BWYI/s1600/3mosqueteiros+003.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" kca="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-d2bisOX-VvI/TpTVgpeS30I/AAAAAAAAAag/UtEdjo0BWYI/s320/3mosqueteiros+003.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A capa e a espada também estão lá, mas as armas de fogo e os dirigíveis que voam e seus canhões têm a primazia.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Acabam produzindo dentro da aventura uma espécie de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;disaster movie&lt;/i&gt;.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Um dirigível tromba com e pousa sobre a igreja de Notre Dame, símbolo turístico de Paris.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Destrói pelo menos uma de suas famosas gárgulas, é perfurado por sua torre e em seu topo se desenvolvem batalhas decisivas da história.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Claro que uma das gárgulas também vai ser usada para sustentar D’Artagnan, no auge da luta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Nova York já foi muitas vezes destruída, agora será a vez de Paris?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Isso ainda não sabemos, o filme acaba na cena que dá início à Parte 2, prometendo uma guerra muito maior do que a que acabamos de ver.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E assim a franquia se estabelece.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quantas partes terá?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Para mim, essa primeira já bastou, dispenso a sequência, como fiz com “Piratas do Caribe”, por exemplo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-LCKvWvRKWd0/TpTSNiRnq2I/AAAAAAAAAaY/zazm38aO1W4/s1600/3mosqueteiros+004.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" kca="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-LCKvWvRKWd0/TpTSNiRnq2I/AAAAAAAAAaY/zazm38aO1W4/s320/3mosqueteiros+004.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Mas quem gosta mesmo do gênero aceita tudo, por mais absurdo que seja, em nome da diversão.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Eu desconfio de que esse conceito de diversão é um tanto idiotizante, porque, afinal, não é preciso parar de pensar para se divertir.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas parece que é assim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Quanto às possíveis mensagens que ficarão implícitas na cabeça dos jovens, pelo menos uma me parece inadequada.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Logo no início do filme, D’Artagnan, adolescente, parte para Paris disposto a tudo, a todo tipo de briga e provocação para “vencer na vida” mosqueteira.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A mãe tenta freá-lo, dizendo que ele evite provocações.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O pai, ao contrário, a desautoriza e o aconselha a ir atrás das provocações e mostrar suas habilidades, treinadas pelo próprio pai. O filme todo reforça a correção dessa estratégia. Embora o personagem leve algumas invertidas, a impetuosidade e a total falta de limites do jovem é premiada com um êxito sem precedentes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;D’Artagnan dá novo sentido à vida dos três mosqueteiros, cai nas graças do rei e conquista sua amada, sem nunca parar para pensar ou avaliar uma de suas atitudes sequer.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O descontrole e a exposição gratuita ao risco são valorizados como virtudes.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Responder agressiva e provocadoramente a qualquer um, sem nem mesmo remotamente saber com quem está lidando, também acaba sendo correto, já que a figura ignorada seria o grande vilão, com muito poder, mas que acabará levando a pior.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;É típico da fase adolescente uma tendência onipotente: a de que nada vai acontecer comigo e de que eu posso tudo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A identificação com o personagem mais importante, um adolescente que reina soberano na história, com mais força do que os mosqueteiros experientes do rei, será óbvia.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Um pouco de temperança e equilíbrio para esse personagem tornaria as coisas menos idealizadas, mais humanas, e poderia se constituir num modelo mais apropriado para a realidade já arriscada, em que grande parte dos jovens se encontra.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Para que botar mais lenha na fogueira?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-5964455679799041313?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/5964455679799041313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=5964455679799041313' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/5964455679799041313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/5964455679799041313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/10/os-tres-mosqueteiros.html' title='OS TRÊS MOSQUETEIROS'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-IyByR_mFxd0/TpTQ_JnMl_I/AAAAAAAAAaQ/zN0Y3uQOJCs/s72-c/3mosqueteiros+002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-5351110751651135905</id><published>2011-10-10T21:11:00.000-03:00</published><updated>2011-10-10T21:11:13.991-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nacional'/><title type='text'>MEU PAÍS</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-txJ8qBWFkCI/TpOJLyZGQCI/AAAAAAAAAaE/XXYV0C5mDS4/s1600/meu+pa%25C3%25ADs.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kca="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-txJ8qBWFkCI/TpOJLyZGQCI/AAAAAAAAAaE/XXYV0C5mDS4/s1600/meu+pa%25C3%25ADs.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;MEU PAÍS.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Brasil, 2010.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Direção: André Ristum.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Com: Rodrigo Santoro, Débora Falabela, Cauã Reymond, Paulo José.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;90 min.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;“Meu País” é um filme brasileiro, dramático, bem realizado, com atores qualificados, e que conta uma história marcante.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Se distingue, pela sobriedade, de grande parte da produção nacional da atualidade, ligada à comédia de padrão televisivo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Em compensação, talvez lhe falte maior expressividade emocional.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Para o tema de que trata, as atuações acabaram sendo contidas demais, esfriando as conturbadas relações que expõe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O personagem do pai, Armando, vivido por Paulo José, é o único que, em seu pequeno papel, se mostra emocionalmente intenso.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Até Débora Falabela, que enfrenta um papel difícil e sofrido, o de Manuela, é comedida em sua atuação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O personagem Marcos, vivido por Rodrigo Santoro, acaba dando o tom a todo o filme.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Marcos é uma espécie de executivo da era da globalização, muito bem sucedido, mas totalmente distante da família.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Vive há dez anos na Itália, quase sem contato com seu pai e irmão.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Procura se apartar da história familiar e dos envolvimentos afetivos do passado e do presente, vivendo longe e fazendo uma vida à parte, até mesmo no idioma. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Está casado com uma mulher italiana e é um jovem de comportamento moderado e formal.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Muito sério e responsável.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Esse personagem é muito bem matizado por Rodrigo Santoro, em ótimo desempenho.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas acho que acabou “contaminando” todo o clima do filme.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A direção procurou evitar o melodrama e seus excessos, mas abaixou demais a temperatura.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O filme ficou muito parecido com o personagem Marcos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-8qNw9V6HvUg/TpOJdMzQ24I/AAAAAAAAAaM/6VxzdBvtJC0/s1600/meu+pa%25C3%25ADs2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kca="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-8qNw9V6HvUg/TpOJdMzQ24I/AAAAAAAAAaM/6VxzdBvtJC0/s1600/meu+pa%25C3%25ADs2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Esse personagem viverá uma transformação pessoal muito importante quando, ao ter de vir para o Brasil, para tratar de uma questão familiar inadiável, acaba se deparando com o irmão Tiago (Cauã Reymond), que só acentuou um comportamento irresponsável que possa ter tido no passado, e descobre uma irmã com problemas mentais, de quem nem sequer o irmão e ele sabiam da existência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;É dessas relações que se compõe a interessante trama de ”Meu País”, aquele espaço que designa um lugar no mundo, a algum mundo em que se esteja vinculado emocionalmente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A personagem Manuela acabará sendo a detonadora das defesas emocionais que marcam a história, sobretudo por meio da negação e do apartamento do seu ser.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O contraste entre as figuras de Marcos e Manuela é bastante intenso, mas poderia estar emocionalmente mais marcado.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Afinal, é um turbilhão que está em ação aqui.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Débora Falabela dá bem conta do recado, nesse papel desafiador e delicado, que ela criou muito bem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O personagem de Cauã Reymond poderia estar mais desenvolvido, com mais nuances.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ele se aproxima do estereótipo puro e simples, apesar do bom desempenho do ator.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Uma parte dos diálogos é feita &lt;personname productid="em italiano.  As" w:st="on"&gt;em italiano.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;As&lt;/personname&gt; relações de Marcos com sua mulher, vivida pela atriz italiana Anita Capriol, exigiram de Santoro que aprendesse (ou decorasse) suas falas no idioma que, apesar de ser de seus ancestrais, o ator nâo domina.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O resultado, nesse aspecto, é bastante convincente e dá pleno sentido ao personagem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O primeiro longa de André Ristum é um trabalho digno e respeitável.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É um realizador &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;fadado a alçar grandes voos daqui para frente.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Tem talento para isso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-5351110751651135905?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/5351110751651135905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=5351110751651135905' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/5351110751651135905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/5351110751651135905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/10/meu-pais.html' title='MEU PAÍS'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-txJ8qBWFkCI/TpOJLyZGQCI/AAAAAAAAAaE/XXYV0C5mDS4/s72-c/meu+pa%25C3%25ADs.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-1210587404796107763</id><published>2011-10-04T18:40:00.000-03:00</published><updated>2011-10-04T18:40:59.828-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perfil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festival'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='europeu'/><title type='text'>BÉLA TARR – UM CINEASTA RADICAL</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xbdilESNenM/Tot7bSpSS6I/AAAAAAAAAZ0/6k7Gn8ZJoxQ/s1600/b%25C3%25A9la+tarr.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kca="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-xbdilESNenM/Tot7bSpSS6I/AAAAAAAAAZ0/6k7Gn8ZJoxQ/s1600/b%25C3%25A9la+tarr.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Béla Tarr é um cineasta húngaro, nascido em 1955, que tem um trabalho autoral rigoroso e radical. Uma retrospectiva de sua obra foi exibida em São Paulo, na Mostra de Cinema Independente INDIE 2011, e poderá ser vista no Festival do Rio 2011, com a presença do diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oportunidade de ver seus filmes de forma concentrada, por um lado, enriquece a percepção de um trabalho artístico denso, esteticamente notável. Por outro lado, é uma proposta exigente para o espectador: é um cinema lento, que demanda concentração e uma atitude contemplativa. Seu cinema é feito de longos planos sequência, com muitas repetições de atos silenciosos e brigas ou desentendimentos verbais, onde as palavras e expressões de ofensa ou mágoa também se repetem muito. É um trabalho artístico, que põe sua beleza a serviço de uma visão desesperançada do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem nunca viu um filme de Béla Tarr, o que escrevi até agora pode assustar ou desestimular o interesse por seu cinema. Sim, é um cinema sofrido, porém, desafiador, capaz de nos transportar a universos e situações em que mergulhamos tão intensamente que saímos da experiência tocados por sensações e sentimentos fortes, mas que nos levam a refletir sobre o que vivenciamos ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Cavalo de Turim&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CAVALO DE TURIM (&lt;em&gt;WA Torinói Ló&lt;/em&gt;). Hungria, 2011. Direção e roteiro: Béla Tarr. Com János Derzsi, Erika Bók, Mihály Kormos. 146 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais recente filme do diretor, concluído em 2011 e agraciado com o Urso de Prata do Festival de Berlim, é “O Cavalo de Turim”, que o cineasta afirma que deve ser sua última produção cinematográfica. Uma pena, se essa intenção se confirmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No texto de abertura do filme lê-se o seguinte: “Em Turim, em 03 de janeiro de 1889, Friedrich Nietzsche sai do imóvel da Via Carlo Albert, número 6. Não muito longe dali, o condutor de uma carruagem de aluguel está tendo problemas com um cavalo teimoso. O cavalo se recusa a sair do lugar, o que faz com que o condutor, apressado, perca a paciência e comece a chicoteá-lo. Nietzsche aparece no meio da multidão e põe fim à cena brutal, abraçando o pescoço do animal, em prantos. De volta à sua casa, Nietzsche então permanece imóvel e em silêncio, durante dois dias, estendido em um sofá, até que pronuncia as definitivas palavras finais (“mãe, eu sou um idiota”) e vive por mais dez anos, mudo e demente, sendo cuidado por sua mãe e suas irmãs. Não se sabe que fim levou o cavalo.” &lt;br /&gt;O filme passa, então, a mostrar a vida de um condutor de uma carroça, de sua filha e do cavalo. Não há qualquer referência a Nietzsche, além do texto inicial. “O Cavalo de Turim”, na realidade, nos mostra a vida miserável desses personagens, numa habitação do século XIX. Os únicos pertences são uns poucos móveis rústicos, alguma roupa, lenha, fogão, água e batatas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora da casa, um poço que provê a água e o estábulo, com o cavalo e a carroça. Passamos a viver intensamente o cotidiano dessa casa, onde os movimentos e os gestos se repetem, quase nada se fala e um vento forte e permanente aparece quando se sai da casa, se abre a porta ou se olha pela janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-hGiR4sdHqj0/Tot7vARz-KI/AAAAAAAAAZ4/jb1TaiyOVDg/s1600/cavalodeturim.2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kca="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-hGiR4sdHqj0/Tot7vARz-KI/AAAAAAAAAZ4/jb1TaiyOVDg/s1600/cavalodeturim.2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A paisagem externa é desoladora, assim como o interior da casa. Se não existisse uma reserva de batatas, a fome se imporia de forma absoluta. Ou se o poço um dia secar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As imagens em preto e branco, os enquadramentos perfeitos, mas quase imutáveis e a rotina minimalista dos personagens, captadas por meio de planos sequência longuíssimos, conseguem nos transportar para a vida no limite da fome e da morte, em pleno final do século XIX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os poucos elementos em cena são também essenciais para a obtenção desse efeito. Estamos em outra época, em outro mundo. No entanto, nos deparamos com uma questão que permanentemente tem desafiado a existência humana em todas as épocas: a erradicação da miséria. Impossível não se sensibilizar para essa questão, após assistir a “O Cavalo de Turim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O símbolo do cavalo é também muito bem explorado, desde a sua movimentação intensa, no início do filme, até sua paralisia completa, em que ele prenuncia e como que escolhe seu fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma obra de arte soberba, extremamente sofrida, difícil mesmo de assistir. Mas uma obra maiúscula. Radical em todos os sentidos. Será lançada comercialmente nos cinemas? Espero que sim. De qualquer modo, atingirá um público reduzido, que terá condições de apreciar tal experiência cinematográfica. Os que entrarem no cinema desavisados ou serão tocados fortemente pelo filme, ou se ausentarão antes do seu final. Experimentos radicais geralmente produzem respostas de amor intenso ou ódio profundo. Não é assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os outros filmes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ninho familiar”, de 1977, o primeiro longa de Béla Tarr e “Pessoas pré-fabricadas”, de 1982, têm em comum a discussão da vida, num regime planificado, centralizador e opressor, como foi a Hungria no período comunista ou do chamado socialismo real. Nesse sentido, são filmes datados. Tratam, por exemplo, da seriíssima questão das moradias. A ausência de um espaço para viver ou a aglomeração de pessoas em pequenos apartamentos gera angústia, discórdia, desentendimentos de todo tipo. A opressão que essa situação traz é mostrada, geralmente, com a câmera na mão e os atores focalizados muito de perto, sem espaço para o respiro. A sensação é aquela que a gente tem quando alguém chega muito perto, invadindo nosso espaço, e nos faz afastar-nos dessa pessoa. “Ninho familiar” se centra nisso e na repetição verbal exacerbada do quanto é importante ter um espaço próprio de moradia, mínimo e decente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pessoas pré-fabricadas” enfoca mais os desentendimentos no casamento, em função de que a vida, as casas e os empregos são planejados e resolvidos pelo Estado, sendo as pessoas joguetes nesse processo. Se digladiam, se ofendem, brigam, fazem escândalos e não são donas de seus destinos. As duas películas são filmadas em preto e branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Almanaque de Outono”, de 1984, é um filme colorido. Aqui se exploram as tonalidades cinza-azuladas e vermelho-alaranjadas, num espaço agora grande, onde vivem mãe, filho e mais três pessoas que, embora se conheçam e se relacionem, estão em conflito permanente. Brigam, discutem, se acusam, se atacam em jogos de poder violentos e desproporcionais. As relações se esgarçam, se desgastam, a confiança se quebra. Um clima hostil, cheio de medos e obsessões, que remete aos filmes de Bergman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os principais filmes dele não vi “Maldição”, de 1987, nem o famoso “Satantango”, de 1994, um filme com 7 horas e meia de duração, que, no Festival INDIE foi exibido no Cinesesc, das 21:30 às 5:30 h, com intervalos. Para mim, seria demais todo esse tempo para ver um panorama amplo do fim do comunismo na Europa Oriental. Quem viu, garante que vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--Zrn3y_Y5uE/Tot8KmtbVLI/AAAAAAAAAZ8/Vz1cfAHgo6Y/s1600/harmonias2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kca="true" src="http://2.bp.blogspot.com/--Zrn3y_Y5uE/Tot8KmtbVLI/AAAAAAAAAZ8/Vz1cfAHgo6Y/s1600/harmonias2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“Harmonias de Werckmeister”, de 2000, é mais um filme em preto e branco, como são quase todos os que Béla Tarr fez, que tem uma linda plasticidade, uma atmosfera estranha e soturna, focalizando uma cidade que espera por um circo. A principal atração é uma enorme baleia ,a maior do mundo, que está fora d’água, num grande caminhão, cheirando mal, e há a promessa de um misterioso príncipe que deve se apresentar. Filme sujeito a inúmeras possibilidades interpretativas, surpreende pelo inusitado, tanto da situação proposta quanto dos comportamentos, e também por uma violência que irrompe, selvagem e aparentemente sem sentido ou direção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-YL3i-Mgnfh4/Tot8jVAom4I/AAAAAAAAAaA/gbJNU96YtZQ/s1600/homemdelondres.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kca="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-YL3i-Mgnfh4/Tot8jVAom4I/AAAAAAAAAaA/gbJNU96YtZQ/s1600/homemdelondres.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;“O Homem de Londres”, de 2007, foi o primeiro filme que vi de Béla Tarr, durante a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Sua estética de filme &lt;em&gt;noir&lt;/em&gt;, obviamente em preto e branco, com direito a assassinato e mala de dinheiro que é encontrada, é irresistível. Enquadramentos belíssimos nos fazem esquecer completamente os ritmos lentos, os longos planos sequência e a quase ausência de diálogos. Fotografia impecável, mostra uma estação ferroviária do litoral e um homem que pensa, vive dilemas éticos, testemunhou algo terrível e importante. O que fazer agora? Uma releitura do filme &lt;em&gt;noir,&lt;/em&gt; que se interioriza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Béla Tarr é um autor de cinema marcante, num tempo em que o espaço para o trabalho autoral é muito pequeno diante da avassaladora industria do entretenimento. Seu cinema aspira à mais alta dimensão artística e não tem qualquer olhar para o mercado. Opção rara e radical nos dias de hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-1210587404796107763?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/1210587404796107763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=1210587404796107763' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/1210587404796107763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/1210587404796107763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/10/bela-tarr-um-cineasta-radical.html' title='BÉLA TARR – UM CINEASTA RADICAL'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-xbdilESNenM/Tot7bSpSS6I/AAAAAAAAAZ0/6k7Gn8ZJoxQ/s72-c/b%25C3%25A9la+tarr.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-5523379910479799286</id><published>2011-09-30T19:00:00.000-03:00</published><updated>2011-09-30T19:00:02.232-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estreia'/><title type='text'>Amizade Colorida</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-SabOD5mojlM/ToU0KQAG2cI/AAAAAAAAEcw/BPv4x5WghRQ/s1600/fwb_foto04.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/-SabOD5mojlM/ToU0KQAG2cI/AAAAAAAAEcw/BPv4x5WghRQ/s320/fwb_foto04.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tatiana Babadobulos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amizade Colorida (Friends With Benefits). Estados Unidos, 2011. Direção: Will Gluck. Roteiro: Keith Merryman. Com: Mila Kurtis, Justin Timberlake, Patricia Clarkson e Richard Jenkins. 109 minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temas para os filmes de Hollywood são cíclicos. A bola da vez são os  relacionamentos sem compromisso entre os jovens casais de 30 anos. Veja o  exemplo de “Sexo Sem Compromisso” (“No Strings Attached”), comédia  romântica com Natalie Portman e Ashton Kutcher no elenco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta sexta-feira, 30, estreia "Amizade Colorida" (Friends With Benefits")&lt;b&gt; &lt;/b&gt;e  mostra ao espectador um perfeito e completo déjà vu, não fosse, caro  leitor, o fato de os protagonistas interpretados por Justin Timberlake  (de “A Rede Social”) e Mila Kunis (de “Cisne Negro”) terem uma química e um timing muito melhor que os dois anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-F8_w_fpfrq8/ToU0J6jVYGI/AAAAAAAAEcs/y5ePl1ve398/s1600/fwb_foto02.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/-F8_w_fpfrq8/ToU0J6jVYGI/AAAAAAAAEcs/y5ePl1ve398/s320/fwb_foto02.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na  fita, Jamie (Mila) é uma head­hunter (caça-talentos) que convoca Dylan  (Timberlake), um excelente diretor de arte de Los Angeles, a viajar até  Nova York para entrevista em uma revista de sucesso. Além de trocar o  emprego, o rapaz vai precisar mudar de cidade e de estilo de vida. E é  aí que Nova York passa a ser mais um protagonista do longa-metragem  dirigido, escrito e produzido por Will Gluck. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a própria  personagem diz, ela vai tentar convencer o candidato a aceitar sua  proposta por causa da cidade. A partir de então, os dois, que a  princípio se tornam bons amigos, vão passear pela Big Apple, frequentar  os restaurantes da moda e deslumbrar a paisagem do alto de um dos  prédios. Lá pelas tantas, porém, os dois, que terminaram relacionamentos  sérios recentemente, decidem que podem fazer sexo pelo sexo, e não por  amor, e juram, com ajuda de uma Bíblia conseguida no iPad (santa  modernidade!), que não vão se apaixonar. E daí entra a máxima: “não  vamos ficar para não estragar a amizade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mila Kunis, que viveu a  arquir­rival de Natalie Portman em “Cisne Negro”, empresta sua  sensualidade à personagem para seduzir não apenas o rapaz, mas também o  espectador, que torce para que eles fiquem juntos, já que parecem ter  nascido um para o outro. Entre encontros de amizade, ela acaba  conhecendo aquele que poderia ser o seu príncipe encantado, mas também  conhece a família de Dylan, como o seu pai (Richard Jenkins, ótimo!), um  ex-jornalista que atualmente sofre de Alzhei­mer. No aeroporto, pai e  filho protagonizam uma das cenas mais comoventes do longa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com  toque de humor, situações provocantes e personagens problemáticos, o  filme remete, como o próprio diretor cita no material divulgado para a  imprensa, aos protagonizados por Audrey Hepburn (a eterna “bonequinha de  luxo”), em uma versão moderna. Fácil lembrar também da personagem de  Renée Zellwegger em “Abai­xo o Amor”, quando escreve um livro, nos anos  1960, tentando convencer que mulher deve ser independente e não ficar  esperando o príncipe de cavalo branco chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;“Amizade Colorida” &lt;/b&gt;é  um déjà vu, sim, não traz nada de novo à cinematografia, mas há algo a  mais além das conquistas de corações arrasados e do incremento da cidade  onde se passa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-5523379910479799286?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/5523379910479799286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=5523379910479799286' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/5523379910479799286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/5523379910479799286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/09/amizade-colorida.html' title='Amizade Colorida'/><author><name>Tatiana Babadobulos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14643813334262599775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_qvZU9MOK7CE/TFye2FknHlI/AAAAAAAAEAc/-CHXa7qndC8/S220/01.jpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-SabOD5mojlM/ToU0KQAG2cI/AAAAAAAAEcw/BPv4x5WghRQ/s72-c/fwb_foto04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-8488644635607715702</id><published>2011-09-29T21:07:00.003-03:00</published><updated>2011-09-30T13:08:30.433-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festival'/><title type='text'>TRABALHAR CANSA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-MtOX9v0n-x0/ToUIoX1bvBI/AAAAAAAAAZw/jv6-3txdC5s/s1600/trabalharcansa+4_.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kca="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-MtOX9v0n-x0/ToUIoX1bvBI/AAAAAAAAAZw/jv6-3txdC5s/s1600/trabalharcansa+4_.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;TRABALHAR CANSA. Brasil, 2011. Direção e roteiro: Juliana Rojas e Marco Dutra. Com Helena Albergaria, Marat Descartes, Naloana Lima, Marina Flores, Lilian Blanc. 99 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que trabalhar cansa não há a menor dúvida. Que o mundo do trabalho pode trazer muitas angústias, incertezas e frustrações, também é fato. Pode, ainda, elevar muito as tensões e o estresse da vida cotidiana. E o tal do mercado, em que os trabalhadores de todos os tipos têm de se inserir, é um desafio permanente e potencialmente destruidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, o mundo do trabalho pode não ser só isso, mas também uma fonte de realizações e sucesso, sem grandes traumas para alguns. Pode ser. Mas, certamente, esse não é o caso dos personagens de “Trabalhar Cansa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helena (Helena Albergaria), dona de casa, resolve contratar uma empregada que possa cuidar da casa e ajudar a cuidar da filha Vanessa (Marina Flores), ainda pequena, e alugar um local para tocar um modesto supermercado. Vai enfrentar todo tipo de dificuldades, desde a reforma, montagem e adaptação da loja, que já havia sido mercado há algum tempo, até a contratação de empregados, pagamento de despesas e o risco natural do negócio. No caso, agravado por suspeitas diversas, entre elas, a do roubo de mercadorias pelos próprios funcionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, Paula (Naloana Lima), a empregada, enfrenta uma situação bem difícil, tendo de morar num cubículo, onde a única distração possível é um radinho de pilha, ganhando salário mínimo, sem registro. E, ainda, ouvir reclamações a respeito do seu trabalho, apesar do esforço que faz para deixar tudo impecável e o esmero no cuidado com a menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-qeaNZTxFirE/ToUIGpBSQHI/AAAAAAAAAZs/7LOkMCv2mMU/s1600/trabalharcansa2_.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kca="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-qeaNZTxFirE/ToUIGpBSQHI/AAAAAAAAAZs/7LOkMCv2mMU/s1600/trabalharcansa2_.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em paralelo a isso, Otávio, vivido pelo ator Marat Descartes (sic), fica desempregado após dez anos de trabalho numa empresa, numa idade que já não lhe favorece a conquista de um novo emprego. Tem de se submeter a entrevistas,estranhas dinâmicas de seleção de pessoal e negativas de todo tipo, capazes de abalar seriamente sua autoestima e complicar seu casamento com Helena. Até tentar o indefectível trabalho de telemarketing sobra para ele. Afinal, há muita gente disputando cada vaga no mercado de trabalho e os jovens levam vantagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa história toda, contada de forma realista e muito concreta, constrói um painel bastante nítido das agruras do mundo do trabalho na classe média e nos que a servem. Mas há algo mais e esse não é um ingrediente realista. Há algo de muito primitivo permeando tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por aí que o filme vai caminhar também, sem nunca perder o fio condutor, tal como o exposto até aqui. Esse elemento permitirá aos diretores explorar uma dimensão de estranhamento e de suspense, numa trama colada ao cotidiano mais reconhecível por todo mundo. É uma boa solução, que dá um sentido forte a tudo o que vai sendo mostrado ao longo da fita. E o filme não cansa, apesar de tratar de trabalho o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um filme brasileiro de produção paulista, tendo a cidade de São Paulo e sua tradicional vinculação ao trabalho como referência da ação dos personagens. As cenas foram filmadas não só em São Paulo, mas também em Paulínia e Campinas. O filme participa da mostra competitiva do 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, foi exibido na mostra “Um Certo Olhar”, no Festival de Cannes, e ganhou o prêmio especial do júri do Paulínia Festival de Cinema.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-8488644635607715702?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/8488644635607715702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=8488644635607715702' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/8488644635607715702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/8488644635607715702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/09/trabalhar-cansa.html' title='TRABALHAR CANSA'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-MtOX9v0n-x0/ToUIoX1bvBI/AAAAAAAAAZw/jv6-3txdC5s/s72-c/trabalharcansa+4_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-4728823542695560165</id><published>2011-09-29T20:59:00.005-03:00</published><updated>2011-09-29T21:20:08.921-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estreia'/><title type='text'>CONTRA O TEMPO</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;CONTRA O TEMPO (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Source code)&lt;/i&gt;.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Estados Unidos, 2011.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Direção: Duncan Jones.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Com Jake Gyllenhall, Michelle Monaghan, Vera Farmiga.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;93 min.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zYfTKuDe1ZU/ToUGQrwWaiI/AAAAAAAAAZk/aDZIm_1tW_Q/s1600/contraotempo3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" kca="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-zYfTKuDe1ZU/ToUGQrwWaiI/AAAAAAAAAZk/aDZIm_1tW_Q/s320/contraotempo3.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"Contra o Tempo", estreia desta semana nos cinemas de São Paulo e outras praças, já foi objeto de crítica e postagem aqui, no "cinema com recheio", &lt;em&gt;no mês de julho de 2011&lt;/em&gt;. É que sua estreia, inicialmente prevista para final de julho ou início de agosto, acabou ficando só para outubro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-4728823542695560165?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/4728823542695560165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=4728823542695560165' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/4728823542695560165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/4728823542695560165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/09/contra-o-tempo.html' title='CONTRA O TEMPO'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-zYfTKuDe1ZU/ToUGQrwWaiI/AAAAAAAAAZk/aDZIm_1tW_Q/s72-c/contraotempo3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-577466395557807849</id><published>2011-09-28T20:11:00.000-03:00</published><updated>2011-09-28T20:11:16.643-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='latino-americano'/><title type='text'>Um Conto Chinês</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-IgxQIF3Ly7M/ToOpDb0ta4I/AAAAAAAAEco/rq58L6Y0xto/s1600/conto-abre.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="136" src="http://3.bp.blogspot.com/-IgxQIF3Ly7M/ToOpDb0ta4I/AAAAAAAAEco/rq58L6Y0xto/s320/conto-abre.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong style="font-weight: normal;"&gt;Tatiana Babadobulos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="font-weight: normal;"&gt;“Um Conto Chinês” (“Un Cuento Chino”)&lt;/strong&gt;. Argentina, 2010. Direção e roteiro: Sebastian Borensztein. Com Ricardo Darín, Huang Sheng Huang, Muriel Santa Ana. 100 minutos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="font-weight: normal;"&gt;“Um Conto Chinês”&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;traz um dos mais conhecidos atores argentinos, Ricardo Darín (de “Abutres”, “O Segredo dos Seus Olhos”,  que ganhou o Oscar), no papel de Roberto, um veterano da Guerra das  Malvinas e que atual­mente possui uma loja de ferramentas. Além de ser  obsessivo e metódico na vida (vide as cenas nas quais aparece contando a  quantidade de pregos que vem na caixa e o horário em que dorme todas as  noites), tem uma mania estranha de colecionar notícias de horror que  são pu­blicadas em jornais do mundo todo e que os consegue por  intermédio de um amigo. E, ao acompanhar as reportagens, imagina a si  mesmo como protagonista da tragédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o filme dirigido por Sebastian Borenstein só tem início, de fato,  quando ele conhece Jun (Huang Sheng Huang), um chinês que não fala uma  só pa­lavra em espanhol e não consegue dizer o que está fazendo sozinho  em Buenos Ai­res, já que fora roubado e arremessado de um táxi. A única  pista é o endereço tatua­do em seu braço. E, assim, os dois vão começar a  peregrinação e uma amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda o toque político e as cutucadas, como quando diz ao policial  que não gosta de ser desrespeitado por uma pessoa só porque ela  vestindo um uniforme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cenas que incluem a comunicação são engraçadas, já que cada um  fala sua própria língua, mas os dois se entendem por meio dos gestos.  Engraçadas no ponto de provocarem um riso leve e não gargalhadas. São  cenas simples, que convencem o espectador, independentemente de o  episódio contado a res­peito de uma tragédia na China tenha sido  verdadeiro, ou não. Mas isso é o que menos importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="font-weight: normal;"&gt;“Um Conto Chi­nês”&lt;/strong&gt; é daqueles longas argentinos de  fazer o cinema brasileiro morrer de inveja, tamanha perfeição. Nesta  área, aliás, os vi­zinhos portenhos têm marcado de goleada e merecem ser  prestigiados, já que mais de um milhão de pessoas assistiram à trama  nos cinemas argentinos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-577466395557807849?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/577466395557807849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=577466395557807849' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/577466395557807849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/577466395557807849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/09/um-conto-chines_28.html' title='Um Conto Chinês'/><author><name>Tatiana Babadobulos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14643813334262599775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_qvZU9MOK7CE/TFye2FknHlI/AAAAAAAAEAc/-CHXa7qndC8/S220/01.jpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-IgxQIF3Ly7M/ToOpDb0ta4I/AAAAAAAAEco/rq58L6Y0xto/s72-c/conto-abre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-6161597450235845176</id><published>2011-09-24T23:38:00.000-03:00</published><updated>2011-09-24T23:38:56.675-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><title type='text'>CONFIAR</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-_wX5vf1RVAA/Tn6TWcmNLKI/AAAAAAAAAZY/aRu04vJw1lU/s1600/confiar+001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hca="true" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/-_wX5vf1RVAA/Tn6TWcmNLKI/AAAAAAAAAZY/aRu04vJw1lU/s320/confiar+001.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;CONFIAR (&lt;em&gt;Trust&lt;/em&gt;). Estados Unidos, 2011. Direção: David Schwimmer. Com Clive Owen, Catherine Keener, Viola Davis.105 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relacionamentos virtuais abrem novas e interessantes perspectivas na comunicação de ideias, de interesses, nas transações comerciais, na atuação profissional ou política e na vida sexual e afetiva. Muitos relacionamentos amorosos via Internet dão certo, se efetivam, geram casamentos que, muitas vezes, unem pessoas de países distantes. São novas oportunidades e possibilidades que se colocam para muita gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe, porém, o reverso da medalha: os falsos perfis, as mentiras, a caçada a crianças e jovens para exploração sexual. A pedofilia – a busca de um objeto de desejo infantilizado – encontra campo fértil para suas pesquisas e para a cavação de imagens eróticas infanto-juvenis em &lt;em&gt;chats&lt;/em&gt; de relacionamento, salas de bate-papo, &lt;em&gt;blogs,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;sites&lt;/em&gt;, redes sociais. Basta lembrar que crianças e jovens são os maiores usuários da Internet e os que melhor e com mais desenvoltura se adaptam ao meio virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Annie (Catherine Keener), uma garota de 14 anos, se encanta com seu novo amigo virtual, supostamente um garoto pouco mais velho do que ela, e acaba caindo nas redes de um pedófilo. Em busca de ser valorizada e desejada, o que é mais do que esperado nessa idade, ela custa a perceber a diferença entre ser amada e ser simplesmente explorada sexualmente. Mesmo que as evidências se apresentem com a entrada em cena da polícia, do FBI, pode ser complicado decifrar essa charada para uma adolescente. Por definição, para os mais jovens, os pais e outros adultos não entendem o que se passa. A questão é: como protegê-los, então? Ou, ainda, como controlar o que fazem com um computador na mão, em que fria podem se meter?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-uOYyNXPxexU/Tn6UDgKSjqI/AAAAAAAAAZg/CuYNHc-eaHo/s1600/confiar+003.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hca="true" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/-uOYyNXPxexU/Tn6UDgKSjqI/AAAAAAAAAZg/CuYNHc-eaHo/s320/confiar+003.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O desespero do pai (Clive Owen) pode não ajudar, nessas horas, e até complicar mais as coisas. Mas o fato é que a família toda tende a se desestruturar, diante da evidência de um crime de abuso sexual, na forma de pedofilia, que entra por uma janela de computador não de forma agressiva, mas, sedutora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma trama que trate desse tipo de assunto com seriedade, como é o caso de “Confiar”, é sempre bem-vinda. Ainda há muito que debater, numa questão como essa, e o cinema, pela sua capacidade de provocar identificações e envolvimento emocional com personagens, é um bom veículo para mostrar a dimensão e a importância do que se está observando em suas imagens e na história construída para apresentar o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que “Confiar” diversas vezes exagera na dramaticidade das cenas ou dos comportamentos mostrados, no afã de expor essa dura realidade. Se conseguisse ser mais sutil, alcançaria um patamar superior. Se conseguisse trabalhar mais com o subentendido, com a ambiguidade, poderia ter conseguido, por meio do suspense, um espetáculo mais envolvente e atraente. E, quem sabe, mais inteligente, também. Não importa. “Confiar” merece ser visto, debatido, divulgado, porque mostra uma realidade que precisa ser muito melhor percebida e enfrentada na atualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero também chamar a atenção para o fato de que a explicação sobre o tipo de pessoa que comete esses crimes só aparece em imagens complementares, após o filme, como se fossem extras, concomitantemente com os créditos finais. Uma ideia não muito adequada, já que as pessoas já estarão levantando de suas cadeiras, se dispersando, e podem perder essa informação importante. Portanto, aguarde um pouco mais, antes de sair do cinema. É relevante o que estará sendo mostrado ali. Assim como é relevante tudo o que é abordado em “Confiar”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-6161597450235845176?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/6161597450235845176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=6161597450235845176' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/6161597450235845176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/6161597450235845176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/09/confiar.html' title='CONFIAR'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-_wX5vf1RVAA/Tn6TWcmNLKI/AAAAAAAAAZY/aRu04vJw1lU/s72-c/confiar+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-2425747499557946424</id><published>2011-09-22T23:01:00.000-03:00</published><updated>2011-09-22T23:01:20.112-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><title type='text'>Pronta para Amar</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-L6iB8PmE1XE/TnvnB9pUj6I/AAAAAAAAEcg/uBPTtwWiWK4/s1600/pronta-para-amar-abre.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-L6iB8PmE1XE/TnvnB9pUj6I/AAAAAAAAEcg/uBPTtwWiWK4/s320/pronta-para-amar-abre.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Tatiana Babadobulos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronta para Amar (&lt;strong style="font-weight: normal;"&gt;A Little Bit of Hea­ven). Estados Unidos, 2011, Direção: Nicole Kassell. Roteiro: Gren Wells. Com: Kate Hudson, Gael García Bernal, &lt;/strong&gt;Romany Malco, Rosemarie DeWitt, Lucy Punch. 106 minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você faria se estivesse com os dias contados? &lt;strong style="font-weight: normal;"&gt;“Pronta para Amar” (“A Little Bit of Hea­ven”)&lt;/strong&gt;&lt;b&gt;,  &lt;/b&gt;história de uma publicitária, Marley Corbett (Kate Hudson, de “Como  Perder Um Ho­mem em 10 Dias”), que se apai­xona por seu médico, o  charmoso Julian Goldstein (Gael García Bernal, de “Diários de  Motocicleta”). Os dois se conhe­cem depois de ela saber que tem uma  doença irreversível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, até que o amor che­gue (daí o nome do filme em portu­guês, ou  seja, até que ela esteja pron­ta para amar), Marley vai fa­zer o  discurso que está em moda em Hollywood (vide “Amor Sem Compromisso”, “Amor e Outras Drogas”  e “Amizade Co­lo­rida”, que estreia dia 30): “não pre­­ciso de nin­guém  para ser feliz”, “posso fa­zer sexo casual sem me apaixonar”, “não me  vejo ca­sa­da, principalmente do modo tra­dicional”, tal como diz, no  iní­cio da fita, em narração em off, por­que não quer o matrimônio tal  como acontece nos contos de fada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso porque ela tem um amigo gay, Peter (Romany Malco), com quem pode  sair para dar risada, conversar e, quando tem vontade de transar, seu  celular tem o nome de alguns parceiros, ainda que uma de suas amigas,  Renee (Rosemarie DeWitt), que é casada, tem uma filha e está a espera de  outro, torça para que ela se apaixone de verdade. Já a outra amiga,  Sarah (Lucy Punch), que é artista plástica e colega na agên­cia de  propaganda, dá a força que ela precisa, deixando-a ser ela mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marley faz reflexões sobre a vida, discute sobre o fato de não  acreditar em Deus, por exem­plo, e, por isso, sentir inveja das pessoas  que acreditam, “pois essas não têm medo de as coisas acontecerem”.  De­us, pra ela, aliás, é representado pela atriz Whoopi Goldberg, que  faz o papel dela mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-qflkXlQy4nw/TnvoMR0V7NI/AAAAAAAAEck/Ye6jfFdHAio/s1600/gael.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://2.bp.blogspot.com/-qflkXlQy4nw/TnvoMR0V7NI/AAAAAAAAEck/Ye6jfFdHAio/s320/gael.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E é quando sente uma dor no corpo que a comédia ro­mântica vira  drama. É aí que ela vai procurar o médico e o longa-metragem começa a  ter outro rumo, pois é por ele que ela virá a se apaixonar (e isso não é  segredo, já que o pôster do filme já re­vela…).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No quesito drama, este filme remete a dois outros: “Doce Novembro”  (“Sweet November”, 2001), no qual a protagonista, Charlize Theron, vai  contando os dias para morrer enquanto vive o amor juntamente com o  personagem vivido por Keanu Reeves, e “Lado a Lado” (“Stepmom”, 1998),  com Julia Roberts e Susan Sarandon nos papéis principais, também lutando  contra o câncer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com bom humor que a personagem de Kate vai enfrentar seu  diagnóstico, embora o espectador possa não entender sua reação, já que  trata-se de uma situação extremamente delicada. Seria o fato de encarar  as más notícias com felicidade, já que não há meio de revertê-las.  Talvez seja uma maneira parti­cular de enfrentar a vida, e de fa­zer  cada um aprender a viver a seu modo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigido por Nicole Kassell (“O Lenhador”) e baseado em roteiro  original de Gren Wells, “Pronta para Amar” não mede as consequências que  os atos terão em cada personagem e também quanto a reação do público.  Até porque o choro vem fácil e é inevitável. Portanto, cada um deve ter  em mente seu nível de sensibilidade para o dia da sessão, pois há cenas  realmente incontroláveis.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-2425747499557946424?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/2425747499557946424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=2425747499557946424' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/2425747499557946424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/2425747499557946424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/09/pronta-para-amar.html' title='Pronta para Amar'/><author><name>Tatiana Babadobulos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14643813334262599775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_qvZU9MOK7CE/TFye2FknHlI/AAAAAAAAEAc/-CHXa7qndC8/S220/01.jpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-L6iB8PmE1XE/TnvnB9pUj6I/AAAAAAAAEcg/uBPTtwWiWK4/s72-c/pronta-para-amar-abre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-6036049703592367303</id><published>2011-09-22T11:44:00.000-03:00</published><updated>2011-09-22T11:44:42.672-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festival'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='europeu'/><title type='text'>BORBOLETAS NEGRAS</title><content type='html'>&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;BORBOLETAS NEGRAS &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;(Black Butterflies).&lt;/i&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Holanda, 2010.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Direção: Paula van der Oest.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Com Carice van Houten, Rutger Hauer, Liam Cunningham, Grant Swanly.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;100 min.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6JQ6k65sD7Y/TntJUxVcz7I/AAAAAAAAAZQ/5JxAT2tvRvM/s1600/borboletasne.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hca="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-6JQ6k65sD7Y/TntJUxVcz7I/AAAAAAAAAZQ/5JxAT2tvRvM/s1600/borboletasne.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;“Borboletas negras” retrata a vida da poetisa Ingrid Jonker, na África do Sul, durante a década de 1960, em pleno &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Apartheid&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Ela, artista precoce, começa a escrever poemas aos 6 anos de idade e não para mais.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Desorganizada e muito instável emocionalmente, seus poemas estão dispersos por todos os lados.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;No filme, eles aparecem em múltiplos papéis, escritos nas paredes, nos vidros.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Uma criatividade que tinha de se expressar a qualquer preço.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Evidentemente, uma pessoa com essa característica criativa e a sensibilidade à flor da pele não poderia deixar de resistir, de alguma forma, ao ignominioso regime do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Apartheid&lt;/i&gt;.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Ocorre que o pai dela era ninguém menos do que o chefe do departamento de censura do governo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Vai daí que as relações dela com ele só poderiam ser conturbadas.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas uma filha sempre busca o reconhecimento do pai, o que torna tudo ainda mais complexo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Ingrid, sua poesia, seus amores e seus desencontros pela vida, formam a matéria-prima de “Borboletas negras”.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A protagonista que vive a poetisa é a ótima atriz Carice van Houten.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Liam Cunningham está no papel do escritor Jack Cope, um desses amores, o mais central deles, na realidade.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E o veterano e talentoso ator&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Rutger Hauer encarna com dureza e alguma crueldade o pai de Ingrid.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A diretora holandesa Paula van der Oest realiza um filme que envolve, pela intensidade do drama da protagonista, pelos fortes e competentes desempenhos do elenco e pela beleza das locações na cidade do Cabo e as lindas praias em que se desenvolve boa parte das cenas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A questão política da África do Sul desse período, embora já bastante conhecida, sempre mexe com as emoções de quem quer que, como Ingrid, ame a liberdade.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mesmo reconhecendo que o jeito atabalhoado com que a personagem lida com a sua vida não ajude muito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-IZsZV0SKclE/TntJj01StDI/AAAAAAAAAZU/ORrCvg_ZxPE/s1600/borboletasneg..jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hca="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-IZsZV0SKclE/TntJj01StDI/AAAAAAAAAZU/ORrCvg_ZxPE/s1600/borboletasneg..jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Seus poemas, no entanto, estão lá, sobreviveram a todo o drama e um deles foi citado no primeiro discurso ao parlamento, proferido por Nelson Mandela: “A criança que foi assassinada pelos soldados de Nyanga”.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É a partir daí que se dá o amplo reconhecimento artístico de Ingrid Jonker como um símbolo da África livre.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O filme foi selecionado para o Tribeca Film Festival 2011, que conferiu a Carice van Houten o prêmio de melhor atriz, merecidíssimo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-6036049703592367303?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/6036049703592367303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=6036049703592367303' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/6036049703592367303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/6036049703592367303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/09/borboletas-negras.html' title='BORBOLETAS NEGRAS'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-6JQ6k65sD7Y/TntJUxVcz7I/AAAAAAAAAZQ/5JxAT2tvRvM/s72-c/borboletasne.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-4221203317448111845</id><published>2011-09-18T16:39:00.000-03:00</published><updated>2011-09-18T16:39:45.060-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='latino-americano'/><title type='text'>ALÉM DA ESTRADA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALÉM DA ESTRADA (&lt;em&gt;Por el camino&lt;/em&gt;). Brasil, Uruguai, 2010. Direção: Charly Braun. Com Esteban Feune de Colombi, Jill Melleady e participações de Guilhermina Guinle e Naomi Campbell. 86 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-w2gP_CiJCiI/TnZIrWvT_UI/AAAAAAAAAZI/2Fi-PMPKKK0/s1600/al%25C3%25A9mdaestrada.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rba="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-w2gP_CiJCiI/TnZIrWvT_UI/AAAAAAAAAZI/2Fi-PMPKKK0/s1600/al%25C3%25A9mdaestrada.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Charly Braun é um ator brasileiro, cujo nome tem sonoridade igual à do famoso personagem de história em quadrinhos de Charles Schulz. Em seu primeiro longa como diretor, “Além da Estrada”, ele faz um &lt;em&gt;road-movie&lt;/em&gt; inteiramente rodado no Uruguai, recheado de locações que revelam belezas do país pouco conhecidas, lugares surpreendentes, comunidades rurais e de natureza ao estilo &lt;em&gt;hippie&lt;/em&gt;, que compõem um belo e cativante painel visual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cinema é uma oportunidade de viajar no espaço, no tempo, na vida interior de personagens, no sonho e na fantasia. A viagem de “Além da Estrada” revela não só belas paisagens como também lugares estranhos e personagens se conhecendo e se envolvendo, numa riqueza de detalhes impressionante. Onde aparentemente nada está acontecendo, uma imagem capta um instante revelador de um elemento da natureza, algo pequeno mas inesperado que acontece, um gesto, um olhar. Por exemplo, o cachorro sedento que ronda uma pequena piscina abandonada, com água pela metade e cheia de folhas, que, de repente, entra nela para beber da água e precisa ser puxado para fora, do contrário não conseguiria sair. Há muito o que observar nesses detalhes, nessas pequenas coisas que essa viagem pelo Uruguai traz ao espectador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os personagens são um rapaz argentino (Esteban Feune de Colombi), que vai em busca de uma propriedade de seus pais recentemente falecidos num acidente, e uma moça belga (Jill Melleadi), que vai ao encontro de um antigo amor. Eles se encontram no Uruguai, ele oferece uma carona e os dois acabam protagonizando uma viagem de descobertas, troca e envolvimento afetivo e, como seria de se esperar, uma jornada de autoconhecimento e de conhecimento mútuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dmHVuxLzIAk/TnZI2G9cAwI/AAAAAAAAAZM/yboewDi2Pck/s1600/al%25C3%25A9mdaestrada3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rba="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-dmHVuxLzIAk/TnZI2G9cAwI/AAAAAAAAAZM/yboewDi2Pck/s1600/al%25C3%25A9mdaestrada3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Personagens que vagam pelo pequeno país vizinho se comunicando, ora, em espanhol, ora, em inglês, ora, em francês, entre si e com as pessoas que encontram, ou vão em sua busca, ao longo do trajeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa jornada, também se revelam detalhes de um jeito de viver e de estar no campo, de usufruir da natureza, de trabalhar em fazenda. Um estilo de vida tradicional, por um lado, sábio, por outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesse mundo cercado de gente que vive em ritmo próprio, lento e artesanal, em torno do verde, de animais, de lagoas naturais e largos espaços, que o filme nos faz penetrar. O efeito é de uma paz e beleza reconfortantes, que oferece uma trégua ao cotidiano urbano e agitado em que está metida a maior parte das pessoas. Pelo menos, aquelas que vão ao cinema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-4221203317448111845?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/4221203317448111845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=4221203317448111845' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/4221203317448111845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/4221203317448111845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/09/alem-da-estrada.html' title='ALÉM DA ESTRADA'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-w2gP_CiJCiI/TnZIrWvT_UI/AAAAAAAAAZI/2Fi-PMPKKK0/s72-c/al%25C3%25A9mdaestrada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-8023236179350639573</id><published>2011-09-14T11:16:00.001-03:00</published><updated>2011-09-14T11:37:45.981-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blockbuster'/><title type='text'>CONAN, O BÁRBARO</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;CONAN, O BÁRBARO (&lt;em&gt;Conan, the Barbarian&lt;/em&gt;). Estados Unidos, 2011. Direção: Marcus Nispel. Com Jason Momoa, Rachel Nichols, Stephen Lang, Rose McGowan, Ron Perlman, Leo Howard. 113 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2ClXqrptMo4/TnC2gD8aZ7I/AAAAAAAAAZE/Qt7BqmA-anI/s1600/conan2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rba="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-2ClXqrptMo4/TnC2gD8aZ7I/AAAAAAAAAZE/Qt7BqmA-anI/s1600/conan2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“Conan, o bárbaro” é daqueles super-heróis que, sozinhos, dizimam um exército, se arrebentam mas não sentem dor e, é claro, matam muitos, mas não morrem. Além disso, não sentem nenhum medo, mesmo diante dos maiores perigos, o que os distancia dos seres humanos, por definição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Conan, o bárbaro”, o novo filme, é uma aventura com tanta ação, mas tanta ação, que mal permite qualquer respiro ao espectador. É efeito especial pra todo lado, brigas e mais brigas, porradas em profusão, espadas que perpassam corpos e se enfrentam o tempo todo, flechas que voam, sangue jorrando à vontade, explosões e desmoronamentos. Isso acontece praticamente em toda a duração do filme: uma hora e quarenta minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante algum tempo, a diversão é boa, apesar dos exageros, do mau gosto de algumas situações e da violência constante que dá tom à película. Depois de mais ou menos uma hora, não sei como as pessoas aguentam isso e ainda acham muito divertido. É uma repetição sem fim que, para mim, deixou de ter qualquer interesse. E perde qualquer sentido: é a luta pela luta, a batalha pela batalha, sendo que todo mundo já sabe como vai ser o final. É tudo muito previsível, até para crianças pequenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Excessivo&lt;/em&gt; é um adjetivo adequado para classificar “Conan”. Tudo que acontece ali é demais, desproporcional, fantástico além da conta, consumindo tempo exageradamente, mostrando o que já foi mostrado, repetindo o mesmo confronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é curioso é que “Conan, o bárbaro”, longe de ser uma exceção, é quase a regra desse tipo de filme de aventura. É tudo tão sem medida, tão rápido, tão excessivo, que nem o efeito catártico parece possível. E, é claro, é sempre impossível pensar. É tudo pura sensação, para mim, desnecessária e esgotante. Mas não tenho dúvida de que o filme vai emplacar, ocupar dezenas de salas nas grandes cidades, ter grande afluxo de público, matérias em todos os veículos da mídia e, provavelmente, render muito dinheiro, que compensará os altos custos da produção. Essa é a lógica da atualidade, do chamado cinema comercial. Que se repete a toda hora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-8023236179350639573?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/8023236179350639573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=8023236179350639573' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/8023236179350639573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/8023236179350639573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/09/conan-o-barbaro.html' title='CONAN, O BÁRBARO'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-2ClXqrptMo4/TnC2gD8aZ7I/AAAAAAAAAZE/Qt7BqmA-anI/s72-c/conan2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-5252468726884496746</id><published>2011-09-12T20:50:00.000-03:00</published><updated>2011-09-12T20:50:19.851-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><title type='text'>Cowboys &amp; Aliens</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-rfoADAid-rk/Tm6ZslWIy_I/AAAAAAAAEcQ/kiRlIQZTYQw/s1600/cowboys-e-aliens1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-rfoADAid-rk/Tm6ZslWIy_I/AAAAAAAAEcQ/kiRlIQZTYQw/s320/cowboys-e-aliens1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tatiana Babadobulos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cowboys &amp;amp; Aliens. Estados Unidos e Índia, 2011. Direção: Jon Favreau. Roteiro: Roberto Orci&lt;span&gt;&lt;/span&gt;. Com: Daniel Craig, Harrison Ford, Olivia Wild. 118 minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com produção executiva de Steven Spielberg (além de ou­tros nomes), "Cowboys &amp;amp; Aliens"&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; faz uma verdadeira  mistura. E o espectador leva aquilo o que foi prometido: uma bata­lha  entre foras­teiros do Velho Oes­te americano e ETs com armas  superpontetes que invadem a Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época em que as coisas ­era­m feitas à base da pistola e sobre o  lombo do cavalo, em um ambiente inóspito, Jake (Daniel Craig) é um  forasteiro que parece ter caído de para-quedas na ci­dade de Absolution.  Porém, quando começa a encontrar outras pessoas da cidade, se dá conta  que perdeu tudo, inclusive a sua memória. E a única coisa que possui é  um bracelete no pulso que até tenta tirar, mas parece impossí­vel. O seu  passado, porém, vai voltando em forma de flashback e contando a  história e como foi parar ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas que vai enfrentar, no entanto, não se resumem aos outros  fora-da-lei que saqueiam a cidade, destroem o bar etc., mas  alienígenas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para  ajudá-lo, chega a também fo­­ras­teira Ella (Olivia Wilde, de “72  Hotas”), que tem um papel intri­gan­te, principalmente por conta do  mistério que envolve a sua perso­nagem. E, como Jake não se lembra de  nada, não faz ideia se a conhece ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel Craig, que viveu recentemente James Bond em “007 Cassino Royale”,  por exem­plo, se inspirou em longas de fa­roeste, como os de John  Wayne, para formar seu perso­nagem. A sequência do início, para se ter  uma ideia, não tem um diálogo sequer. Apenas forasteiros que atacam  Jake, mas acabam levando uma coça. Ao seu lado está Harrison Ford, que  ficou bastante conhecido por ter vivido Indiana Jones no cinema. Aqui,  ele faz o coronel Woodrow Dolarhyde, que tenta solucionar os problemas  das invasões, mas parece não ter voz em sua própria cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a índios apaches e cowboys, os alienígenas (figuras  estranhas, feitas a partir de uma mistura de inseto, anfíbio e criatura  do mar) se misturam e são tratados como demônios pelos mora­dores da  cidade. E um dos gran­des erros do longa-metragem, baseado na HQ de  Scott Mitchell Rosenberg, e com roteiro de Mark Fergus e Hawk Ostby (que  trabalharam juntos em “Homem de Ferro”),  é não explicar o que está acontecendo, principalmente porque o roteiro  não faz questão de privilegiar a história dos personagens, de modo que o  espectador não se envolve com a trama, tampouco torce para um,  especificamente, fazendo com que a fita seja cansativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cenas de ação não motivam nem convencem. Quando os aliens atacam o  vilarejo, só há morte e destruição, já que utlizam armas de destruição  em massa. Lá pelas tantas, o espectador descobre que os aliens estão em  busca&amp;nbsp; do ouro. Alguma relação com os europeus quando chegaram para  colonizar a América?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com direção de Jon Favreau (“Homem de Ferro” e “Homem de Ferro 2”), &lt;strong style="font-weight: normal;"&gt;“Cowboys &amp;amp; Aliens”&lt;/strong&gt;  não tem uma história cativante, principalmente porque muita coisa  parece falsa, ainda que as inovações tecnológicas sejam importantes na  concepção dos efeitos especiais necessários para o desenvolvimento dos  aliens. Ao final, as cenas de des­trui­ção tomam conta da tela gran­de e  o final é previsível. Mas ainda falta senso de humor e um pro­pósito. E  isso, nem Craig nem Ford podem salvar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-5252468726884496746?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/5252468726884496746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=5252468726884496746' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/5252468726884496746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/5252468726884496746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/09/cowboys-aliens.html' title='Cowboys &amp; Aliens'/><author><name>Tatiana Babadobulos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14643813334262599775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_qvZU9MOK7CE/TFye2FknHlI/AAAAAAAAEAc/-CHXa7qndC8/S220/01.jpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-rfoADAid-rk/Tm6ZslWIy_I/AAAAAAAAEcQ/kiRlIQZTYQw/s72-c/cowboys-e-aliens1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-7427724535240684113</id><published>2011-09-02T10:54:00.000-03:00</published><updated>2011-09-02T10:54:52.959-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='latino-americano'/><title type='text'>UM CONTO CHINÊS</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM CONTO CHINÊS (&lt;em&gt;Un Cuento Chino&lt;/em&gt;). Argentina, 2010. Direção e roteiro: Sebastian Borensztein. Com Ricardo Darín, Huang Sheng Huang, Muriel Santa Ana. 100 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ScUxJwkPyo0/TmDf1RCJa9I/AAAAAAAAAY8/sGxY_UvL0ZE/s1600/chino1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-ScUxJwkPyo0/TmDf1RCJa9I/AAAAAAAAAY8/sGxY_UvL0ZE/s1600/chino1.jpg" xaa="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Roberto (Ricardo Darín) é um cara solitário e amargurado, que guarda fortes e tristes lembranças de um passado recente da Argentina. Está convencido de que todo mundo é sacana e que quem puder passa a perna no outro. Ele tem uma loja de ferragens e constata que a humanidade não merece mesmo crédito, numa cena bem bolada do filme. Vê-se Roberto contando pregos, um a um, até chegar a 323 e a verificação de que na caixa do produto havia a informação de 350 pregos. Telefona furioso ao fornecedor, que pergunta, perplexo: Mas o senhor contou os pregos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roberto coleciona notícias estranhas, terríveis, de todo o mundo, que comprovam sua tese de que a humanidade, decididamente, não deu certo. Até notícias fantásticas que acabam em tragédia lhe interessam, como uma vaca que caiu do céu, na China, a primeira cena mostrada no filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso, apresentado no começo da fita, mostra com quem estamos lidando. Mas a obsessividade do personagem é mostrada em outra cena cinematograficamente interessante. Ele dorme pontualmente às 23:00 h, todos os dias, ele já está na cama, mas só apaga a luz quando o relógio digital marca 23:00. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é esse personagem que enfrentará uma situação curiosa: um chinês de 25 anos, de nome Jun (Huang Sheng Huang) é roubado e arremessado de um táxi em Buenos Aires, na cara de Roberto. O que fazer com um chinês desamparado e perdido, que não tem dinheiro e não fala uma palavra de espanhol? Deixá-lo às traças, na rua? É crueldade demais, até para o obsessivo e desconfiado Roberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobrir com muito custo que o chinês busca um tio que mora na cidade será que resolve alguma coisa? Claro, pode-se recorrer à polícia, à embaixada chinesa, ir ao bairro chinês em busca de ajuda e até encontrar um entregador de restaurante de comida chinesa, que fale a língua. Mas que é uma complicação dos diabos, que mexe com a vida de alguém tão solitário e regrado, não há a menor dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir dessa situação cômico-trágica, “Um Conto Chinês” apresenta uma trama bem amarrada, o que supõe um roteiro cuidadosamente construído, em que os poucos diálogos , a mímica e as expressões faciais se destacam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desempenho dos atores para criar o clima de estranhamento no relacionamento conta muito. O talentoso e onipresente no cinema argentino Ricardo Darín, como sempre, tem uma atuação magnífica. Huang Sheng Huang comove na criação de um tipo tão vulnerável e, ao mesmo tempo, afável, resignado, colaborador. O inusitado desse convívio mantém a atenção do filme, do início ao fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Ap2d1AvCT7E/TmDgF3d4bDI/AAAAAAAAAZA/CSvweWyHecs/s1600/chino2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="135" src="http://4.bp.blogspot.com/-Ap2d1AvCT7E/TmDgF3d4bDI/AAAAAAAAAZA/CSvweWyHecs/s320/chino2.jpg" width="320" xaa="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Há uma trama paralela, a de uma parente de um vizinho, atraente e sedutora, vivida por Muriel Santa Ana, que dá em cima de Roberto, sem muito sucesso. E acaba se interessando também por conviver com o chinês, levando-o a passear e experimentar comidas típicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação é toda tão estranha que só poderia, mesmo, ser objeto de uma comédia. Mas aqui é tudo muito sutil, só se produzem sorrisos, não gargalhadas, e isso se faz com delicadeza e inteligência, sem apelar para nenhum dos recursos grosseiros, tão comuns nas comédias usuais da atualidade. E o que é melhor: sem clichês ou preconceitos, o que seria uma solução fácil para o caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estereótipos aparecem na história, é para mostrá-los criticamente ou para apontar que eles resultam do desconhecimento ou da ignorância de certas coisas. Isso vale também para a descrença absoluta do personagem principal na humanidade. Quando a gente pensa que sabe tudo, descobre que, na verdade, pouco entende das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é quase de praxe, o filme informa que se baseou numa história real. É tudo tão plausível, que dá para acreditar. Mas, não importa: tenha acontecido ou não, dessa forma ou parecido com isso, a história é ótima e merecia virar filme. Se for fruto exclusivo da imaginação de alguém, mais criativo fica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que sei é que Sebastian Borensztein, diretor e roteirista de “Um Conto Chinês”, mostrou grande competência nesse trabalho. A divulgação da Paris Filmes informa que mais de um milhão de pessoas viram o filme nos cinemas argentinos. Sucesso merecido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-7427724535240684113?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/7427724535240684113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=7427724535240684113' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/7427724535240684113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/7427724535240684113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/09/um-conto-chines.html' title='UM CONTO CHINÊS'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ScUxJwkPyo0/TmDf1RCJa9I/AAAAAAAAAY8/sGxY_UvL0ZE/s72-c/chino1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-8693496784729805356</id><published>2011-09-01T11:27:00.002-03:00</published><updated>2011-09-01T11:49:44.407-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><title type='text'>APOLLO 18</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;APOLLO 18 (&lt;em&gt;Apollo 18&lt;/em&gt;). Estados Unidos, 2010. Direção: Gonzalo López-Gallego. 90 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-W2oZ1ZT6RjM/Tl-bRldYsbI/AAAAAAAAAY4/f8q5wHzHwA0/s1600/apollo+18+2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-W2oZ1ZT6RjM/Tl-bRldYsbI/AAAAAAAAAY4/f8q5wHzHwA0/s1600/apollo+18+2.jpg" xaa="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;As missões espaciais norte-americanas &lt;em&gt;Apollo&lt;/em&gt; que aconteceram entre 1961 e 1972 se dedicaram a explorar a nossa lua. Até a &lt;em&gt;Apollo 7&lt;/em&gt;, as missões não eram tripuladas. A &lt;em&gt;Apollo 11&lt;/em&gt;, em 1969, realizou a grande conquista: o pouso de astronautas na lua. Um pequeno passo para um homem, um passo gigantesco para a humanidade. Não foi isso que disse o astronauta que pisou na lua? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As missões &lt;em&gt;Apollo&lt;/em&gt; prosseguiram até o número &lt;em&gt;17&lt;/em&gt;, em 1972, e então foram interrompidas, por diversas razões: corte de verba, muito já obtido, menor interesse da população americana no projeto. Portanto, não houve uma missão &lt;em&gt;Apollo 18&lt;/em&gt;. Ou melhor, a que poderia ser assim chamada seria uma missão conjunta americano-soviética &lt;em&gt;Apollo – Soyuz&lt;/em&gt;, em 1975, que não tinha objetivo de chegar à lua. Corresponderia à &lt;em&gt;Apollo 18&lt;/em&gt; e à &lt;em&gt;Soyuz 19&lt;/em&gt;. Mas a missão que aconteceria em 1973, a &lt;em&gt;Apollo 18&lt;/em&gt;, foi oficialmente cancelada. Esses são os fatos conhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme “Apollo 18” advoga outra tese: a de que a &lt;em&gt;Apollo 18&lt;/em&gt; aconteceu de forma secreta, porque algo extraordinário precisava ser pesquisado. E que haveria inúmeras gravações da missão que teriam sido descobertas e formariam a base do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançar um foguete à lua de forma secreta, sem que ninguém saiba? Como assim? Isso é possível? Se você imagina que sim, pode também pensar que algo semelhante tenha acontecido do lado soviético, na época. Ou seja, os russos também podem ter feito missões secretas, em busca desse evento extraordinário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se vai ver no filme é, então, documentário? Ou uma história totalmente inventada, apresentada com cara técnica e falhas típicas de um documentário feito no espaço? Ou, quem sabe, um misto de documentário e ficção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma história de suspense e terror? Afinal, a divulgação do filme coloca no cartaz: “Eles não estavam sozinhos” e se diz que a missão proibida &lt;em&gt;Apollo 18&lt;/em&gt; explica por que “Nunca mais voltamos para a lua”. Será que o que você está imaginando, ao ler este texto, pode ser verdade? Talvez seja divertido conferir, indo ao cinema. Divertido ou aterrorizante?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-8693496784729805356?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/8693496784729805356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=8693496784729805356' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/8693496784729805356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/8693496784729805356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/09/apollo-18.html' title='APOLLO 18'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-W2oZ1ZT6RjM/Tl-bRldYsbI/AAAAAAAAAY4/f8q5wHzHwA0/s72-c/apollo+18+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-5255442979381027097</id><published>2011-08-31T12:27:00.000-03:00</published><updated>2011-08-31T12:27:50.636-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perfil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='europeu'/><title type='text'>SUBMARINO</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SUBMARINO (&lt;em&gt;Submarino&lt;/em&gt;). Dinamarca, 2010. Direção: Thomas Vinterberg. Com Jakob Cedergren, Peter Plaugborg, Morten Rose, Patricia Schumann. 110 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SNaqzsvuJJk/Tl5SQBtPlaI/AAAAAAAAAYo/bdR-8Pj9pJ0/s1600/submarino2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-SNaqzsvuJJk/Tl5SQBtPlaI/AAAAAAAAAYo/bdR-8Pj9pJ0/s1600/submarino2.jpg" xaa="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dois irmãos ainda na infância vivem não só completamente abandonados pela mãe, permanentemente alcoolizada, como acabam tendo de cuidar do irmãozinho menor, ainda bebê. Esta situação é, por si só, insustentável. Mas algumas circunstâncias adicionais podem acabar gerando um trauma de grandes proporções, capaz de alimentar uma culpa a ser carregada por toda a vida. Daquelas culpas que a racionalidade sabe que não existem, mas a emoção não consegue apagar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida desses dois irmãos quando já adultos, mostrando suas tragédias pessoais, é o foco do filme “Submarino”, do dinamarquês Thomas Vinterberg, o diretor do elogiado “Festa de Família”, de 1998, filme que fez parte do movimento conhecido como &lt;em&gt;Dogma 95&lt;/em&gt;. Aquele movimento pregava de forma radical um jeito simples e barato de fazer cinema, como alternativa aos padrões milionários de Hollywood e de parte do cinema europeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento rendeu pouco, acabou dando em nada, mas pelo menos um grande filme restou daquela iniciativa: justamente, “Festa de Família”, de Vinterberg. Sua temática era a da sujeira familiar jogada para baixo do tapete, que explode com a revelação, em plena festa de 60 anos do patriarca, de situações de abuso sexual no seio familiar. Imperdível. Quem por acaso não assistiu, pode vê-lo em DVD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinterberg também dirigiu “Querida Wendy”, em 2005, um filme que trata da banalização do uso de armas e da violência. O diretor fez poucos filmes, mas, como se pode notar, ataca temas densos e pesados, sem medo, e procurando contribuir para um cinema reflexivo, antenado com seu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-v21r97gWDUs/Tl5SrOgp7DI/AAAAAAAAAYs/EtnBNnjKLpY/s1600/submarino.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://3.bp.blogspot.com/-v21r97gWDUs/Tl5SrOgp7DI/AAAAAAAAAYs/EtnBNnjKLpY/s320/submarino.jpg" width="320" xaa="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;“Submarino” não é diferente. Faz um retrato forte e sem retoques da dependência de álcool e outras drogas. A mãe é alcoolista, sem nenhum controle ou limite. O filho maior, Nick, segue seus passos na vida adulta, começando ainda na infância. O menor se torna dependente pesado de heroína, apesar de ter de cuidar de um filho pequeno, de 5 ou 6 anos de idade. E, ainda, experimenta o caminho do tráfico. Nick está imerso na violência, na infelicidade amorosa, na marginalidade. Cada qual vive seu trauma, sem saída. Distantes um do outro, mas podendo se encontrar ocasionalmente, na cadeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;“Submarino” não dá tregua, não alivia. Nem traz esperança. Retrata uma realidade duríssima, que vem da infância e se arrebenta no álcool, na heroína, na violência. Cruel, mas verdadeiro. Poderia, quem sabe, vislumbrar uma luz no fim do túnel, apesar de tudo. Mas esse não seria o cinema de Thomas Vinterberg, visceral e sombrio por excelência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-5255442979381027097?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/5255442979381027097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=5255442979381027097' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/5255442979381027097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/5255442979381027097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/08/submarino.html' title='SUBMARINO'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-SNaqzsvuJJk/Tl5SQBtPlaI/AAAAAAAAAYo/bdR-8Pj9pJ0/s72-c/submarino2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-858973695813248240</id><published>2011-08-27T15:10:00.004-03:00</published><updated>2011-09-22T23:57:50.827-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blockbuster'/><title type='text'>Planeta dos Macacos: A Origem</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-BiKv-xFJjnQ/TlfxK98zPHI/AAAAAAAAEb4/EwIq0nPetss/s1600/planeta02.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="179" src="http://2.bp.blogspot.com/-BiKv-xFJjnQ/TlfxK98zPHI/AAAAAAAAEb4/EwIq0nPetss/s320/planeta02.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tatiana Babadobulos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Planeta dos Macacos (Rise of the Planet of the Apes). Estados Unidos, 2011. Direção: Rupert Wyatt Roteiro: Rick Jaffa, Amanda Silver. Com: James Franco, Andy Serkis, Freida Pinto. 105 minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada de gorila ou seja lá qual espécie de macaco seja escalando o Empire State, em plena luz de Nova York. Em “Planeta dos Macacos: A Origem” (“Rise of the Planet of the Apes”)&lt;b&gt; &lt;/b&gt;eles  se multiplicam e podem ser vistos nas ruas de São Francisco e  atrapa­lhando o trânsito na Golden Gate, por exemplo, em uma das  me­lhores cenas mostradas pelo longa-metragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fita ocupou o primeiro  lugar nas bi­lheterias norte-ame­ricanas, durante dois finais de semana.  A trama tem a intenção de contar o que ocorreu antes dos fatos  mostrados em “Planeta dos Macacos”, lançado em 1968, no qual humano  chega à Terra já do­minada pelos símios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até chegarem à dominação total, a história desta estreia conta que o cientista Will Rodman (Ja­mes Franco, de “127 Horas”)  busca desenvolver um vírus que regenera tecido cerebral humano  danificado. Isso porque ele precisa encontrar a cura para o Mal de  Alzheimer, doença que seu pai, Charles (John Lithgow), sofre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TCiBuV8AjL0/TlfxJXJsh6I/AAAAAAAAEb0/eAPe99t3FLY/s1600/planeta.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-TCiBuV8AjL0/TlfxJXJsh6I/AAAAAAAAEb0/eAPe99t3FLY/s320/planeta.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de começar a fazer experiência com seres humanos, Will a faz em  macacos, suas cobaias. Porém, como eles se tornam agressivos de uma  hora para ou­tra, o projeto é cancelado e ele se vê “obrigado” a adotar o  filhote de macaco, batizado de César, que ficou sem a mãe. Para isso,  vai contar com a ajuda da primatóloga Caroline (Freida Pinto, de “Quem Quer Ser Um Mi­lionário”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de então, o espectador vai acompanhar o crescimento desse  chimpanzé e como ele se torna incrivelmente inteligente e capaz de se  comunicar. A resposta do que o tempo e o isolamento são capazes de fazer  virá depois de Will levar César ao santuário dos macacos onde ele será  maltratado, principalmente pelo admi­nistrador do local, Landon (Brian  Cox), e por seu filho, Dodge (Tom Felton, o Draco Malfoy de “Harry Potter”). E é lá que César vai desenvolver seu outro lado, ou seja, da dominação e da rebeldia, já que está perto dos seus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é sob o seu ponto de vista que seguirá o desenvolvimento do longa,  já que, além de ser inteligente, o animal tem movimentos humanos. Para o  filme, eles foram conseguidos a partir do ator Andy Serkis, que teve os  seus movimentos capturados, tal como aconteceu em “Avatar”,  de James Cameron, com a diferença de que há cenas filmadas em locações e  não apenas dentro do estúdio, tal como aconteceu no filme recorde de  bilheteria. A técnica também foi usada pelo próprio Serkis quando  interpretou o Gollum, na trilogia “Senhor dos Anéis”, e como o gorila, em “King Kong”, na versão de 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da cena que se passa na Golden Gate, outro destaque (e bastante  poética) é a sequência na qual os chimpanzés estão pulando de galho em  galho no meio da rua e as folhagens vão se me­xendo e mostrando o  movimento do alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fita traz macacos de aparência realista e emocionalmente profundos,  com sentimentos semelhantes aos dos humanos, assim como as expressões  faciais e os olhares. Tudo tão real, que não parece ser proveniente de  efeitos especiais. A técnica, aliás, é um ponto alto da fita, pois as  imagens convencem, ao contrário da versão original, na qual os  personagens principais eram toscos aparentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigido pelo inglês Rupert Wyatt (“O Escapista”), “Planeta dos Macacos: A Origem”  trata da soberba humana, que acredita que tudo pode e é melhor em tudo,  e da relação familiar, sobre pais e filhos, principalmente porque o  cientista se torna pai do chimpanzé. Um filme que merece ser visto e sua  história, refletida. De repente, encontram-se res­postas para muitos de  nossos atos impensados na ganância de que­rer fazer sempre o melhor. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-858973695813248240?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/858973695813248240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=858973695813248240' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/858973695813248240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/858973695813248240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/08/planeta-dos-macacos-origem.html' title='Planeta dos Macacos: A Origem'/><author><name>Tatiana Babadobulos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14643813334262599775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_qvZU9MOK7CE/TFye2FknHlI/AAAAAAAAEAc/-CHXa7qndC8/S220/01.jpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-BiKv-xFJjnQ/TlfxK98zPHI/AAAAAAAAEb4/EwIq0nPetss/s72-c/planeta02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-852991790689298874</id><published>2011-08-26T14:37:00.001-03:00</published><updated>2011-08-26T14:38:52.754-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='3D'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imax'/><title type='text'>HUBBLE 3D</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HUBBLE 3D (&lt;em&gt;Hubble 3D&lt;/em&gt;). Estados Unidos, 2010. Direção: Toni Myers. Documentário. 43 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ja3FwkkM9ho/TlfZtxnc4AI/AAAAAAAAAYk/wx2CwdxOOY4/s1600/hubble.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" qaa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-ja3FwkkM9ho/TlfZtxnc4AI/AAAAAAAAAYk/wx2CwdxOOY4/s320/hubble.jpg" width="217" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Hubble é o telescópio espacial que é capaz de produzir imagens de galáxias distantes, penetrar no interior de uma estrela, registrar como ela se forma e outras coisas dessa magnitude. Tê-lo no espaço é uma grande conquista para a ciência, que ganha muito em conhecimento sobre o universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre que telescópio espacial – e de grandes dimensões – também exige manutenção, ajustes, consertos, como qualquer máquina. Isso supõe uma missão espacial arriscadíssima, em que astronautas enfrentarão muitos perigos e que exigirá deles muito preparo, capacidade de lidar com o equipamento com extremo cuidado e precisão, para obter êxito, sobreviver e retornar à Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa missão é a que é mostrada no documentário, com imagens geradas do espaço pelos próprios astronautas, que também se filmam na nave se alimentando, fazendo gracinhas, saindo para o espaço, e no trabalho fazendo as conexões necessárias para manter o Hubble em forma. E a grande atração do filme são imagens colhidas pelo telescópio. Bonitas, impactantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Isso numa tela Imax e com tecnologia 3D tem sua força e seu encanto, inegavelmente. O que não significa que tenhamos diante de nós um grande filme. Muito ao contrário. É um documentário bastante convencional e bem curto. Apresentado dublado em português fica com cara de programa de TV. Seus 43 minutos comportariam até os necessários anúncios a serem enxertados na duração padrão de 60 minutos de um documentário televisivo. E é exatamente o que ele parece ser, apesar do aparato tecnológico que o cerca e da sua pretensão de abarcar o universo. Paradoxal, não é mesmo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-852991790689298874?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/852991790689298874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=852991790689298874' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/852991790689298874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/852991790689298874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/08/hubble-3d.html' title='HUBBLE 3D'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ja3FwkkM9ho/TlfZtxnc4AI/AAAAAAAAAYk/wx2CwdxOOY4/s72-c/hubble.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-390544331302168058</id><published>2011-08-24T14:30:00.001-03:00</published><updated>2011-08-24T15:05:43.461-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festival'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='europeu'/><title type='text'>UM SONHO DE AMOR</title><content type='html'>&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;UM SONHO DE AMOR (&lt;em&gt;Io sono l’amore&lt;/em&gt;). Itália, 2009.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Direção: Luca Guadagnino.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Com Tilda Swinton, Flavio Parenti, Edoardo Gabbrielini, Pilpo Delbono.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;120 min.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-PcZljOhFL-8/TlU0_lbEs2I/AAAAAAAAAYc/RHsoemTb4GU/s1600/sonho+de+amor.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" qaa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-PcZljOhFL-8/TlU0_lbEs2I/AAAAAAAAAYc/RHsoemTb4GU/s1600/sonho+de+amor.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;“Um Sonho de Amor” é um trabalho cinematográfico que merece atenção.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Um filme que sabe como apresentar relacionamentos delicados, ambíguos e também intensos, com cuidado, no tempo certo, com belas imagens e locações magníficas.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Com um elenco que soube valorizar a sutileza e o sofrimento de cada personagem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A construção da situação dramática vai compondo um painel que revelará, pouco a pouco, como se dão as relações entre as pessos que compõem uma poderosa família de Milão, dona de uma tradicional fábrica de tecidos.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;As amizades que surgem, os desejos que se mostram, as relações amorosas que aparecem, os planos matrimoniais que se estabelecem e como tudo isso estará vinculado o tempo todo à gastronomia é um dos eixos centrais do filme.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Que também está atento ao mundo globalizado, aquele que transforma produção em jogo financeiro e multiplica artificialmente riquezas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A trama não se dá a conhecer de forma imediata.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O que se insinua não se realiza e o que não se espera irrompe, surpreendendo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O filme explora bem o subentendido.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Assistir à película sem saber a sua história pode ser a melhor maneira de apreciá-la.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Desvendar o que se insinua, tentar entender o que pode estar acontecendo, os caminhos sinuosos do desejo, intuir as possibilidades que se abrem: este é um jogo fascinante, em que o espectador pode entrar, se evitar ler as sinopses divulgadas sobre o filme.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Elas contam o que não pode ser contado &lt;em&gt;a priori,&lt;/em&gt; esvaziando o que o filme tem de melhor.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Felizmente, não as li antes de assisti-lo, elas teriam estragado o meu prazer.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GIMoUDz8Cjc/TlU1KNcujmI/AAAAAAAAAYg/rMEiqKxoLg0/s1600/sonho+de+amor2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" qaa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-GIMoUDz8Cjc/TlU1KNcujmI/AAAAAAAAAYg/rMEiqKxoLg0/s1600/sonho+de+amor2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Vale a pena observar o trabalho da direção de arte, na construção do ambiente elegante, requintado e cheio de detalhes que compõe a vida da família milanesa.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Remete à influência de Visconti, o mestre do cinema italiano, insuperável nesse quesito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A atriz inglesa Tilda Swinton, no papel de Emma, ganha destaque, representando o ramo russo dessa família italiana.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A atriz está também entre os produtores do filme e tem tido várias parcerias de trabalho com o diretor Luca Guadagnino, nos últimos sete anos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;“Um Sonho de Amor” foi indicado ao Oscar de figurino, que é realmente notável, e indicado a melhor filme estrangeiro, no Globo de Ouro e no Bafta britânico.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Também foi exibido nos festivais de Toronto e Veneza.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-390544331302168058?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/390544331302168058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=390544331302168058' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/390544331302168058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/390544331302168058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/08/um-sonho-de-amor.html' title='UM SONHO DE AMOR'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-PcZljOhFL-8/TlU0_lbEs2I/AAAAAAAAAYc/RHsoemTb4GU/s72-c/sonho+de+amor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-2491702208268105240</id><published>2011-08-22T12:13:00.001-03:00</published><updated>2011-09-22T23:57:55.600-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nacional'/><title type='text'>Onde Está a Felicidade?</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-UI2rwVqjheE/TlJwZ-T8VgI/AAAAAAAAEbc/eXC5cDf34gQ/s1600/onde-esta-a-felicidade-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-UI2rwVqjheE/TlJwZ-T8VgI/AAAAAAAAEbc/eXC5cDf34gQ/s320/onde-esta-a-felicidade-1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tatiana Babadobulos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde Está a Felicidade? Brasil e Espanha, 2011. Direção: Carlos Alberto Riccelli Roteiro: Bruna Lombardi Com: Bruna Lombardi, Marcello Airoldi, Bruno Garcia, Maria Pujalte, Marta Larralde. 110 minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu realmente quisesse encontrar a felicidade assistindo ao novo  filme dirigido por Carlos Alberto Riccelli e escrito por sua esposa (e  também protagonista), Bruna Lombardi, teria me lascado. Isso porque a  resposta que encontrei vendo &lt;b style="font-weight: normal;"&gt;"Onde Está a Felicidade?"&lt;/b&gt;, caro leitor, é em lugar nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na trama, Bruna, belíssima como sempre, é Teodora, apresentadora de  programa de culinária na televisão (à la Ana Maria Braga, com direito à  mensagem de conforto) especializado em receitas afrodisíacas. Porém,  depois de um problema em seu casamento com o comentarista de futebol  (também na TV, mas em outro canal), vivido por Bruno Garcia, ela  resolve, ao lado do diretor (Marcello Airoldi) e a sobrinha da maquiadora  (Maria Pujalte), a espanhola Milena (Marta Larralde), sair de São  Paulo, onde vive, e voar até a Espanha, a fim de percorrer o caminho dos  peregrinos em Santiago de Compostela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio de toda a confusão e desilusão amorosa (e no estilo das  persoangens criadas pelo diretor espanhol Pedro Almodóvar -- embora com  muita parcimônia nesta comparação, principalmente pelas cores  utilizadas), a protagonista vai viver momentos engraçados, outros nem  tanto, na busca contínua por essa tal felicidade. Airoldi, aliás,  participa da maior parte das cenas engraçadas, principalmente quando  resolve falar espanhol, ou melhor, um portunhol bastante tosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-iH8tJqJJZG8/TlJwdfXvqyI/AAAAAAAAEbk/aFVLKj1dptg/s1600/onde-esta-a-felicidade02.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="241" src="http://1.bp.blogspot.com/-iH8tJqJJZG8/TlJwdfXvqyI/AAAAAAAAEbk/aFVLKj1dptg/s320/onde-esta-a-felicidade02.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O marido, que trabalha em um programa de mesa redonda, aproveita  para, ao lado dos colegas, discutir o relacionamento, e o filme também  faz uma sátira ao formato desses programas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O longa-metragem, cuja produção é uma parceria entre Brasil e  Espanha, venceu o Festival de Paulínia e foi bastante aplaudido pelo  público, fato que pode mostrar algum interesse por parte da plateia a  este filme, o terceiro de Riccelli e a sua primeira comédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desfecho, que se passa no Piauí, é desnecessário e poderia ser um ótimo motivo para encurtar o longa em 10 minutos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas piadas são bem pertinentes, outras de mau gosto,  principalmente quando envolvem as genitálias masculinas. Outro aspecto  que marca o cinema brasileiro é a inclusão de muito palavrão e que,  muitas vezes, é desnecessário. Não estou aqui defendendo o puritanismo,  mas há ocasiões em que a elegância poderia permanecer e valorizar o bom  texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;"Onde Está a Felicidade?"&lt;/b&gt; não oferece respostas e a única pergunta que  pode surgir ao espectador é: a que horas vai terminar a sessão?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-2491702208268105240?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/2491702208268105240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=2491702208268105240' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/2491702208268105240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/2491702208268105240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/08/onde-esta-felicidade.html' title='Onde Está a Felicidade?'/><author><name>Tatiana Babadobulos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14643813334262599775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_qvZU9MOK7CE/TFye2FknHlI/AAAAAAAAEAc/-CHXa7qndC8/S220/01.jpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-UI2rwVqjheE/TlJwZ-T8VgI/AAAAAAAAEbc/eXC5cDf34gQ/s72-c/onde-esta-a-felicidade-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-8854998048017863071</id><published>2011-08-19T15:05:00.001-03:00</published><updated>2011-08-19T15:12:22.009-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nacional'/><title type='text'>A ALEGRIA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ALEGRIA. Brasil, 2010. Direção: Felipe Bragança e Marina Meliande. Roteiro de Felipe Bragança. Com Tainá Medina, Júnior Moura, César Cardadeiro, Flora Dias, Rikle Miranda, Mariana Lima, Márcio Vito, Maria Gladys. 100 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-mwqN0kOBuEo/Tk6lvTQFOoI/AAAAAAAAAYY/_VEKFQ1r97E/s1600/alegria.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="171" qaa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-mwqN0kOBuEo/Tk6lvTQFOoI/AAAAAAAAAYY/_VEKFQ1r97E/s320/alegria.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“A Alegria” tem como protagonista a adolescente carioca Luísa (Tainá Medina), de 16 anos, às voltas com o que fazer, no que acreditar, em meio ao caos urbano e a mata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu primo misterioso, vivido por Júnior Moura, escapou de um massacre e levou um tiro no pé. Desde então vive escondido no apartamento onde Luísa mora com a mãe, que está ausente por uma temporada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luísa se relaciona com um grupo de adolescentes, vividos por Flora Dias, Rikle Miranda e César Cardadeiro, que estão nas mesmas circunstâncias erráticas e tentam encontrar sua própria política: se opor (a quê, mesmo?). No fim das contas, a política que resta é a da alegria, na falta de outra, e considerando o momento de vida dos jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luísa é a líder do grupo: a mais ativa e angustiada deles. Seus movimentos surpreendem os outros três adolescentes, que parecem sempre estar a reboque. E ela parece não se encontrar ou não saber bem para onde ir. Mas ela é proativa e busca algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A narrativa envereda pela alegoria, com fantasias, máscaras e espíritos do mar, por exemplo, deixando de lado o realismo e indo em busca da linguagem poética. E se valendo da própria poesia – escrita ou falada – ao longo do filme, para pontuar a narrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A intenção é muito boa, o resultado deixa um pouco a desejar. Fica tudo um tanto incompreensível, embora curioso. Para isso contribui o fato de que muitas falas se perdem, devido a problemas com o som. Falas em &lt;em&gt;off&lt;/em&gt; ou sob máscaras, em muitos momentos, não se entendem. E como tudo é um tanto simbólico ou alegórico, fica mais complicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A busca de um cinema poético, alegórico, em meio a tantas obviedades que têm assolado o cinema brasileiro atual, é muito interessante e desejável. É uma alternativa que pode vir a render muitos frutos e contribuir para diversificar a oferta do produto cinematográfico nacional. E tem público para isso, também. Mas será preciso superar algumas deficiências e dispensar o hermetismo. Não é preciso abusar do enigmático. Um pouco mais de simplicidade e clareza pode contribuir muito em projetos desse tipo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-8854998048017863071?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/8854998048017863071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=8854998048017863071' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/8854998048017863071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/8854998048017863071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/08/alegria.html' title='A ALEGRIA'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-mwqN0kOBuEo/Tk6lvTQFOoI/AAAAAAAAAYY/_VEKFQ1r97E/s72-c/alegria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-671175952508540465</id><published>2011-08-16T18:54:00.000-03:00</published><updated>2011-08-16T18:54:17.972-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='europeu'/><title type='text'>TUDO FICARÁ BEM</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TUDO FICARÁ BEM (&lt;em&gt;Everything will be fine&lt;/em&gt;). Dinamarca, 2010. Direção e roteiro: Christopher Boe. Com Jens Albinus, Marijana Jankovic, Igor Radosavljevic, Sören Malling. 90 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-cQcQwTngh2I/Tkrm5rG5gyI/AAAAAAAAAYU/0w_qaI5RuyI/s1600/tudo+ficar%25C3%25A1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" naa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-cQcQwTngh2I/Tkrm5rG5gyI/AAAAAAAAAYU/0w_qaI5RuyI/s1600/tudo+ficar%25C3%25A1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O protagonista do suspense dinamarquês “Tudo Ficará Bem” é o roteirista Jacob Falk (Jens Albinus), que tem um prazo para entregar sua história para um filme prestes a ser rodado. Vive atrasado e sendo cobrado pelo produtor. Enquanto isso, providencia os papéis para a adoção de um filho, algo acalentado por ele e pela mulher há algum tempo. Cabe a ele garantir a autenticidade da documentação, para que não haja atraso, já que a criança foi escolhida e está à espera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que um acidente o coloca com uma questão explosiva na mão: a descoberta de fotos comprometedoras que, supostamente, revelariam tortura envolvendo soldados dinamarqueses na guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme envereda pelas três linhas: o trabalho, a adoção e as fotos, armando uma trama confusa, de tal modo que o espectador nunca sabe direito o que está acontecendo, o que será real ou imaginário, o que é suposição e o que é fato. Tudo está por ser investigado e compreendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor se utiliza de uma luz estourada com frequência, quando reflexos externos, sol, luminárias, faróis de carro e outras fontes de luz branca, entram em cena. O espectador é que parece estar sendo investigado, com uma luz forte a lhe atrapalhar a visão. Isso combina bem com a intenção do filme de deixar tudo nebuloso até o fim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário de Hitchcock, que fazia da plateia de cinema sua cúmplice enquanto os personagens se debatiam dentro da história, aqui é a plateia que estará sempre à deriva. O resultado não é dos melhores, o filme incomoda e cansa, nessa tentativa de não ser apreendido e segurar o suspense durante uma hora e meia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma produção bem cuidada, com sequências atraentes, soluções visuais interessantes, como as miniaturas que reproduzem ambientes, e um bom elenco. Mas, com o caminho adotado pelo diretor, tudo isso acaba se perdendo nessa narrativa propositadamente confusa, que exclui o espectador, distanciando-o do filme. Teria sido mais interessante procurar seguir o estilo Hitchcock. Ou será que o cineasta quis tentar uma experiência do tipo: fazer tudo ao contrário, para ver se dá certo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-671175952508540465?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/671175952508540465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=671175952508540465' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/671175952508540465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/671175952508540465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/08/tudo-ficara-bem.html' title='TUDO FICARÁ BEM'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-cQcQwTngh2I/Tkrm5rG5gyI/AAAAAAAAAYU/0w_qaI5RuyI/s72-c/tudo+ficar%25C3%25A1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-6738567318511520225</id><published>2011-08-15T12:37:00.002-03:00</published><updated>2011-09-22T23:58:01.671-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><title type='text'>Super 8</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-YEQCKq_xr_I/Tkk816htiII/AAAAAAAAEbI/GfkJMoLpD_c/s1600/super-8-02.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-YEQCKq_xr_I/Tkk816htiII/AAAAAAAAEbI/GfkJMoLpD_c/s320/super-8-02.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tatiana Babadobulos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Super 8. Estados Unidos, 2011. Direção e roteiro: J.J. Abrams. Com: Elle Fanning, Amanda Michalka e Kyle Chandler. 112 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É&amp;nbsp; praticamente automático falar de filme sobre ETs e associá-los à  Steven Spielberg. Nos anos 1980, ele mostrou ao mundo a história de “ET –  O Extraterrestre” e, de lá pra cá, produziu muitas outras tramas sobre o  mesmo assunto, como “MIB – Homens de Preto”, “Guerra dos Mundos” e  outros. Desta vez, ele produz &lt;b style="font-weight: normal;"&gt;“Super 8”&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O longa-metragem, dirigido e escrito por J.J. Abrams (diretor de “Star Trek”,  roteirista de “Armageddon” e produtor de “Cloverfield – Monstro”, além  do seriado “Lost” – e muitos outros), conta a história sobre um grupo de  amigos da pequena Lillian, localizada em Ohio, nos Estados Unidos, que  resolve fazer um filme de zumbis com uma câmera Super 8, logo depois do  acidente ocorrido na siderúrgica da cida­de, que deixou muitos mortos e  pessoas perturbadas por terem perdido entes queridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira cena em que os garotos filmam, presenciam uma terrível  batida de trem, pontapé inicial para desencadear desaparecimentos  estranhos e eventos inexpli­cáveis. E é justamente para contar sobre  esses acontecimentos que a fita se desenrola – e não apenas por conta do  curta-metragem dos alunos da escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem escreve e dirige o tal filme de zumbis é Charles (o estreante  Riley Griffiths), uma espécie de alter ego de J.J. Abrams, já que,  quando tinha apenas oito anos de idade, começou a brincar com uma Super 8  e fazer filmes caseiros sobre persegui­ções, batalhas e monstros. E,  naquela época, o renomado diretor participou de um festival de Super 8,  exatamente como acontece no filme. A história que ele conta na tela,  portanto, não é totalmente invenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lado de Charles está o maquiador Joe Lamb (Joel Courtney, também  em sua estreia no cinema), filho do policial Jackson Lamb (Kyle  Chandler), que vai tentar desvendar o mistério que ronda a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-npRzpRDWX2I/Tkk81JuOXcI/AAAAAAAAEbE/sGylulGi-QE/s1600/super-8.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-npRzpRDWX2I/Tkk81JuOXcI/AAAAAAAAEbE/sGylulGi-QE/s320/super-8.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para escolher quem faria o papel da mocinha, os garotos uniram, digamos,  “a fome com a vontade de comer”. Convidaram a garota mais bonita da  escola, Alice (Elle Fanning, de “Um Lugar&amp;nbsp; Qualquer”),  como um modo de se aproximar dela, mas também porque ela era corajosa, a  ponto de roubar o carro do pai (Ron Eldard), já que sua mãe se mandou e  ele vive bebendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de ser um filme dentro de um filme, ou seja, uma perfeita  metalinguagem, a ação toda se desenrola principalmente por conta do  mistério para descobrir o que está por trás do acidente do trem (cuja  cena é espetacular). A fita mostra que o garoto, após perder a mãe em um  trágico acidente, não pode contar com o pai, que é policial e vive fora  de casa. Portanto, acaba se enfiando na casa do amigo, já que sua  família o apoia e entende a perda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J.J. Abrams prova que realmente inventou a máquina de voltar no  tempo. Desta vez, o espectador viaja diretamente para os anos 1980 (não  apenas no que diz respeito às locações e ao figurino, mas também na  forma) e pode ser capaz de deixar o iPod de lado e procurar o velho  walkman guardado no fundo do armário só porque na tela isso parece cult.  É verdade que, no meio desse déjà vu, é visível a mão de Spielberg,  como a cena do trem (para citar a mais espetacular de todas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo em meio à destrui­ção, bandidagem e corporativismo por parte da  polícia do exército, há o lado poético, como a fase da adolescência na  qual os garotos estão passando, com todas as transformações desta época,  o pri­meiro amor etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;“Super 8” &lt;/b&gt;é um filme para ser levado a sério por conta da sua produção, mas que contém muitas cenas para pura diversão. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-6738567318511520225?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/6738567318511520225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=6738567318511520225' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/6738567318511520225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/6738567318511520225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/08/super-8.html' title='Super 8'/><author><name>Tatiana Babadobulos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14643813334262599775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_qvZU9MOK7CE/TFye2FknHlI/AAAAAAAAEAc/-CHXa7qndC8/S220/01.jpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-YEQCKq_xr_I/Tkk816htiII/AAAAAAAAEbI/GfkJMoLpD_c/s72-c/super-8-02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-379468813886741628</id><published>2011-08-12T15:53:00.001-03:00</published><updated>2011-08-12T15:54:56.235-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festival'/><title type='text'>A ÁRVORE DA VIDA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ÁRVORE DA VIDA (&lt;em&gt;The tree of life&lt;/em&gt;). Estados Unidos, 2011. Direção: Terence Malick. Com Brad Pitt, Sean Penn, Jessica Chastain, Joanna Going. 138 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8OSn2c-8U3o/TkV0ROxnJ7I/AAAAAAAAAYE/p5XuxqqDcIY/s1600/%25C3%25A1rvoredavida+001.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" naa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-8OSn2c-8U3o/TkV0ROxnJ7I/AAAAAAAAAYE/p5XuxqqDcIY/s320/%25C3%25A1rvoredavida+001.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Cinema é, essencialmente, imagem. Partindo dessa ideia, “A Árvore da Vida” é um filmão, que merece ser visto com toda a atenção. Os enquadramentos de imagem são perfeitos, os espaços, bem trabalhados, os ângulos de filmagem, muitas vezes inovadores, há uma profusão de formas e cores.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Formas abstratas de cores intensas e contrastantes em movimento se alternam com modos pouco convencionais de mostrar a água do mar, das cachoeiras, da chuva. Movimentos dourados sugerem explosões solares. A natureza se transforma, até dinossauros aparecem e, numa cena, uma personagem levita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é um mero exercício formal. Terence Malick pretende tratar da origem do universo, da terra, da vida, e suas transformações até o momento presente. É do Cosmos e de Deus que se trata. Esse é o contexto maior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há o contexto doméstico, o de uma família norte-americana bastante comum, seus relacionamentos, o modo como vive e os conflitos que se estabelecem. Em especial, o conflito entre o pai (Brad Pitt) e um de seus filhos, aquele que no presente é vivido por Sean Penn, que rememora sua infância, sua mãe e irmãos e os problemas com o pai.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há nada de tão especial nesse pai exigente, rigoroso e inflexível, que gera um ódio ressentido, principalmente no filho maior. Ele tem uma relação fortemente afetiva com os filhos, o que inclui acolhimento e agressividade. Pelo poder paterno, ele oprime. A mãe (Jessica Chastain) é, como se poderia esperar, muito mais acolhedora e procura compensar os exageros do pai. Mas uma morte veio desestabilizar a vida e os sentimentos deles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-YG4JHf7HArA/TkV2V3D9IyI/AAAAAAAAAYQ/qK5w-tCTHBk/s1600/%25C3%25A1rvoredavida+002.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" naa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-YG4JHf7HArA/TkV2V3D9IyI/AAAAAAAAAYQ/qK5w-tCTHBk/s200/%25C3%25A1rvoredavida+002.jpg" width="133" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso tudo também é muito bem mostrado em cenas rápidas, que vão revelando, pouco a pouco, o clima em que se vive. A história da família O’Brien, no entanto, não se distingue muito da história de muitas outras famílias de classe média, em pequenas cidades dos Estados Unidos, algumas décadas atrás. Ou, mesmo, no momento presente. E mesmo que não fossem norte-americanas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que tem a ver isso com as pretensões cósmicas que contextualizam a história dessa família? Fica a pergunta. A relação que aparece no filme é a dos personagens com Deus, quando, como qualquer mortal, eles buscam entender os desígnios divinos. Ou desejam que Deus interfira no sofrimento que estão vivendo naquele momento. Ou, ainda, quando se apartam de Deus. Aí entram também o amor e o perdão. Busca-se, como sempre, o sentido da vida, sua dimensão cósmica.&amp;nbsp;É claro que isso implica reflexão sobre valores religiosos, misticismo e coisas relacionadas. Para alguns, isso pode representar uma viagem ao interior da alma, enquanto, para outros, não passará de um belo produto artístico a serviço de uma causa ou de uma preocupação que não lhes interessa especialmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto mais ampla é a conexão que se estabelece entre o cotidiano e o cosmos, menos ela dá conta dos elementos históricos, socioculturais, econômicos e políticos, que estão inevitavelmente integrados à existência de todos. Falta a contextualização concreta, que é onde todo mundo está. Entre Deus, o Big Bang e o cotidiano familiar de uma pequena cidade norte-americana, há muitas instâncias e mediações para que se possam integrar essas coisas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-gP6vgyKSmEc/TkV1z5ZBtSI/AAAAAAAAAYM/xCAwwV63pfM/s1600/arvoredavida.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" naa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-gP6vgyKSmEc/TkV1z5ZBtSI/AAAAAAAAAYM/xCAwwV63pfM/s320/arvoredavida.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;E não vale a pena cair na discussão de se saber se Deus existe ou não, ou questionar as opções religiosas ou a falta delas, em cada pessoa. Melhor é usufruir da beleza plástica que o filme tem e cada um interpretará essas conexões como melhor lhe aprouver.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A Árvore da Vida” venceu a Palma de Ouro do Festival de Cannes de 2011.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-379468813886741628?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/379468813886741628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=379468813886741628' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/379468813886741628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/379468813886741628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/08/arvore-da-vida.html' title='A ÁRVORE DA VIDA'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-8OSn2c-8U3o/TkV0ROxnJ7I/AAAAAAAAAYE/p5XuxqqDcIY/s72-c/%25C3%25A1rvoredavida+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-7647137339225759472</id><published>2011-08-10T19:23:00.001-03:00</published><updated>2012-01-23T20:59:04.904-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festival'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='europeu'/><title type='text'>MELANCOLIA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MELANCOLIA (&lt;em&gt;Melancholia&lt;/em&gt;). Dinamarca, 2011. Direção: Lars Von Trier. Com Kristen Dunst, Charlotte Gainsbourg, Alexander Skarsgard, Kiefer Sutherland, Charlotte Rampling, John Hurt. 136 min.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-yOsTKjzoxys/TkMEVWwfJFI/AAAAAAAAAX8/OJpyZz-eSxw/s1600/melancolia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="199" naa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-yOsTKjzoxys/TkMEVWwfJFI/AAAAAAAAAX8/OJpyZz-eSxw/s320/melancolia.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Melancolia é tristeza, um estado de espírito que diz respeito à condição humana ou às vicissitudes da vida às quais estamos sempre sujeitos. Também pode ser encarada como uma doença, no caso, a depressão, mal recorrente dos nossos tempos. Tempos medicalizados que elencam patologias e cada vez mais buscam respostas farmacológicas, soluções químicas para um mundo que tem pressa, muito pressa.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filme de Lars Von Trier se denomina &lt;em&gt;melancolia&lt;/em&gt;, não &lt;em&gt;depressão&lt;/em&gt;, e nos remete mais ao estado de espírito do que à doença. Estado de espírito incapaz de usufruir de momentos de prazer, de contatos afetivos genuínos, ainda que possam estar pautados por expectativas sociais. Incapaz de usufruir daqueles momentos fugazes e fugidios, em que a felicidade parece existir. Insatisfação, estranhamento, incômodo de viver, destrutividade e autodestrutividade. Isso tudo é o que se pode ver, com todas as letras, no comportamento de Justine (Kristen Dunst) em seu suntuoso e atormentado casamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para o cineasta, &lt;em&gt;Melancolia&lt;/em&gt; é também o nome de um planeta, que corre o risco de se chocar com a Terra e pôr fim à nossa existência. Uma ameaça a todos, o que torna a questão da melancolia não só um estado de espírito individual, que pode refletir seu tempo, mas um determinante coletivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-CPKKzAlYLw0/TkMErKB94hI/AAAAAAAAAYA/RG-V0Aber2Q/s1600/melancolia2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" naa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-CPKKzAlYLw0/TkMErKB94hI/AAAAAAAAAYA/RG-V0Aber2Q/s1600/melancolia2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A irmã de Justine, Claire (Charlotte Gainsbourg) não suporta viver com a angústia da possibilidade dessa finitude total e exala uma ansiedade que não envolve nem comove Justine. Enquanto Claire pensa no que fazer se o momento fatal viver a ocorrer, Justine fica indiferente, como se aquilo simplesmente fosse a ordem natural das coisas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem procura ter controle racional sobre as coisas, tenta o caminho da objetividade científica, que pode desembocar no suicídio, ou seja, na tentativa desesperada de continuar no controle.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em duas partes distintas e complementares, Lars Von Trier constrói um filme de grande beleza plástica, em que dramaticidade e alheamento se alternam, para tratar, de forma pessimista, de dimensões pessoais e planetárias que estão à deriva. Se vale da intensidade e da força da música de Wagner para acentuar certos momentos dramáticos. Mas a dimensão de possíveis tragédias não aparece de forma intensa na atuação dos personagens. Bem ao contrário, as emoções são contidas, as demonstrações de raiva, escárnio, ansiedade, medo e desespero, parecem encontrar uma espécie de barreira (social? cósmica?) que as impede de se exprimir mais amplamente. Tudo está claro, mas nada se mostra como tal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O prólogo do filme reúne algumas das mais belas imagens e enquadramentos espetaculares, antecipando o que virá. Mas, ao contrário de “Anticristo”, que começou esplendoroso, mas se perdeu na grosseria do terror repulsivo, aqui ele mantém o pulso e o bom gosto até o fim. E se sai muito melhor no suspense, que se mantém ao longo de toda a fita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma espectadora da sessão em que assisti a “Melancolia” comentava no elevador com uma amiga: “Eu queria ir embora há muito tempo, mas acabei ficando porque queria saber como ia acabar”. Ou seja, mesmo não gostando do filme, ele a prendeu. Mostra que o suspense realmente funcionou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que não funcionou e está prejudicando a carreira mundial de “Melancolia” foram os comentários idiotas que o diretor fez a respeito de entender Hitler e o nazismo, em pleno Festival de Cannes, que sempre serviu para promover seus trabalhos. De tanto querer fazer da polêmica o seu marketing, acabou colhendo o resultado oposto ao que pretendia. E o filme não tem nada a ver com tais declarações.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-7647137339225759472?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/7647137339225759472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=7647137339225759472' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/7647137339225759472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/7647137339225759472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/08/melancolia.html' title='MELANCOLIA'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-yOsTKjzoxys/TkMEVWwfJFI/AAAAAAAAAX8/OJpyZz-eSxw/s72-c/melancolia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-4200933384767564759</id><published>2011-08-08T11:18:00.001-03:00</published><updated>2011-09-22T23:58:05.773-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comédia'/><title type='text'>Quero Matar Meu Chefe</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-2lB1nb_hTgM/Tj_sO5z9lvI/AAAAAAAAEbA/GFDVXe6KK8Y/s1600/HB-12155.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-2lB1nb_hTgM/Tj_sO5z9lvI/AAAAAAAAEbA/GFDVXe6KK8Y/s320/HB-12155.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tatiana Babadobulos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero Matar Meu Chefe (Horrible Bosses). Estados Unidos, 2011.Direção: Seth Gordon. Roteiro: Michael Markowitz. Com: Kevin Spacey, Jennifer Aniston, Jason Bateman, Jason Sudeikis, Colin Farrell, Charlie Day. 98 minutos.&lt;br /&gt;&lt;div class="txt-block"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três rapazes, três chefes e três problemas. O que poderia acontecer com esses perso­nagens em um longa-metragem cujo título é “Quero Matar Meu Chefe” (“Horrible Bosses”)? Já é possível descobrir nos cinemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início, o espectador co­meça a acompanhar a história de cada um: é quando são feitas as apresentações e os respectivos problemas que cada um enfrenta no ambiente de traba­lho com o seu chefe direto. Nick Hendricks (Jason Bateman, de “Amor sem Escalas”) trabalha muito e vive engolindo sapos do seu supervisor, Dave Harken (Kevin Spacey), que lhe prometeu uma promoção. Já o assistente de dentista Dale Arbus (Charlie Day, de “Amor à Distância”), só quer ser respeitado por sua chefe, a dentista Julia Harris (Jennifer Aniston), que dá em cima dele e o intimida com trajes sumários, mas ele é um rapaz sério e tudo o que quer é ser fiel e se casar com a noiva. Por fim, o contador Kurt Buckman (Jason Sudeikis, de “Passe Livre”), que adora o seu chefe, mas ele sai de cena. Em seu lugar, está o filho dele, Bobby Pellit (Colin Farrell), que quer acabar com a saúde da população da cidade, pois só pensa em passar os seus dias em uma praia com uma modelo ao lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-DC-t1MLB5Gc/Tj_sDn-kAlI/AAAAAAAAEa8/jkDfdPHwIrg/s1600/HB-04128.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/-DC-t1MLB5Gc/Tj_sDn-kAlI/AAAAAAAAEa8/jkDfdPHwIrg/s320/HB-04128.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Então, quando os três se encontram para tomar cerveja e jogar conversa fora, decidem que desse jeito não dá para continuar com os seus chefes, que são um psicopata, uma tarada e um completo idiota e simplesmente não podem seguir o exem­plo de um ex-colega da faculdade e não trabalhar. Eis que começam a elaborar o plano para mandar os seus res­pectivos chefes “desta para me­lhor”. Para isso, vão também contar com a ajuda de um consultor, “MF” Jones (Jamie Foxx), um ex-presidiário de apelido suspeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São três tipos distintos. O sádico chefe vivido por Kevin Spacey usa e abusa de sua autoridade. Já a tarada dentista está muito bem representada por Jennifer Aniston, que há muito faz comédias românticas, mas não poderia ser imaginada como uma mulher oferecida como a que interpreta, além de ser acusada por assédio sexual. Colin Farrell, por sua vez, está irreconhecível no papel do imbecil que manda, por exemplo, demitir dois funcionários, só porque um é deficiente físico e o outro está acima do peso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O longa-metragem, dirigido por Seth Gordon (“Surpresas do Amor”), tem a graça da mesma safra de comédias como “Se Beber Não Case”, “Passe Livre”, que nada têm de pas­telão, embora em alguns momentos seja politicamente incorreta. E diverte pegando o espectador pela inteligência, pelo bom humor apurado. Afinal de contas, muitas pessoas podem se reconhecer naquela situação e não sabem o que fazer para mudar. Os diálogos provam a sofisticação da comédia, já que em diversos momentos citam obras cinematográficas, como “Pacto Sinistro”, de Alfred Hitchcock, o personagem de Danny De Vito, em “Jogue a Mamãe do Trem”, “Gênio Indomável”, sem contar com o seriado “Law &amp;amp; Order”, de onde tiram todo o conhecimento de leis e direito que possuem, além do desenho animado Scooby Doo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa é certa: não há nenhuma mensagem no longa, do tipo faça isso ou aquilo. Como lembra um dos atores, no material divulgado para a imprensa, trata-se apenas de “uma comédia divertida, simples e escapista sobre três rapazes que decidem matar seus chefes e que, desde o começo, não têm a menor ideia do que estão fazendo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante toda a projeção, o espectador vai torcendo para cada personagem e para que o plano, mesmo que de forma atrapalhada, dê certo. “Quero Matar Meu Chefe” é uma co­média engraçada, que vai mostrando situações cotidia­nas que muitos podem se identificar, mas nada têm a fazer. Então, o jeito é mesmo compartilhar com os amigos os problemas e rir das enrascadas dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final, não saia da sala sem assistir aos erros de gra­vação antes dos créditos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-4200933384767564759?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/4200933384767564759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=4200933384767564759' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/4200933384767564759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/4200933384767564759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/08/quero-matar-meu-chefe.html' title='Quero Matar Meu Chefe'/><author><name>Tatiana Babadobulos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14643813334262599775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_qvZU9MOK7CE/TFye2FknHlI/AAAAAAAAEAc/-CHXa7qndC8/S220/01.jpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-2lB1nb_hTgM/Tj_sO5z9lvI/AAAAAAAAEbA/GFDVXe6KK8Y/s72-c/HB-12155.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-4458201094092040377</id><published>2011-08-04T17:26:00.001-03:00</published><updated>2011-08-04T17:31:26.828-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festival'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='europeu'/><title type='text'>MAMUTE</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAMUTE (&lt;em&gt;Mammuth&lt;/em&gt;). França, 2010. Direção e roteiro: Gustav de Kervern e Benoit Delépine. Com Gérard Depardieu, Yolande Moreau, Isabelle Adjani e Anna Mouglalis. 92 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-V1e45dqAjDM/TjsABiwfujI/AAAAAAAAAX0/zhzRy0Ng-lk/s1600/mamute3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-V1e45dqAjDM/TjsABiwfujI/AAAAAAAAAX0/zhzRy0Ng-lk/s1600/mamute3.jpg" t$="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Gérard Depardieu volta ao cinema com força total. Ainda estão em exibição, nos cinemas brasileiros, “Minhas tardes com Margueritte” e “Potiche – esposa troféu”, filmes em que ele atua e cujas críticas podem ser encontradas aqui, no cinema com recheio. E agora entra em cartaz “Mamute”, em que Gérard faz o personagem Serge. Segundo os diretores do filme, tal personagem foi escrito especialmente para ele, um ator perfeito para um protagonista “ao mesmo tempo forte e delicado, expressivo e cativante”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serge aparece nas primeiras cenas do filme trabalhando como açougueiro e se aposentando numa festinha chocha junto aos colegas. Em seguida, fica-se sabendo que, para ter direito à aposentadoria integral, o que supostamente (na França) o deixaria tranquilo, ele precisa conseguir documentos de, pelo menos, dez outros empregos anteriores. Sua mulher o estimula a ir atrás disso e ele o fará, montado em sua antiga moto, dos anos 1970.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa situação dá margem a uma espécie de &lt;em&gt;road movie&lt;/em&gt;, em que o personagem reencontra elementos significativos do seu passado, retoma contatos de trabalho antigos e vai se redescobrindo. Descrito assim como faço aqui, o início parece convencional, o filme lembra muitos outros e soa até pouco atraente. Mas não é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há uma virtude que “Mamute” tem é a de nos surpreender a cada passo. Quase tudo que acontece quebra as expectativas usuais. Cada sequência inova em algo, no comportamento esquisito de alguém, numa ofensa desmedida para o contexto em que ela se dá, na caracterização dos ambientes em que objetos são percebidos como deslocados, excessivos, infantis. Ou num grande afeto, que se revela ser uma outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De coisas e situações bizarras a fita está repleta. Aparentemente, nada está no lugar, se justifica racionalmente ou faz parte de forma integrada daquele universo. Mas também não estamos no terreno do fantástico ou do absuro. Tudo parece natural e, por que não, plausível. Só que não é o que se espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-LAqPPEn6euY/TjsAL9wSa7I/AAAAAAAAAX4/84fRjotoJcM/s1600/mamute4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-LAqPPEn6euY/TjsAL9wSa7I/AAAAAAAAAX4/84fRjotoJcM/s1600/mamute4.jpg" t$="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Quem já está cansado de ver tramas previsíveis, a ponto de ser capaz de antecipar os próximos acontecimentos, certamente vai adorar “Mamute”. As cenas são inovadoras e criativas, na ordem e no sentido em que são apresentadas. Vistas isoladamente, talvez não chegassem a surpreender, mas no conjunto formam um todo bastante original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de não ser uma história tratada de forma linear facilita essa criatividade. Há um fio condutor: o das viagens do protagonista, em busca dos papéis de sua aposentadoria. E por se tratar de uma figura ao mesmo tempo infantilizada e abrutalhada, dá para imaginar os empregos alternativos pelos quais Serge passou. Dá margem a todo tipo de inusitado. Mas o filme vai além, produzindo estranhamento onde não se espera, inclusive em relacionamentos pessoais bizarros, que ficaram no passado, em supostas pessoas com deficiência, em fantasmas amorosos acidentados e em lugares improváveis, apesar de teoricamente possíveis. Só vendo, mesmo, para poder curtir. Ou rejeitar de vez, isso depende do gosto e das expectativas de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você não quiser se irritar ou se decepcionar, simplesmente deixe as expectativas de lado e se deixe levar por essa brincadeira cinematográfica surpreendente e divertida, com direito a mais um grande desempenho de Gérard Depardieu, um pequeno papel de Isabelle Adjani e todo um elenco que o transportará para um ambiente todo especial. Especial como? Não sei bem dizer, só sei que eu saí do cinema animado e aberto para o novo. O filme foi indicado ao Urso de Ouro no 60º Festival de Cinema de Berlim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-4458201094092040377?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/4458201094092040377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=4458201094092040377' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/4458201094092040377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/4458201094092040377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/08/mamute.html' title='MAMUTE'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-V1e45dqAjDM/TjsABiwfujI/AAAAAAAAAX0/zhzRy0Ng-lk/s72-c/mamute3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-7032640269450257307</id><published>2011-08-01T11:32:00.001-03:00</published><updated>2011-08-01T12:35:46.629-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perfil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nacional'/><title type='text'>NÃO SE PREOCUPE, NADA VAI DAR CERTO</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÃO SE PREOCUPE, NADA VAI DAR CERTO. Brasil, 2010. Direção: Hugo Carvana. Com Tarcísio Meira, Gregório Duvivier, Hugo Carvana, Ângela Vieira, Flávia Alessandra, Herson Capri, Antonio Pedro, Mariana Rios. 99 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6lfUhPW4oWs/Tja391CIm_I/AAAAAAAAAXo/l9KC5LFjdus/s1600/n%25C3%25A3osepreocupe1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/-6lfUhPW4oWs/Tja391CIm_I/AAAAAAAAAXo/l9KC5LFjdus/s320/n%25C3%25A3osepreocupe1.jpg" t$="true" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;“Não se preocupe, nada vai dar certo” é o novo trabalho de Hugo Carvana, ator de 90 filmes do cinema brasileiro, em sua oitava atuação como diretor. Aqui, ele faz uma comédia policial, como sempre leve e alegre, em que o que está em pauta é, em primeiro plano, o trabalho do ator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ator é, por excelência, aquele que pode viver muitas vidas, desempenhando os mais diversos e variados papéis. Ele pode ser um guru indiano, realizando workshops no Brasil, um frade que borrifa a água da juventude nas pessoas, em troca de donativos, um diplomata de um país distante, um advogado, um delegado, e convencer, desde que atue bem. Para ele, a rigor, tudo é possível. A realidade comporta inúmeras construções, criações e mudanças, contanto que as pessoas acreditem nelas. O filme é a elegia da importância do trabalho do ator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do mesmo modo como enaltece esse trabalho, é triste e nostálgico, ao abordar a hora da aposentadoria. O velho ator não lamenta tanto a falta de dinheiro quanto a falta do palco e, com ele, o prestígio e a alegria de viver. O próprio Carvana, como o ator aposentado Zinha, encarna esse papel com toda a clareza e a dimensão que ele tem, enquanto faz um contraponto por ocasião do seu retorno do refúgio dos atores à cena, irradiando a alegria da volta. E reservando para o plano final do filme essa alegria e o agradecimento pelo aplauso recebido.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-B6qcqd6NdG4/Tja4ZoerSUI/AAAAAAAAAXs/L9AERsHxC7c/s1600/n%25C3%25A3osepreocupe2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/-B6qcqd6NdG4/Tja4ZoerSUI/AAAAAAAAAXs/L9AERsHxC7c/s320/n%25C3%25A3osepreocupe2.jpg" t$="true" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A trama da fita se estabelece a partir da relação de dois atores: o pai, um veterano trambiqueiro, sempre aprontando e fazendo bobagens, e seu filho mais careta, que tenta se livrar da influência paterna, sem sucesso, e vive de espetáculos mambembes de humor &lt;em&gt;stand up&lt;/em&gt; Brasil afora. O veterano ator que dá o tom da narrativa é Ramon Velasco, papel vivido por Tarcísio Meira, voltando ao cinema após vinte anos. O filho é o jovem ator Lalau Velasco, vivido por Gregório Duvivier. Essa dupla funciona muito bem no filme. Ambos, na verdade, representam atores mambembes sem sucesso ou glamour e muito parecidos, apesar das diferenças. O filme está interessado em mostrar os atores que circulam por aí, em busca de representar, convencer e receber aplausos. E sobreviver como puderem. Daí o expediente da velha malandragem, da picaretagem, associado às suas atividades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vive convincentemente outra vida, com a indumentária adequada, ilude a ponto de sofrer as consequências desse êxito. E Carvana, desta vez, constrói um enredo policial para tratar dessas consequências e fazer rir. Aproveita para dar uma bicada nas malandragens da política. Há uma tramoia na licitação de uma usina, apresentada como solução para o problema energético de uma região do Ceará. Envolvidos com isso estão um empresário e sua mulher, que prepara uma candidatura ao Senado. Herson Capri e Ângela Vieira vivem o casal. Também há uma jornalista, para quem a ética não conta muito: a que contrata o guru indiano de araque. É o papel de Flávia Alessandra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa trama policial, o delegado tem papel importante. É Antonio Pedro o que encarna as investigações do caso. E a belíssima Mariana Rios, envolvida por uma praia paradisíaca, faz a namorada de Lalau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Qj5jmsHq3Oc/Tja41_ycsHI/AAAAAAAAAXw/XBkFTIOeyZU/s1600/n%25C3%25A3osepreocupe3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-Qj5jmsHq3Oc/Tja41_ycsHI/AAAAAAAAAXw/XBkFTIOeyZU/s320/n%25C3%25A3osepreocupe3.jpg" t$="true" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A história é boa e flui bem, em busca de um cinema popular, de cujo estilo marcante Hugo Carvana já nos deu bons exemplos, nos anos 1970, com filmes como “Vai trabalhar, vagabundo” e “Se segura, malandro”, e especialmente em “Bar Esperança”, de 1982, que dialoga com a produção atual, retomando a temática da arte produzindo a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, há um certo abuso de situações clichê, apresentadas como farsa. Até aí, tudo bem. Já a repetição do bordão que dá título ao filme se desgasta e perde a graça. A insistência com o termo &lt;em&gt;cagada&lt;/em&gt;, para se referir a tudo que não dá certo ou que se supõe que não dará certo, é excessiva e acaba se tornando meramente vulgar, não engraçada. Mesmo na boca de Tarcísio Meira, que conhecemos como um ator elegante, que destoa do ator decadente e picareta que ele encarna muito bem no filme, a graça se dissipa logo. Um pouco mais de sutileza só faria bem ao filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por se tratar de uma busca de cinema popular, não é preciso apelar para palavrões, linguagem vulgar ou excessos para conquistar o público. Mas se o filme derrapa um pouco por esse lado, tem méritos que compensam isso. A contribuição de Hugo Carvana ao cinema brasileiro é inegável e a produção atual amplia o legado já construído pelo ator e diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressalte-se também a trilha sonora, composta por Edu Lobo, de um bom gosto digno do grande talento do compositor. A música tema “Corda Bamba” tem letra de Paulo César Pinheiro, outro grande compositor da MPB. Aliás, Carvana costuma colocar belas trilhas musicais nos seus filmes. Chico Buarque já compôs grandes músicas para os filmes dele, como agora faz Edu Lobo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-7032640269450257307?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/7032640269450257307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=7032640269450257307' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/7032640269450257307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/7032640269450257307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/08/nao-se-preocupe-nada-vai-dar-certo.html' title='NÃO SE PREOCUPE, NADA VAI DAR CERTO'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-6lfUhPW4oWs/Tja391CIm_I/AAAAAAAAAXo/l9KC5LFjdus/s72-c/n%25C3%25A3osepreocupe1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-2383054933860959637</id><published>2011-07-29T14:12:00.002-03:00</published><updated>2011-09-22T23:58:33.433-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='3D'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blockbuster'/><title type='text'>Capitão América: O Primeiro Vingador</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vEWLc1gzreI/TjLpS9LqB4I/AAAAAAAAEaw/vEVswjoOQBY/s1600/capitao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-vEWLc1gzreI/TjLpS9LqB4I/AAAAAAAAEaw/vEVswjoOQBY/s320/capitao.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tatiana Babadobulos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capitão América: O Primeiro Vingador (Captain America: The First Avenger). Direção: Joe Johnston. Roteiro: Christopher Markus e Ste­phen McFeel. Com: Chris Evans, Stanley Tucci, Sebastian Stan, Hayley Atwell, Tommy Lee Jones. Estados Unidos, 2011. 124 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentado pela primeira vez em forma de história em quadrinhos, em 1941, ou seja, durante a Segunda Guerra Mundial, como propaganda política e para mostrar ao mundo que os norte-americanos não tinham medo de Adolf Hitler, Capitão América agora é protagonista do longa-metragem “Capitão América: O Primeiro Vingador” (“Captain America: The First Avenger”). O filme, dirigido por Joe Johnston (“O Lobisomem”) e com roteiro de Christopher Markus e Ste­phen McFeel (ambos de “Crônicas de Nárnia”), chega nesta sexta-feira, 29 de julho, aos ci­nemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é justamente durante a Guerra que se passa a fita, ou seja, quando o país recrutava jovens para o exército, principalmente com a foto de Tio Sam – personificação do governo americano e do exército – apontando jovens e apelando para o patriotismo, com os dizeres: “I Want You” (“Eu Quero Você”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O magricela Steve Rogers (Chris Evans, o Tocha Humana de “Quarteto Fantástico”) tem apenas 40 quilos, é baixinho, tem vários problemas de saúde, é indefeso e apanha nos becos da cidade onde vive (Nova York), mas não abre mão de ser mais uma opção ao governo norte-americano na luta contra a Alemanha e os seguidores de Hitler durante a Segunda Guerra. Depois de convencer Dr. Erskine (Stanley Tucci, de “Julie &amp;amp; Julia”), que mais tarde veio a ser o criador da fórmula do “supersoldado”, consegue entrar para o exército. O cientista, porém, o recrutou porque estava mais preocupado com o coração e com a sabedoria de Steve do que sua forma física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-cYlW-KJuwhs/TjLpTj_C8xI/AAAAAAAAEa0/IbTO6Vx5Pe8/s1600/capitao-america.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://4.bp.blogspot.com/-cYlW-KJuwhs/TjLpTj_C8xI/AAAAAAAAEa0/IbTO6Vx5Pe8/s320/capitao-america.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Além de ter um coração bom, era a amizade com outro soldado, Bucky Barnes (Sebastian Stan, de “Cisne Negro”). Afinal de contas, Bucky é quem Steve sempre quis ser. Embora ele tenha o apoio do cientista e, mais tarde, da bela Peggy Carter (Hayley Atwell, de “A Duquesa”), ele terá de driblar as desconfianças do coronel Chester Phillips (Tommy Lee Jones, de “On­de os Fracos Não Têm Vez”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntos, e com ajuda de Howard Stark (Dominic Cooper, de “Educação”), futuro pai do Homem de Ferro, que vai desenvolver a parafernália ne­cessária para dar vida ao Ca­pitão América, terão de enfren­tar o Caveira Vermelha, também conhecido como Johann Schmidt (Hugo Weaving, de “Transformers: O Lado Oculto da Lua”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “Capitão América”, o protagonista passa por uma grande transformação. Primeiro, detonam o garoto, mas como tem coração bom, foi escolhido para servir o exército. Ele sofre decepções e ainda assim opta por não ficar amargurado ou cansado disso. Mas o longa-metragem faz isso de propósito para mostrar a grande virada. E a música reforça quando ele cumpre sua primeira missão, mesmo que não tenha sido designado para salvar os colegas. O toque de humor é leve e o romance que começa a aparecer contrasta com o clima de rivalidade e guerra da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-kz23mH2cfb8/TjLpUa8pcyI/AAAAAAAAEa4/D-4iGrCalMw/s1600/capitao-america02.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/-kz23mH2cfb8/TjLpUa8pcyI/AAAAAAAAEa4/D-4iGrCalMw/s320/capitao-america02.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se trata de um filme sobre super-heróis, os efeitos especiais estão ali para servir (os retoques digitais são feitos para deixar o garoto magricela, por exemplo), assim como as cenas espetaculares fora da realidade, mas que são divertidas de se ver. E a jornada do herói está toda lá mostrando a superação e a conquista que não é em causa própria, mas do país, da nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto positivo são as câmeras bem posicionadas, que oferece ao público nitidez sobre quem está batendo e quem está apanhando. E, mais uma vez, a música não cessa nem quando os tiros correm soltos durante as batalhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capitão América foi o primeiro do grupo a ser recrutado para o “clube” que mais tarde ficou conhecido como “Os Vingadores” e que reúne super-heróis como Thor, Hulk, Homem de Ferro, Viúva Negra, Gavião Arqueiro, e foi feito em resposta à Liga da Justiça, da DC Comics, cujo “cabeça” é Super-Homem. O longa-metragem sobre esse grupo, aliás, está marcado para estrear em 2012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Capitão América” é um longa divertido, com um roteiro bem escrito e que pode ser visto para quem costuma ler os quadrinhos ou até mesmo para quem não sabe da história. É o filme-pipoca com cópias em versões 2D e 3D. Por falar no de três dimensões, esqueça: é totalmente dispensável. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-2383054933860959637?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/2383054933860959637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=2383054933860959637' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/2383054933860959637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/2383054933860959637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/07/capitao-america-o-primeiro-vingador.html' title='Capitão América: O Primeiro Vingador'/><author><name>Tatiana Babadobulos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14643813334262599775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_qvZU9MOK7CE/TFye2FknHlI/AAAAAAAAEAc/-CHXa7qndC8/S220/01.jpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-vEWLc1gzreI/TjLpS9LqB4I/AAAAAAAAEaw/vEVswjoOQBY/s72-c/capitao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-4543804662175543872</id><published>2011-07-28T14:32:00.001-03:00</published><updated>2011-09-22T23:13:31.953-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nacional'/><title type='text'>Assalto ao Banco Central</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8cWF7egciPM/TjGbyQbKg0I/AAAAAAAAEao/F4u1WsnpEFc/s1600/assalto.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/-8cWF7egciPM/TjGbyQbKg0I/AAAAAAAAEao/F4u1WsnpEFc/s320/assalto.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tatiana Babadobulos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assalto ao Banco Central. Brasil, 2011. Direção: Marcos Paulo. Roteiro: Renê Belmonte. Com: Eriberto Leão, Giulia Gam, Lima Duarte, Mi­lhem Cortaz, Hermila Guedes. 101 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseado em um dos maiores assaltos a banco do mundo, o longa-metragem  “Assalto ao Banco Central” mostra como aconteceu o incidente, em agosto  de 2005, no Banco Central do Brasil, em Fortaleza. A fita apresenta toda a ope­ração em volta do  crime que debitou R$ 164 milhões do banco sem dar um tiro nem disparar  um alarme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que seja uma obra de ficção, ou seja, não conta a história  exatamente como aconteceu, o longa tenta mostrar como foi todo o  planejamento, já que foi gasto muito dinheiro para a operação se  concretizar. Para tanto, os bandidos alugaram uma casa perto do local e  co­meçaram a cavar o túnel até chegar ao cofre do banco e, enfim, pegar o  dinheiro que estava reservado para ser queimado. Na fachada da casa  alugada, placa de empresa (fictícia) que comercializava grama sintética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fita vai mostrando a esca­vação, o quão profissional foi toda a  operação, assim como foi bem feita a instalação do túnel, com  ar-condicionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O longa mostra também desde a pessoa que pensou no pla­no, passando  pela que o financiou, até as responsáveis por exe­cutar a operação.  Entre os personagens, além do mandan­te, que tem o apelido de Barão  (Mi­lhem Cortaz, de “Tropa de Elite”), há o Mineiro, vivido por Eriberto  Leão (o Pedro, de “Insensato Coração”), que acaba de sair da prisão,  quando já é envolvido na empreitada. Carla (Hermila Guedes) é a única  mulher do bando e namorada de Barão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também fazem parte da trupe Doutor (Tonico Pereira), engenheiro e  comunista, que embora não tenha ficha criminal tal como os outros, está  ali para dar o suporte profissional que precisam para cavar o buraco. Em  uma das passagens mais engraçadas da trama, ele diz que pretende fazer  uma leve divisão de rendas, mas é encontrado tomando o vinho  Romanée-Conti, em Paris!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao seu lado, estão Tatu (Gero Camilo), o especialista em túneis; Léo  (Heitor Martinez), ex-policial expulso da corporação quando se envolveu  com um esquema nada lícito; Devanildo (Vinicius de Oliveira), irmão de  Carla, e que está lá porque precisa de um emprego mas, a princípio, não  sabe o que estão fazendo lá, a não ser vendendo grama sintética, entre  outros envolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos diferenciais entre a trama e a realidade é que na opera­ção  foram envolvidos mais de 40 pessoas, enquanto na ficção, são menos de  10, afinal de contas ficaria inviável transferir com fidelidade para a  tela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-H1DW7wT-wZ4/TjGbzGTFyrI/AAAAAAAAEas/-TVgGKVHRvo/s1600/assalto02.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-H1DW7wT-wZ4/TjGbzGTFyrI/AAAAAAAAEas/-TVgGKVHRvo/s320/assalto02.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado, ou seja, do lado da polícia, estão o delegado titular,  Amorim (Lima Duarte), e sua assistente, Telma (Giulia Gam). Além de ter  de desvendar o cri­me, os dois convivem com as di­ferenças de gerações  dentro da corporação, é quando ele mostra que está acostumado à  investigação nos modos antigos, já que prendeu bandidos famosos em São  Paulo, como Sete Dedos, Promessinha, Bandido da Luz Vermelha. Enquanto  ela se prende à tecnologia, à informática, aos estudos etc. Como ele  mesmo diz em uma das passagens, está acostumado com pessoas, a entender o  ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que as cenas se passem em Fortaleza, em nenhum momento é dito  isso, a não ser duas sequências filmadas na Ponte Metálica e nas dunas,  além do&amp;nbsp; mapa que indica a praia de Iracema. Mas a praia de Iracema,  convenhamos, não é Ipanema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com roteiro de Renê Belmonte e direção de Marcos Paulo, em sua  estreia no cinema, embora tenha mais de 40 anos de expe­riência em  direção na televisão, “Assalto ao Banco Central” deixa a desejar quando  não explora o fato que, por si só, é cinematográfico, e busca o humor  para contrapor. Talvez esse toque engraçado tenha lá as suas vantagens, e  tem, pois é capaz de suavizar o drama e fazer a plateia gargalhar. No  entanto, falta um pouco do suspense e da dramaticidade propostos  inicialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O suspense, aliás, é imediatamente colocado de lado quando optam por  contar a história de modo não-linear, ou seja, quando mostram ao mesmo  tempo o depoimento dos envolvidos com as cenas acontecendo. Ainda que o  espectador não saiba o que aconteceu na vida real, ele já fica sabendo o  final da história antes mesmo de ela acontecer. Opção que tira o  impacto da história e não surpreende.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-4543804662175543872?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/4543804662175543872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=4543804662175543872' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/4543804662175543872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/4543804662175543872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/07/assalto-ao-banco-central.html' title='Assalto ao Banco Central'/><author><name>Tatiana Babadobulos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14643813334262599775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_qvZU9MOK7CE/TFye2FknHlI/AAAAAAAAEAc/-CHXa7qndC8/S220/01.jpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-8cWF7egciPM/TjGbyQbKg0I/AAAAAAAAEao/F4u1WsnpEFc/s72-c/assalto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-893139241229972038</id><published>2011-07-28T11:32:00.002-03:00</published><updated>2011-07-30T14:24:27.747-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><title type='text'>CONTRA O TEMPO</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONTRA O TEMPO (&lt;em&gt;Source code&lt;/em&gt;). Estados Unidos, 2011. Direção: Duncan Jones. Com Jake Gyllenhall, Michelle Monaghan, Vera Farmiga. 93 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Et_7g8kNkb0/TjFyjrFIoCI/AAAAAAAAAXg/0BPi-B3eBE8/s1600/contraotempo3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-Et_7g8kNkb0/TjFyjrFIoCI/AAAAAAAAAXg/0BPi-B3eBE8/s320/contraotempo3.jpg" t$="true" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“Contra o Tempo” conta uma história fantástica, na forma de um filme que mescla aventura, suspense e ação. Imagine assumir uma vida que não é a sua, num corpo que não é o seu, e, ainda por cima, voltando no tempo. Mas cuidado, não se trata de um retorno nostálgico a um passado distante, nem de assumir uma identidade glamourosa de alguma celebridade. Nada disso. É algo bem mais concreto e prático, com limites muito estreitos, até.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine que você possa viver uma outra vida num outro corpo, porém, o tempo que você tem para isso são apenas os últimos oito minutos de vida dessa outra pessoa, dessa outra identidade. Esse é o chamado código fonte. Qual a utilidade dele? Ao retornar por oito minutos antes que uma bomba venha a explodir num trem, será possível pesquisar sobre o terrorista e a bomba, de modo a evitar outros atos terroristas no futuro. Com a vantagem de que é possível voltar mais de uma vez e outra mais, se for preciso. Eu não disse que era uma coisa concreta e prática? Poderia acrescentar: e com objetivos louváveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é a partir dessa premissa que decorre toda a trama de “Contra o Tempo”, que lida com questões que certamente preocupam as pessoas, cada vez mais, em todo o mundo. Afinal, as possibilidades de um ataque terrorista ocorrer a qualquer momento deixa o mundo inseguro para todos. Até nos lugares mais insuspeitados isso pode acontecer. Haja vista o recente massacre que ceifou quase 80 vidas na aparentemente tranquila e pacífica Noruega. Anticomunistas,islamofóbicos e neonazistas, como o atirador loiro nórdico, são figuras assustadoras em seu desequilíbrio pessoal e ideologia delirante. Mas não são os únicos a meter medo nos dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um recurso como o imaginado pelo filme para impedir a livre circulação desses malucos que destróem vidas preciosas seria muito bem-vindo. A pretensão de controlar o incontrolável também é um delírio, mas imaginar a sua possibilidade alivia os medos, consola e pode funcionar como diversão, além da oportunidade de utilizar os efeitos especiais tão caros ao cinema hollywoodiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-XLw1LV-pn_I/TjFyvJIxuoI/AAAAAAAAAXk/Jz9moyFYMTQ/s1600/contraotempo1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="197" src="http://2.bp.blogspot.com/-XLw1LV-pn_I/TjFyvJIxuoI/AAAAAAAAAXk/Jz9moyFYMTQ/s320/contraotempo1.jpg" t$="true" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quem vir o filme perceberá também que há uma outra questão ideológica embutida nessa trama. É que as mortes de soldados em países invadidos pelos norte-americanos, como o Afeganistão e o Iraque, podem não ter sido em vão e ainda servirem a um objetivo patriótico. Aí, sim, é que se consolam as culpas, que tudo fica bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o cinema norte-americano é muito eficiente ao propagar os valores e a ideologia que lhe interessam em cada momento histórico já está mais do que provado. Que o cinema de Hollywood é competente para produzir emoções fortes e filmes de ação sedutores também ninguém duvida. E que são fitas bem produzidas, facilmente assimiláveis pelo público, também é algo notório. Bons atores e atrizes não faltam e desempenhos convincentes fazem da fantasia algo verossímil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Contra o Tempo” tem todos esses ingredientes. Certamente não é um grande filme, mas funciona como diversão de boa qualidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-893139241229972038?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/893139241229972038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=893139241229972038' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/893139241229972038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/893139241229972038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/07/contra-o-tempo.html' title='CONTRA O TEMPO'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Et_7g8kNkb0/TjFyjrFIoCI/AAAAAAAAAXg/0BPi-B3eBE8/s72-c/contraotempo3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-3302109801370916288</id><published>2011-07-19T17:06:00.000-03:00</published><updated>2011-07-19T17:06:28.537-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perfil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festival'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Asiatico'/><title type='text'>LOLA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LOLA (&lt;em&gt;Lola&lt;/em&gt;). Filipinas, 2009. Direção: Brillante Mendonza. Com Anita Linda, Rustica Carpio, Tanya Gomez. 110 min.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-toFWzmlfTLQ/TiXhLRxn4GI/AAAAAAAAAXU/_Qq9OnqMY6c/s1600/lola8.jpg" imageanchor="1" style="height: 198px; margin-left: 1em; margin-right: 1em; width: 203px;"&gt;&lt;img border="0" height="200" m$="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-toFWzmlfTLQ/TiXhLRxn4GI/AAAAAAAAAXU/_Qq9OnqMY6c/s200/lola8.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Brillante Mendonza é um conceituado diretor filipino, já bastante conhecido e respeitado no circuito dos festivais internacionais de cinema, onde amealhou prêmios importantes. Aqui, seus filmes foram exibidos em sessões especiais e mostras, mas nunca chegaram ao circuito comercial. Isso acontece agora, com a entrada da &lt;em&gt;Lume Filmes&lt;/em&gt; na distribuição de filmes para cinema. A &lt;em&gt;Lume&lt;/em&gt; tem marcado uma significativa e importante presença na distribuição de filmes em DVD, resgatando filmografias pouco conhecidas e fitas marcantes da história do cinema. O seu primeiro lançamento em cinema é “Lola”, de Brillante Mendonza. Ótimo começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras imagens de “Lola” mostram uma senhora idosa com uma criança, num dia de chuva e vento, sem conseguir controlar o guarda-chuva, em busca de um lugar para acender uma vela. Esse lugar foi onde seu neto acabou de ser assassinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-eD075HL-Dls/TiXhoPvcyNI/AAAAAAAAAXY/MRvRK8jtZAE/s1600/lola-1.jpg" imageanchor="1" style="height: 123px; margin-left: 1em; margin-right: 1em; width: 295px;"&gt;&lt;img border="0" m$="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-eD075HL-Dls/TiXhoPvcyNI/AAAAAAAAAXY/MRvRK8jtZAE/s1600/lola-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A avó é Lola Sepa (Anita Linda) e seu périplo ao longo do filme será para promover um funeral digno para o neto morto e buscar justiça. Ela e sua família são pobres, não dispõem de recursos, nem para as despesas do enterro, nem para abrir um processo legal contra o assassino. Sua casa está na água, lembrando as nossas palafitas, o único acesso é por barco, os espaços são mínimos. Mas, eventualmente, se podem pescar bons peixes dentro de casa mesmo. Há uma ótima cena mostrando isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Lola Sepa, a avó do assassinado, busca ajuda na comunidade e até num empréstimo bancário, para viabilizar o funeral do neto assassinado, vamos conhecendo também Lola Puring (Rustica Carpio), a avó de Mateo, o assassino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mateo está preso e sua avó procura cuidar dele, levando-lhe comida na prisão, e está empenhadíssima em tirar o neto da cadeia. Mas não tem dinheiro suficiente para pagar a fiança, nem contratar advogado. Dependerá da defensoria pública. A família de Lola Puring vende legumes na rua, mas não tem registro para essa atividade e pode ter suas mercadorias apreendidas a qualquer momento. Ela faz de tudo para juntar dinheiro, visita parentes no interior e vende as mercadorias que ganha, empenha a única TV da casa, rouba no troco de um freguês e por aí a coisa caminha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-tXeWoIbxOz0/TiXh2PQIXgI/AAAAAAAAAXc/UjfzpjpCG5w/s1600/lola-2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" m$="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-tXeWoIbxOz0/TiXh2PQIXgI/AAAAAAAAAXc/UjfzpjpCG5w/s1600/lola-2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;As duas avós, as duas Lolas, conduzem o filme, mostrando os dois lados desse assassinato banal: seu motivo foi o roubo de um celular. A vida das duas Lolas revela as agruras da pobreza e os dilemas morais que se colocarão a partir dessa carência. E, também, a fragilidade da justiça, quando o dinheiro não está presente. E, ainda, ao que pode conduzir toda essa debilidade social e institucional. A forma como o dilema das duas avós se resolve é muito bem construída, ao longo de toda a película, e saímos do cinema tendo muito o que pensar, a partir daquilo que vimos e do final tão eloquente que Brillante Mendonza nos reservou. É um cineasta de inegável talento, com grande sensibilidade para tratar de questões sociais, sem cair na obviedade ou no panfleto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de a história nos ser mostrada por meio das duas avós Lola é outro trunfo do filme. São mulheres idosas, mas fortes e determinadas, vividas por atrizes experimentadas, que nos levam a compartilhar suas histórias com absoluto realismo. O desempenho de Anita Linda merece destaque: sua Lola Sepa flui de uma forma tão natural e verdadeira, que emociona. Tudo é muito sutil e bem trabalhado nos personagens dessas avós-coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Lola” foi premiado como melhor filme nos Festivais de Cinema de Dubai e Miami, recebeu indicações de filme, direção e montagem, no Asian Film Awards, competiu no Festival de Veneza e em mais 20 Festivais Internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos esperar que venham outros filmes de Brillante Mendonza, como “Kinatay”, de 2009, e “Serbis”, de 2008, para o circuito comercial. Seria uma forma de um público maior conhecer o cinema das Filipinas e esse grande cineasta da atualidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-3302109801370916288?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/3302109801370916288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=3302109801370916288' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/3302109801370916288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/3302109801370916288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/07/lola.html' title='LOLA'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-toFWzmlfTLQ/TiXhLRxn4GI/AAAAAAAAAXU/_Qq9OnqMY6c/s72-c/lola8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-6080236647598961037</id><published>2011-07-19T16:49:00.001-03:00</published><updated>2011-07-19T16:50:31.474-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estreia'/><title type='text'>LOUP – UMA AMIZADE PARA SEMPRE</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Antonio Carlos Egypto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0r8gm0C70UQ/TiXf046hE1I/AAAAAAAAAXM/lIx2J4c2cfA/s1600/lobo3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" m$="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-0r8gm0C70UQ/TiXf046hE1I/AAAAAAAAAXM/lIx2J4c2cfA/s320/lobo3.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;“Loup – Uma Amizade Para Sempre” foi o título escolhido para a estreia nos cinemas do filme de Nicolas Varnier, chamado simplesmente “Loup” ou “Lobo”, quando de sua exibição no Festival Varilux de Cinema Francês.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A crítica desse filme, aqui no &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;cinema com recheio&lt;/i&gt;, pode ser encontrada entre as postagens de junho de 2011, sob o título “Lobo”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2276498972319968645-6080236647598961037?l=cinemacomrecheio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/feeds/6080236647598961037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2276498972319968645&amp;postID=6080236647598961037' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/6080236647598961037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2276498972319968645/posts/default/6080236647598961037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacomrecheio.blogspot.com/2011/07/loup-uma-amizade-para-sempre.html' title='LOUP – UMA AMIZADE PARA SEMPRE'/><author><name>Antonio Carlos Egypto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15051688270445062980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Ar9ZHUAXb0E/SBhnFOKl5nI/AAAAAAAAAAM/hfJsDdIHivs/S220/egypto01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-0r8gm0C70UQ/TiXf046hE1I/AAAAAAAAAXM/lIx2J4c2cfA/s72-c/lobo3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2276498972319968645.post-345331469145544225</id><published>2011-07-17T11:00:00.001-03:00</published><updated>2011-09-22T23:13:26.625-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><title type='text'>Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-9SBNiPMYz88/TiLo8wRifMI/AAAAAAAAEaE/andU1Ais6jo/s1600/HP7-PT2-TRL-0876.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="138" src="http://2.bp.blogspot.com/-9SBNiPMYz88/TiLo8wRifMI/AAAAAAAAEaE/andU1Ais6jo/s320/HP7-PT2-TRL-0876.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Tatiana Babadobulos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2 (Harry Potter and the Deathl
